<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297</id><updated>2011-07-28T12:49:33.242-07:00</updated><category term='Colômbia.'/><category term='Arte'/><category term='FARC'/><category term='Janer Cristaldo'/><category term='História.'/><title type='text'>Barricada</title><subtitle type='html'>Um Socialismo de face humana.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-599085371737605783</id><published>2010-04-13T07:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-13T08:47:03.319-07:00</updated><title type='text'>Governo Lula: O formol dos desatinados.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/S8SHICmStZI/AAAAAAAAAHk/6EdsANnYW7Q/s1600/lula-com-o-povo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/S8SHICmStZI/AAAAAAAAAHk/6EdsANnYW7Q/s320/lula-com-o-povo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459637220486067602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em 1999, sob impacto do neoliberalismo, publiquei uma carta aberta num fanzine de Mococa, São Paulo, onde propunha uma frente unida de Esquerda, para barrar o desatino dos neoliberais brasileiros. Neste texto, onde hoje me debruço sobre várias críticas feitas por mim mesmo, desenhei a proposta de que deveríamos unir a Esquerda brasileira (Partidos, círculos anarquistas, militantes independentes, Movimentos sociais, punks e demais) em torno da candidatura Lula. Como se sabe, passados oito anos de Governo Lula e com aceitação de 81,4% da população, me parece que tomei a atitude correta, na qual conseguimos salvar as universidades federais, o SUS e avançar em aspectos sociais. Para os desatinados, sejam eles tucanos, liberais ou simplesmente opositores da direita, o Governo Lula tem dado provas de que não é preciso ter curso superior para iniciar um processo de transformação e para melhor neste país. É preciso ter vergonha na cara, honestidade e principalmente compromisso com a imensa camada humilde.&lt;br /&gt;                     Mas vamos aos fatos: Qual era a realidade de 1999, no qual baseei o alicerce deste texto, e qual a atual? A simples analise de conjuntura é muito objetiva. Em 1999, o MEC aceitava as imposições do FMI para quebra das universidades, seguindo as orientações dos grandes capitalistas. Para o FMI, o Governo brasileiro deveria poupar gastos em educação e saúde e investir em crédito, para que os grandes capitalistas gerassem mais renda. Tanto que Paulo Renato, atual secretário de educação do Estado de SP e à época, ministro da educação, procurou investir na educação para o mercado, fomentando os cursos de tecnologia, e esquecendo os de formação humana. Os desatinados que hoje criticam Lula e freqüentam uma universidade federal deveriam lembrar disso: Não haveria universidade federal nesse país, se tivéssemos seguido o caminho neoliberal. Não alteramos a matriz econômica (capitalista), mas desenvolvemos em nível de país, uma política de Estado presente e que investe (com suas contradições) nas universidades federais. O grande “estadista” defendido por alguns, que foi Fernando Henrique Cardoso, trabalhou para quebrar as federais, investindo na “modernização” das IFES, mas desvalorizando os trabalhadores em educação (arrocho, falta de concursos). Não houve em 8 anos de tucanato nenhum investimento considerável nas universidades federais, nem apresentou-se um plano de reestruturação. O que dizem os desatinados?&lt;br /&gt;                        Não somente isso deve ser lembrado. Em 1999, o Brasil chegou a 18% de desemprego. Como fiz parte dessa imensa massa de pessoas que tem como melhor esporte o hábito de se sentirem “inúteis”, posso falar com autoridade sobre isso. Há desemprego ainda, e essa taxa é alta: 8% da população economicamente ativa está sem ocupação. Mas vamos comparar com os dados de 11 anos atrás, e encarar que estes dados atuais comprometem duas crises: A da Rússia (1998) e a da dos EUA (2008), considerada a mais grave da história do capitalismo pós-1929. Deixar alguém passar fome e frio, como sempre friso, é crime hediondo; construir situações para que as pessoas sejam expostas a isso (o desemprego), é ser cúmplice disso, e os tucanos o fizeram. Serra, que agora representa o discurso desatinado, neoliberal, capitalista e altamente polarizado na direita, foi membro desse esquema. Como fui vítima dessa política, posso argumentar com plena razão, que muitos dos detratores de Lula, nada conhecem de economia, muito menos de emprego e nada sobre dar condições de sustento e dignidade. O Governo Lula implementou novas matrizes energéticas que geram emprego no nordeste, fomentou o “Primeiro emprego” para jovens, fez frentes de trabalho através do PAC, potencializou as universidades como geradoras de renda, e ainda, trouxe o Pólo Naval para Rio Grande (no qual eu não trabalho, mas significou muito para milhares de pessoas). O Fome Zero, por exemplo, é considerado pela ONU, o maior programa de segurança alimentar do mundo, e ainda organiza políticas de sustento, trabalho e geração de renda. Os desatinados falam da pouca instrução de Lula, mas não é preciso ter curso superior para reconhecer a gravidade de alguém passar fome. Aliás, como temos provas na FURG, em especial, isso sugere o contrário.&lt;br /&gt;                  Enquanto se aproximam as eleições, fica claro que os estudantes de História devem fazer uma séria discussão acerca deste processo. Permitir a volta dos tucanos, comandados por Serra e financiados pelas multinacionais do petróleo, pelos tubarões da educação e pelos usineiros e latifundiários, é mais do que desatenção, é comprometer o futuro da educação pública neste país. Antes que os desatinados passem a criticar Lula, vejamos a quem ele representa perigo: A Classe média branca, que rejeita as cotas e a diversidade. Se analisarmos que Lula faz um governo progressista, nacional-desenvolvimentista e não polarizado à Esquerda, veremos que essa burguesia branca, hegemônica nas universidades federais é mais conservadora do que pensávamos, por que reage à qualquer modificação. Não lhes bastam assim, as aparências modernosas, e os discursos plenamente atualizados, existencialistas, relativistas. São conservadores e agem assim quando a predominância histórica dentro das IFES está ameaçada. Por isso, até o governo de centro realizado por Lula é tão perigoso. Enquanto para nós Lula deve radicalizar-se, para os conservadores, um presidente metalúrgico já é uma ameaça. Assim sendo, é prudente que construamos mais uma vez, apesar das diferenças, uma frente que eleja Dilma Roussef, como estratégia plena de manter-se próximo à Esquerda. Ou isso, ou o fim gradual do ensino superior, publico, gratuito e de qualidade neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano, domingo, 28 de março de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-599085371737605783?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/599085371737605783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=599085371737605783' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/599085371737605783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/599085371737605783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2010/04/o-governo-lula-o-formol-dos-desatinados.html' title='Governo Lula: O formol dos desatinados.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/S8SHICmStZI/AAAAAAAAAHk/6EdsANnYW7Q/s72-c/lula-com-o-povo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2275013518133305397</id><published>2009-08-19T11:57:00.001-07:00</published><updated>2009-08-19T12:01:32.531-07:00</updated><title type='text'>A Democracia brasileira na berlinda da ficha suja.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxLjYEe2dI/AAAAAAAAAHc/c9hzzIX8Tgg/s1600-h/eliseu+padilha1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 277px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxLjYEe2dI/AAAAAAAAAHc/c9hzzIX8Tgg/s320/eliseu+padilha1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371751526674913746" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                          Tramita no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já proposto anteriormente ao STJ (Supremo Tribunal de Justiça), uma proposta de que já nas próximas eleições não possam concorrer candidatos com “ficha suja”, ou seja, que já tenham sido condenados, ou ainda estejam respondendo à crimes na órbita pública. Ainda que essa discussão seja profícua, os dois lados ainda não se delinearam no Congresso. Políticos de carreira, tanto da Esquerda quanto da Direita ainda não chegaram a um consenso: Para alguns, os processos que impossibilitariam uma candidatura, teriam de estar encerrados até a data do pleito; para outros, os candidatos deveriam estar inseridos em conceitos mais amplos, sendo julgados por todo o tipo de crime, desde infrações de trânsito até desvios de verbas (uma ficha limpa ampla). Mais do que isso, uma ficha limpa geraria um êxodo de candidatos: 60% dos membros da Câmara dos deputados estariam impossibilitados a tentar a reeleição ou almejar qualquer outro cargo; no Senado, o buraco negro engoliria cerca de 37% das bancadas. Ou seja, o debate sobre a “ficha limpa” independe de conceitos de ética, mas acima de tudo, dos interesses econômicos que envolvem as candidaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            Os defensores da “ficha limpa” alegam que ela pode corroborar em médio prazo, para a limpeza do sistema bicameral; Parece então, que para alguns, a exigência da “ficha limpa” solucionaria o problema dos altos níveis de corrupção nas câmaras, trocando a médio prazo, os “maus representantes” por “bons representantes”. Isso gera uma outra discussão: Que tipo de representação é necessário se ter em uma democracia ampla? Em algumas câmaras de vereadores pelo país, já se implementa a tribuna popular, onde cidadãos e movimentos populares podem se manifestar. Vale lembrar, que graças a bancada governista, isso foi barrado em Rio Grande recentemente. No sistema “democrático burguês”, não é de se estranhar que um deputado ou um senador representem comerciantes, empresários ou fazendeiros. A lógica da democracia para a burguesia, segundo o historiador Paulo Miceli em As Revoluções burguesas é a busca da liberdade, mediante a liberdade econômica; Para o economista e professor da UNB, Sérgio Couri, em Diálogos sobre o marxismo e o liberalismo, o andamento dos avanços individuais para um liberal é o avanço simultâneo da liberdade de negócios. Portanto, segundo os dois autores, não cabe para burgueses ou liberais, uma discussão sobre os interesses sociais em primeiro plano, mas sim, um debate de como eles devem estar submetidos ao mercado. Nessa lógica, fica claro que em duas câmaras federais compostas majoritariamente por candidatos burgueses, estes representantes o sejam assim chamados pela sua classe, e não pelo proletariado. Afinal, é lógico que façam a defesa de sua classe (o que não configura crime algum, desde que não omitam isso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           A “ficha limpa”, portanto, não passa pelos valores éticos da população (a “prole”), mas sim pelos valores da burguesia, o que é historicamente palpável; A burguesia foi importante na trajetória das liberdades individuais, mas como se disse isso esteve condicionado a processos econômicos, não sociais. A democracia “ocidental”, tão festejada pelos liberais, na verdade compõe um quadro de déficit político, no que tange não haver avanços para o bem coletivo; Um sistema de “ficha limpa”, que almeja-se para o Brasil já foi obtido naturalmente onde se trocou o deputado pelo “delegado popular”, como em Cuba. Neste país, o deputado da Câmara, onde compõe 589 eleitos, não vota pelo partido (PCC – Partido Comunista Cubano), mas pela emenda de sua base, região ou cidade. Nas províncias, os delegados provinciais eleitos são aqueles considerados cidadãos exemplares: Detêm boa parte de suas vidas em Movimentos sociais e trabalhos voluntários; É claro que Cuba mantêm um problema enorme com o uni partidarismo, mas os representantes cubanos são eleitos por valores diferentes – que destoam da lógica burguesa de representar uma classe ou grupo econômico. Não se discutem aqui, quais são os nossos valores, mas sim uma “ética universal” (idéia originalmente grega, empreendida pela burguesia), de respeito ao dinheiro público e do uso consciente da máquina. Para os liberais, a democracia está calcada em satisfazer necessidades materiais; Para o proletariado, na lógica de Karl Marx, ela está baseada em princípios espirituais (éticos), no que concerne ser a próprio bem para o coletivo. Isso é fundamental para entender os processos eleitorais brasileiros, e mais do que isso, não somente analisar a ficha de um candidato, mas sim por quem ele advoga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 19 de agosto de 2009.&lt;br /&gt;imagem: Elizeu Padilha, deputado federal pelo PMDB, ex-ministro dos transportes, é acusado de improbidade administrativa, entre outros crimes durante o Governo FHC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2275013518133305397?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2275013518133305397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2275013518133305397' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2275013518133305397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2275013518133305397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/democracia-brasileira-na-berlinda-da.html' title='A Democracia brasileira na berlinda da ficha suja.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxLjYEe2dI/AAAAAAAAAHc/c9hzzIX8Tgg/s72-c/eliseu+padilha1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-1297729644856885357</id><published>2009-08-19T11:55:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T11:56:36.511-07:00</updated><title type='text'>Travas na língua.</title><content type='html'>Roberto Irineu Marinho nos adverte: Não há adianta haver censura, “o bom jornalismo vencerá”. Parece mentira, mas Globo e Folha de São Paulo lutam pela democracia. A deles é claro. Esse jornalismo direitista e sem escrúpulos, é a prova cabal de que a discussão acerca da liberdade de expressão é delicada. É fundamental haver liberdade de expressão. Isso é inegável. Não somente pelo amadurecimento da democracia, mas também pela manutenção progressiva das liberdades individuais. O direito a informação é inalienável. Marx o defende em “A Liberdade de expressão”, como parte do direito do indivíduo de se informar. O problema reside em quem fabrica uma notícia, e o que faz com ela. Quem tem um jornal ou uma emissora de TV, não só notícia como quer um fato, mas passa a fabricar frases alheias, situações e acontecimentos.&lt;br /&gt;                         Jaime Sirotsky é bonzinho. Segundo ele, não pode haver ligação entre a política e os meios de comunicação. E quem disse isso, foi patrão de dois governadores gaúchos, os neoliberais Antônio Britto e Yeda Crusius. Jaime, na guerra da Globo contra a Record, no dia 18/8, deu seu palpite: “Misturar religião, política e comunicação é perigoso”. Contra os bispos da Universal, surge outra opção: Jogar-se à democracia do Grupo RBS, que manda e desmanda no RS. Se não creio em Edir Macedo, logo me entrego à Ana Amélia Lemos. O que soa como brincadeira, é na verdade uma desgraça. A Universal é detentora de inúmeros meios de comunicação. Contra estes evangélicos fundamentalistas, os filhos da ditadura: Globo, Editora Abril, O Estado de São Paulo. Não é mera brincadeira se alguém disser que a população está encurralada. &lt;br /&gt;                         Roberto Civita, da Editora Abril, vai mais longe: No ano passado, criticou a proibição de veicular para crianças, anúncios de guloseimas em geral. Civita, alegou que “o consumidor brasileiro já está amadurecido o bastante para saber o que consome”. Uma criança de 7 anos, por exemplo, já pode adquirir bens de consumo e duráveis, como escolher conscientemente se quer um Hamburger ou uma berinjela. Civita, como se vê, entende mais de crianças que Piaget e Vigotsky. Este tipo de mídia sem escrúpulos, é a mesma que fomenta gente como Reinaldo Azevedo ou Diogo Mainardi. Mainardi simplesmente não denota fatos, ele os cria, faz interpretações doentias, vê conchavos balbuciantes, atos de corrupção entre os seus adversários. E é uma máquina de insultos. Por outro lado, é menos terrível que a usina de denúncias de Reinaldo Azevedo. Azevedo tem um blog. Um blog tão independente, que é hospedado pela Veja!, a revista de maior circulação no país. Azevedo não critica os abusos de José Serra, mas sempre tem fontes dentro do Planalto que lhe garantem informações quentes: Foi ele que inventou o tema “Petralha”, mistura de Petista com metralha. Esquece, é claro, que o Governo FHC foi recordista de denúncias de corrupção. Azevedo não tem boa memória. E assim como Mainardi, é isento. Faz tudo isso pelo amor a camiseta, pela ética pública em denunciar parasitas do erário público. Além disso, Papai Noel existe. &lt;br /&gt;                      A imprensa brasileira é uma piada de mau-gosto. Não se pode entretanto, nega-la. Talvez Lula, cobrado pela The Economist por manter relações amistosas com Chavez passe a agir como ele: Fechando jornais, tirando do ar a Globo dos Venezuelanos. Se a mídia não se contenta com o espaço que tem e quer logo o poder, a briga é política, e aí age o Estado que representa o acesso democrático à comunicação. Talvez Jaime Sirotsky esteja certo: É melhor não misturar política e comunicação. Cada um no seu espaço. Bom para eles, melhor para a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 18 de agosto de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-1297729644856885357?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/1297729644856885357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=1297729644856885357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/1297729644856885357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/1297729644856885357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/travas-na-lingua.html' title='Travas na língua.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-6818936452607282392</id><published>2009-08-19T11:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T11:54:50.550-07:00</updated><title type='text'>Chavez e a Cartilha: Por que a mídia o odeia?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxKX8oX4DI/AAAAAAAAAHU/-t-v_pGbRds/s1600-h/hugochavezbook.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 281px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxKX8oX4DI/AAAAAAAAAHU/-t-v_pGbRds/s320/hugochavezbook.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371750230819070002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                           Uma das coisas mais óbvias do mundo, é que não pode haver democracia, enquanto há miséria, fome e frio. Por que só há democracia enquanto existem cidadãos. Hugo Chavez, é então chamado de “inimigo da democracia”, por tentar acabar com a miséria na Venezuela. O presidente venezuelano, tem investido a renda maciça do petróleo em educação, saúde e moradia. Como se vê, Chavez está longe, até em critérios liberais, de ser um “inimigo da democracia” – por que retira da miséria e forma cidadãos, que são o sustentáculo do regime democrático. É ridículo argumentar que existe uma ditadura na Venezuela. Chavez, assim como Evo, passou em eleições diretas, e mais do que isso, se submeteram à plebiscitos e referendos, algo que a “democracia madura” americana nunca realizou. O Mundo ocidental, essa parafernália amada pelos liberais é então, em números, muito menos democrático que Chavez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            A última medida “autoritária” de Chavez é tornar públicas as escolas do país. Os liberais gritaram. Querem “liberdade” para o ensino. Um ensino livre que não inclua, claro, negros, brancos pobres, nem os raros descendentes de índios que a Venezuela ainda tem. A medida de Hugo Chavez, vai priorizar que o ensino do país seja democrático. Como? Permitindo que qualquer criança ou adulto, seja índio, branco ou negro, possa assistir aulas sem pagar, recebendo alimentação e material do Estado. Isso, para os liberais latinos confusos é ser “inimigo da democracia”. Algo que permite a participação de todos é democrático, no melhor uso da palavra. Os liberais, entretanto, dizem que ser democrático é manter escolas privadas, e que só são freqüentadas pela classe alta. A proposta de Chavez é que todos, independentes de classe ou cor, freqüentem escolas gratuitas. O que há de anti-democrático nisso? Chavez fez essa proposta no último pleito e foi o mais votado. Onde está o “inimigo da democracia”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                           É muito fácil fabricar notícias e gerar polêmicas. Na semana que passou essas foram, antes das matérias irem ao ar, as chamadas sobre Chavez que o Jornal da Globo colocou no ar em 3 dias: “A última proposta do Ditador Chavez”, “A bravata de Chavez” e “Chavez está acabando com a democracia na Venezuela”. A Globo, como se pode ver, fabrica um conceito antes que o expectador assista algo e tire suas conclusões. Aliás, o Jornal do Globo, em editorial, remeteu Evo Morales à Adolf Hitler! Como se pode ver, os veículos da mídia estão de acordo com o interesse de seus grandes patrocinadores; Não são, então, isentos. São usinas de notícias, inventando dados, personagens e situações. Quando Chavez não renova a concessão de uma rede de Televisão, a acusa disso: De não fomentar um debate democrático, com prós e contras, mas sim, de fabricar matérias e formatar a opinião da população. Portanto, a acusação de que Chaves está empurrando “conceitos comunistas” na educação pública é insustentável: Até mesmo por que a Direita venezuelana tem medo de não poder empurrar seus conceitos. A Igreja, os liberais, os mega-empresários e os latifundiários passaram a perder terreno ideológico, algo que nunca aconteceu, mas que desde 1997 vem se acentuando. O “inimigo da democracia” Chavez, permite a circulação de jornais oposicionistas, a atuação livre de rádios e TVs ligadas a Direita. O que há, então, de “anti-democrático”? Simples, não há mais um lado só da notícia. Nossos liberais (que apoiaram as liberdades de 1964) e o jornal The economist, agora querem democracia no país vizinho. Quando a Venezuela, na década de 80, mesmo sendo produtor da OPEP, chegou a ser um dos países mais pobres do mundo, nossos liberais não se importavam. Eles tinham liberdade de manter o status quo: Negros, índios, brancos pobres não entravam na democracia. O que há, então, de ditatorial, é incluir as duas visões de mundo, numa cultura de classe dominante.&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 15 de agosto de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-6818936452607282392?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/6818936452607282392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=6818936452607282392' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6818936452607282392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6818936452607282392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/chavez-e-cartilha-por-que-midia-o-odeia.html' title='Chavez e a Cartilha: Por que a mídia o odeia?'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxKX8oX4DI/AAAAAAAAAHU/-t-v_pGbRds/s72-c/hugochavezbook.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-724845109228436573</id><published>2009-08-19T11:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-01T13:16:00.744-07:00</updated><title type='text'>Yeda Crusius: A governadora decorativa.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxJhT4IBmI/AAAAAAAAAHM/Bs4dvlerXuY/s1600-h/yeda_zoiuda.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 196px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxJhT4IBmI/AAAAAAAAAHM/Bs4dvlerXuY/s320/yeda_zoiuda.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371749292166350434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                            Yeda Crusius é uma desgraça. Fez um governo patético e agora se despede lentamente. Esvai-se. Nada novo. Aliás, qualquer pessoa lúcida politicamente já sabia quem Yeda representava, até mesmo por quem apoiava a sua candidatura: Caudilhos, latifundiários, tucanos, ex-arenistas, empresários da Celulose. Yeda, a futura ex-governadora decorativa era a representação máxima da Direita guasca. Adulada por gente como Geraldo Alckmin e Jose Serra, foi levada nos ombros por Pedro Simon, que logo, esqueceu a derrota de seu candidato Germano Rigotto. Já na candidatura a prefeitura de Porto Alegre, em 2004, Yeda dava ares que vinha como “Front-woman” da candidatura tucana. Embrionada ainda quando, em parlamento, votava pelas privatizações de FHC. Como se vê, Yeda foi por um longo tempo, uma arraia elétrica criada em cativeiro. Só assim, alguém poderia votar em seu prometido “Choque de gestão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                            É verdade que ela tem mais carisma que seu amigo Geraldo Alckmin. Alckmin é um picolé de Chuchu. Frio, sem gosto, sem qualquer sabor. Yeda, por sua vez, mantinha a frieza até ao dizer que nunca apoiou a privatização do Banrisul, coisa que Antônio Britto sempre desejou. Durante a campanha, seu companheiro de chapa já anunciava: Privatizar o Banrisul era humanamente possível. Subiram ao palanque em dissonância. Paulo Feijó (PFL), o vice, entregava o que seria a governadora decorativa, sonhada por Simon e por Sperotto. Após a vitória, brigaram na posse, trocando farpas pela imprensa, despachando em escritórios eqüidistantes. Yeda, por sua vez, tinha uma tarefa difícil: criar e repartir cargos, já que durante a candidatura, fez alianças escabrosas. Iam para Brasilia, o ex-secretario Otávio Germano (PP) e Pedro Simon, senador pelo PMDB. Deu cargos aos aliados e ainda aumentou os destinados ao PSDB e ao PFL. Com a infantaria criada partiu para o choque de gestão, tentando eletrocutar a educação: Fechou escolas, “aposentou” professores e forçou outros do regime de 40 horas a receberem 20. Nunca, em hipótese alguma, se pensou que algum governador tivesse a coragem de fechar escolas. Para não negar seu gene, imitou o irmão tucano, José Serra: A Brigada espancou professores instalados em frente ao Piratini. Para mostrar o Estado presente, já não bastava confirmar Foucault, ao colocar barreiras de revistas de carros dentro das cidades. Passou a arrastar alunos de ensino médio e superior pelas ruas da Capital, durante uma caminhada pacifica em prol do não sucateamento da educação, em 2008. Até o jornal Zero Hora, seu aliado tradicional, estampou a foto de professores ensangüentados (tem coisas que chocam até a burguesia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                          Agora, depois dos fiascos, acusada de “quadrilheira” formalmente pelo MP, Yeda passará por uma CPI. Afinal, há 2 anos,  a Governadora decorativa enfrenta uma nova denuncia a cada semana. Entretanto, não baixou a guarda: O Estado não pagará os precatórios. Yeda também já propõe sua maior obra: Um protestódromo. Um local, longe do centro da cidade, sem infra-estrutura, onde os Movimentos sociais poderão se manifestar livremente. A Governadora mandou bater nos manifestantes na Borges de Medeiros: Afinal, a avenida é estratégica para o transito na Capital. Não é lugar para manifestações; Mandou bater em que estava na frente do Piratini. Lá é Palácio. Não é lugar de protestos; Mandou bater no pessoal do CPERS que se manifestou em frente a sua casa: Residência privada, mesmo em rua pública não é local para manifestações; Yeda agora terá de arcar com algum espaço para as manifestações democráticas. Detratores, já salientam que não deverá ser onde está o ex-assessor para assuntos do Estado em Brasília, Marcelo        , falecido em março e que fez denuncias graves de corrupção. Os manifestantes que foram as ruas, depois que o ex-governador Marcelo Feijó gravou e divulgou acordos nada lícitos entre ele e o Rasputim do Piratini, César Busatto, também levaram uns tapas. Mesmo assim, a Dioclecianica Yeda, não perde a pose. Em tempos de cólera humana e Gripe suína entre os porcos da corrupção, o melhor é ficar em casa e não se arriscar a cair na lama. Yeda, é antes de decorativa, comprometida com a saúde. Quem fica em casa, não apanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 15 de agosto de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-724845109228436573?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/724845109228436573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=724845109228436573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/724845109228436573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/724845109228436573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/yeda-crusius-governadora-decorativa.html' title='Yeda Crusius: A governadora decorativa.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SoxJhT4IBmI/AAAAAAAAAHM/Bs4dvlerXuY/s72-c/yeda_zoiuda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-6661946011303297208</id><published>2009-08-04T09:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T09:35:35.276-07:00</updated><title type='text'>Divertido, mas nem tanto.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SnhjTes29VI/AAAAAAAAAHA/EORUAzt9_KU/s1600-h/janirbrancoprefeito.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SnhjTes29VI/AAAAAAAAAHA/EORUAzt9_KU/s320/janirbrancoprefeito.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366148142321825106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                      As recentes denuncias, de que o ex-prefeito de Rio Grande Janir Branco, seria responsável por um rombo de 22 milhões de reais nas contas da prefeitura, pegaram a sociedade de surpresa. Afinal, Rio Grande é uma metrópole regional, a quarta maior cidade do Estado e o município onde está situado o único porto marítimo do RS. Além da visibilidade da cidade a nível estadual, uma das credenciais para a reeleição do PMDB local, foi a bandeira do déficit zero, do investimento farto em obras de infra-estrutura e do pagamento em dia do funcionalismo. Ainda que esse mesmo blog tenha mostrado por uma enquête, e por alguns artigos a derrocada da família Branco, o poder obtido por essa dinastia ainda é enorme e sinônimo de ascendência política e grandes contingentes de votos. Agora, como Superintendente do Porto do Rio Grande, Janir, ex-deputado estadual e promessa da juventude PeMeDeBista a uma chapa majoritária em 2014, foi intimado pela Justiça a dar satisfações. E não são poucas.&lt;br /&gt;                       Para os adversários políticos, a fase escura de Janir parece divertida. É mais uma queda na popularidade do ex-prefeito, que ao deixar a prefeitura, quase fora obrigado a ceder a poltrona à Dirceu Lopes, da Frente Popular. Entretanto, o atual rombo e o impasse, com Janir, que além de provar sua inocência, já prometeu um pomposo processo ao Jornal Agora, que teria usado o problema como arma política, encobrem um obstáculo maior: Até Branco explicar o que aconteceu,  diante de um tempo considerável, a União e o Estado, podem adiar o repasse de verbas para a educação e para a saúde. A não ser que Rio Grande tenha decidido deixar de ser península e se tornar uma ilha independente da União, é melhor que tanto União, quanto tribunal de contas, Justiça e Janir cheguem a um consenso. Enquanto os adversários de Janir se divertem com a situação, e que mancha o primo e atual prefeito Fábio Branco, a cidade vive um impasse. &lt;br /&gt;                        O Tribunal de Contas do Estado, já intimou Janir publicamente. No que consta, também há outra denúncia, não menos grave: Entre 2007 e 2008 (ano eleitoral), o endividamento da prefeitura simplesmente duplicou. A “sandice econômica” teria piorado as já existentes pendengas financeiras e seriam uma bomba na mão do próximo prefeito (no que se pode dizer, chegou a se questionar-se a vitória da oposição). As denúncias foram rechaçadas por Branco, que apoiado pela mídia AM do município, acusou o Jornal Agora de beneficio político, alegando que a noticiada dívida, não era de 18 milhões, mas sim de “apenas” 13. Em seguida, a Promotoria pública entrou com ação, alegando a dívida não ser de 18, muito menos de 13, mas dos já comentados 22 milhões de reais. Ao que consta, Janir deve dar explicações nessa semana, mas como bem citou, não foi condenado, nem sequer processado, mas sim, convocado a dar explicações (o que já é por si só, constrangedor). Para piorar, o atual prefeito, ex-prefeito e secretário durante a gestão de Janir, Fábio Branco, que arca com as dívidas do primo, não quis dar declarações. Talvez ele não esteja preocupado com as contas do município e com os repasses de verba que necessitamos. Talvez, isso não lhe afete, ou não lhe importe, por que ele é só prefeito, e em Rio Grande, as coisas parecem fadadas a serem discutidas na alçada do privado, ou pior, do familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 03 de agosto de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-6661946011303297208?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/6661946011303297208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=6661946011303297208' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6661946011303297208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6661946011303297208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/divertido-mas-nem-tanto.html' title='Divertido, mas nem tanto.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SnhjTes29VI/AAAAAAAAAHA/EORUAzt9_KU/s72-c/janirbrancoprefeito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5802344578865430826</id><published>2009-08-04T09:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T09:34:13.872-07:00</updated><title type='text'>A crise institucional e a farsa democrática.</title><content type='html'>Numa democracia verdadeira, não basta que o cidadão tenha direito ao voto, mas participação efetiva no ato de governar. Não que seja fácil descentralizar o poder e eliminar a burocracia, pelo contrário. Os efeitos diretos da institucionalização do deputado ou do senador como “político profissional”, não como delegado popular, são por sua vez, a morosidade na apuração das denúncias de políticos acusados de licenciosidade e corrupção. Isso não soa como novidade: Nos três últimos anos, o sistema bicameral brasileiro tem sido infestado de graves escândalos, que incluíram os presidentes da Câmara dos deputados Severino Cavalcanti (PP) e Renan Calheiros (PMDB), assim como o presidente do senado, José Sarney (PMDB). Mais do que a triste semelhança de serem aliados do Governo Lula, está a tenebrosa sombra de serem políticos originalmente migrados dos currais eleitorais nordestinos, além de suas histórias de fidelidade com a Direita.&lt;br /&gt;                    Excetuando Calheiros, que antes de ser da “Tropa de choque” de Collor, foi do PC do B (ainda nos anos 70), tanto Cavalcanti, quanto Sarney vieram da antiga ARENA. O primeiro, em entrevista à Veja em março de 2005, deixou bem claro que apoiou o Golpe de 1964. José Sarney, hoje no Amapá, teve durante décadas seu curral no Maranhão. O documentário “artesanal” “Maranhão”, de Glauber Rocha, mostra bem essa situação, quando Sarney ganha, em 1967, pela ARENA, as eleições para o governo daquele Estado. Entre os três, as investigações da Polícia Federal mostraram que havia um longo esquema de favorecimentos políticos, que brindavam os amigos e os mais novos aliados. Sarney, por sinal, foi gravado fazendo o que a cultura política brasileira já adotou: criando cargos, encaixando amigos e parentes, pagando favores políticos. Nessa esteira, para manter a estabilidade e a garantir a governabilidade, Lula se mostrou leal ao aliado do senado: inocentou Sarney antes mesmo de qualquer julgamento. &lt;br /&gt;                     O plano de Sarney é claramente resolver esses problemas no Senado, como numa boa CPI. Os acordos serão firmados para garantir mais do mesmo (já que Sarney, até 1 mês trás era a menina dos olhos do DEM-PFL), apaziguando a cúpula tucana e a burocracia Petista. Num ano antecedente à eleição presidencial, nenhum dos lados quer romper claramente com os dinossauros da nossa política e sair chamuscado: Sarney ainda é um determinante forte dos votos em toda a região norte. Isso mostra por que depois da derrocada, tanto petistas como tucanos esqueceram de Cavalcanti em Sergipe. Se alguém acha que na Câmara, assim como no Senado, há alguma responsabilidade com o dinheiro público, esteja ciente de que há um corporativismo que ata os deputados honestos e afasta os insubordinados. A democracia ampla e pluralista não pode germinar num espaço desses. Somente com as mudanças do jogo eleitoral pode-se garantir a severa regulamentação do Estado, não permitindo o mau uso do dinheiro público. A estratégia de Lula, de inicialmente respaldar e por fim, abandonar Sarney, o deixando ao deus dará dos DEMinhos e de Pedro Simon (PMDB), é criticada pela oposição, que antes pedia coerência à Lula perante as denúncias, e agora pede lealdade do mesmo a Sarney, para que afundem juntos e levem consigo a “governabilidade”. Portanto, não há em nenhum dos lados uma vontade de que o sistema bicameral (essa coisa hedionda e sem sentido) sofra um processo de limpeza e reforma. Ele está como deveria: Fingindo haver dualidade, em dois lados da mesma moeda fisiologista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 03 de julho de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5802344578865430826?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5802344578865430826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5802344578865430826' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5802344578865430826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5802344578865430826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/crise-institucional-e-farsa-democratica.html' title='A crise institucional e a farsa democrática.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-8527231389484316446</id><published>2009-08-04T09:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T09:33:29.455-07:00</updated><title type='text'>Freire versus canalhas ideológicos: A batalha continua.</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/Snhi06pKaLI/AAAAAAAAAG4/BIS2STzU4Qc/s1600-h/webPAULO_FREIRE.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/Snhi06pKaLI/AAAAAAAAAG4/BIS2STzU4Qc/s320/webPAULO_FREIRE.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366147617246570674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                   Paulo Freire alegava que “educar é um gesto de amor”, por que visa, antes de tudo, libertar um indivíduo da ignorância. Nesse sentido, ignorante é “aquele ou quem ignora algo”. Portanto, num conceito amplo, a alienação de Freire é a que não permite ao indivíduo compreender o mundo, justamente impedindo-o de transformá-lo. Paulo Freire alegava que qualquer um pode ser professor, já que o diferencial é justamente ser “educador”. O que é então ser “educador”? Alguém, que segundo Freire, se entrega na função de assumir erros, escutar o aluno como indivíduo, e propor um ato de transformação, com o “aprendizado mútuo” entre professor e aluno. Amém, Freire.&lt;br /&gt;                    Perseguido politicamente no fim dos anos 60, Freire desenvolveu um método educacional simples, porém eficaz e revolucionário. Este método tinha a tônica de ser “radical”, por que ser radical na concepção freireana, é ir “na raiz do problema”. Portanto, o método era antes de tudo um formador de opinião, um transformador social. Assim, nesse objetivo, a construção democrática de Freire era a emancipação política. No método Paulo Freire, um aluno não aprende a escrever “Vaca”. Ele assimila signos, imagens, e entende o que é uma vaca, compreendendo a função desse animal numa subsistência, por exemplo. Freire conseguiu, por exemplo, dignificar as ciências exatas com ênfase humana: Ao ensinar matemática, Freire dizia que o importante não era capacitar o aluno a resolver equações, mas sim, usar os números e a razão para explicar o preço do pão. Como se vê, não à toa, Freire foi perseguido pelo regime Médici (1969-1974), quando o então ministro da educação era Jarbas Passarinho (hoje, no PP). Passarinho alegava que os métodos de Freire eram “doutrinação comunista”, e o chamou publicamente de “doutrinador ideológico”. Como se vê, os autoritários nascem a toda hora, mas não são nem mesmo criativos: Se repetem a todo o momento, na tentativa de manter o “estabilishment” da cultura dominante.&lt;br /&gt;                     Antes de tudo, Freire foi um pensador político. O conceito de democracia na obra de Freire é veementemente lembrado. Exemplo disso está em “Pedagogia e conflito” (1981). Nessa obra, fomentada entre os diálogos entre Freire e Moacir Gadotti, o autor lembra que a marca dos regimes totalitários “é apagar o passado”, e fazer crer que a História não existe antes deles. Não a toa, Freire foi (e é) vítima dos verdadeiros “canalhas ideológicos” que querem apagar sua trajetória. Ao ser perseguido pela ditadura durante seu pior momento (quando Médici chegou a legitimar o estuprador Sérgio Fleury no DOI-CODI), Freire partiu para o interior do Brasil, onde desenvolveu seu método em populações analfabetas. Os resultados foram tão positivos, que lhe valeram admiração a nível mundial, e a perseguição do governo brasileiro (que vale lembrar, acusava Freire de “agente comunista”, enquanto permitia, a tortura nos cárceres da  ditadura). É claro que os canalhas ideológicos preferem criticar Freire e silenciar sobre Médici, Passarinho ou Fleury. Com quem eles mais se assemelham ideologicamente? &lt;br /&gt;                    Ao lançar “Pedagogia do oprimido” e “Pedagogia da libertação”, Paulo Freire dá um salto significativo na concepção do seu método. O professor se torna educador ao construir com o educando, um processo de emancipação. Não há espaço para “depositar conhecimento” (a “educação bancária”), por que este é antes de tudo, construído. O professor não é super-herói, não é vilão, ele é aliado nesse projeto. O método pode sofrer críticas, a partir do momento que o discurso de libertação pode ser usado por qualquer um, mas Freire lembra que além de gesto de amor, educar é um gesto de caráter, ética e princípios (o que poucos têm). O educador não ensina por ensinar, não quer formar alguém para o mercado de trabalho ou mesmo, plantar “mais eucaliptos em vez de jequitibás” como diz Rubem Alves, mas sim, dar uma chance de que alguém enxergue o mundo e se proponha a transformá-lo. Freire reconhecia o condicionante, mas negava o determinante social. As condições de miséria e alienação condicionavam alguém a escravidão, mas não determinavam, a ponto de estar no educador e no educando a chave de subverter esse processo e corromper a cultura dominante (também escreveu sobre o confronto mídia alternativa versus Grande mídia). Freire, antes de tudo, acreditava que “o caminho se faz caminhando” (esse livro é um reflexo de sua influência cristã), e que a perseverança seria fundamental. Quanto aos canalhas ideológicos? Alguns se apagaram com o fim da ditadura, outros, por aí, preferem “inventar uma mentira aos alunos para fingir que sabem a matéria”. É por isso, que Freire é criticado por eles. Por isso não entendem o sentido de educar na ótica freireana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 22 de julho de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-8527231389484316446?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/8527231389484316446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=8527231389484316446' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8527231389484316446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8527231389484316446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/freire-versus-canalhas-ideologicos.html' title='Freire versus canalhas ideológicos: A batalha continua.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/Snhi06pKaLI/AAAAAAAAAG4/BIS2STzU4Qc/s72-c/webPAULO_FREIRE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-9152919544530443469</id><published>2009-08-04T09:31:00.001-07:00</published><updated>2009-08-04T09:32:28.321-07:00</updated><title type='text'>Os 15 anos de plano Real: Ousadia tucana ou processo inevitável da História?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SnhikZudx3I/AAAAAAAAAGw/P2JKyMTraGo/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 213px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SnhikZudx3I/AAAAAAAAAGw/P2JKyMTraGo/s320/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5366147333532534642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                    No dia 1º de julho de 1994, entrou em vigor o Plano Real. Na época, o então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso, declarou que “era mais uma tentativa de romper o ciclo da inflação no Brasil”, em alta fantasmagórica desde o fim dos anos 70. O sucesso obtido em relação ao poder aquisitivo da Classe média é inegável. No fim da década de 90, os indicadores econômicos mostravam que a Classe média estava viajando mais, comendo melhor e que era responsável pela renovação de cerca de 50% da frota nacional de automóveis. Os mesmos indicadores, entretanto, também revelaram o que já sabíamos: Aumentou a centralização de renda no país, mesmo tendo multiplicado o investimento de capital das multinacionais e tendo melhorado substancialmente a renda da classe média alta. Ou seja: É puro equívoco alegar que a miséria é falta de capital. Indicadores mostram isso. O Plano Real teve alguns objetivos alcançados, mas para quem viveu isso atentamente (eu sou um deles), algumas contradições ficaram claras.&lt;br /&gt;                     Sem dúvida, o Plano real alcançou a “seguridade econômica”. Isso beneficiou não somente a classe média (num conceito amplo), mas também a classe baixa, já que ela pôde poupar e aumentar o consumo de bens duráveis. Mas o Real não se resumiu a isso. A dolarização da economia (que no desespero inflacionário parecia a melhor saída), quebrou as exportações brasileiras. O país, que vivia substancialmente de exportar 62% do seu produto agrário para os EUA, ficou engessado com a baixa do dólar (até 1995, o dólar valia 0,96 reais). Em Rio Grande, cidade pesqueira, o efeito foi dramático: das 28 empresas ligadas à pesca, somente 10 sobreviveram. Mesmo com o aumento de capital no país (o investimento estrangeiro aumentou mais de 5 vezes entre 1990 e 1994), o desemprego chegou aos (inacreditáveis) 18%. Ou seja: De cada 100 brasileiros na idade economicamente ativa, 18 não tinham emprego. Mais um prova de que não é o aumento do capital que elimina a miséria. Hoje, em pleno Governo Lula, essa média é de 9%, e mesmo assim é alta.&lt;br /&gt;                       Em 1998, a economia viveu a ressaca do Plano Real. O consumo que explodiu em 1994, fez do país um dos maiores consumidores de frango do mundo. Aliás, esse foi o cardápio usado como propaganda nas campanhas de FHC em 1994 e 1998. Com a crise dos tigres asiáticos (que tinham as maiores concentrações de capital estrangeiro do mundo e quebraram), o Governo brasileiro permitiu o câmbio flutuante, para coibir a fuga de capitais e aumentar as áreas de investimento. O que se tornou bom para segurar as exportações, por outro lado permitiu o aumento vertiginoso do dólar e em decorrência, dos preços. É o sinal maior do Plano Real: No fim da década, em meio a fiasqueira neo-liberal em toda a América latina (que hoje só é mantida na Colômbia e no Peru), dos 50% mais pobres do Brasil, 30% foram transformados em miseráveis, mesmo cercados pelo acúmulo de Capital estrangeiro! O que parece absurdo, se torna aceitável: A manutenção do Capital de giro, entretanto não proíbe que as empresas “modernizem” seus parques industriais e visem minimizar seus gastos, substituindo operários por máquinas. Exemplo disso está na indústria automobilística: Ela aumenta gradativamente seus investimentos em novas linhas de montagem, mas não equipara esse número com o de pessoas contratadas. No Campo, o agro-business também se modernizou: Para cada colheitadeira adquirida, cerca de 80 cortadores de cana perderam o emprego. Importante lembrar que a tática neo-liberal para garantir o investimento foi fantástica: FHC deu incentivos, concedeu subsídios, mas em contraposição, não exigiu das empresas nenhuma garantia empregatícia. Foi a festa dos estrangeiros, ao mesmo tempo em que a crise se agravava.&lt;br /&gt;                    No inicio da década (2002), o mito do Plano Real (diferente entre quem viveu e quem o idealizou) caiu por terra. Com a situação financeira agravada por uma crise de âmbito mundial, os neoliberais foram tirados do poder. Em contraposição, Lula investiu na teoria de “Socialismo de mercado”, quando existem dois Estados: Um da iniciativa privada, que fatura cada vez mais e pode gerar empregos (?), e outro, do Estado, que mantêm fortes projetos na área social (beneficiando a todos, inclusive os que defendem a iniciativa privada). Em miúdos, o Plano Real foi um movimento de ação mundial, no que concerne, naquele momento, um combate contra a inflação – para isso, permitiu o investimento de capital estrangeiro, forçando a livre iniciativa e a competição. Por outro, ficou claro que seu melhor reflexo (o de conter a inflação por meio da competição de preços no mercado), também aumentou o consumo, e privilegiou os monopólios privados em alguns setores. Os danos (e alguns benefícios) à longo prazo deverão se explicar. Por enquanto, o que se pode alegar, é que existem maneiras de conter a inflação e aumentar o crédito, sem para isso, gerar desemprego e aumentar a centralização de renda. A planificação, com diversificação econômica é claro, seria a solução para essas contradições inerentes do Capitalismo, onde se tapa a cabeça, mas se esquece dos pés na outra extremidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 12 de julho de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-9152919544530443469?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/9152919544530443469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=9152919544530443469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/9152919544530443469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/9152919544530443469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/os-15-anos-de-plano-real-ousadia-tucana.html' title='Os 15 anos de plano Real: Ousadia tucana ou processo inevitável da História?'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SnhikZudx3I/AAAAAAAAAGw/P2JKyMTraGo/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-1602967805385220295</id><published>2009-08-04T09:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T09:31:02.724-07:00</updated><title type='text'>Inverno em gramado: A experiência estética da burguesia burra e do jornalismo maquiador.</title><content type='html'>Já é tradição: Chegando o frio, Cristina Ranzolim e toda a RBS (Rede Brasil Sul), se enchem de sorrisos. Quanto mais os termômetros despencam, a equipe do “Jornal do Almoço” se enche de esperança. Na hora da previsão do tempo a pergunta é entre sorrisos simplórios “Quando teremos neve?”. A neve é para a RBS (e cheguei a essa conclusão repentinamente), uma “experiência estética”, é um estar em Paris ou Roma, sem sair de Porto Alegre. Não há explicação melhor, mais apropriada. Chega a ser deprimente. É um espetáculo cruel da imprensa incompetente, tendenciosa e sem nenhuma responsabilidade com a imparcialidade diante dos fatos. Não há nada de ruim no Estado inteiro: “Tudo está bem, quando parece estar bem”.&lt;br /&gt;                     Um dia, o viés da simploriedade chegou a ser científico: Escutei essa frase deprimente de uma das âncoras: “O bom com esse frio todo, é ficar em casa, ao lado da lareira, tomando um bom vinho”. Quantos gaúchos podem estar inseridos nesse “modelo estético europeu” promovido pela RBS? O Estado apresenta alguns dos seus piores indicies de desenvolvimento econômico na História. Numa das edições deste “fidedigno” programa (Jornal do Almoço), após se erigirem as mais esfuziastes frases à neve durante 3 minutos, foi dito o seguinte: “Olha só, que coisa linda essa neve, não é mesmo? Mas também existem notícias ruins: Nessa noite, em Porto Alegre, um morador de rua morreu congelado em decorrência do frio. Bom, agora vamos pro intervalo”. Não, isso não é brincadeira. É sério. Será que alguém pára pra lembrar, que cada vez que a RBS alega que turistas enchem gramado (a “Terra santa” do jornaleco da Direita) enquanto a temperatura despenca, uma série de pessoas e animais vai dormir encolhida? Não se trata de criticar a neve, o frio, a chuva (que acho linda), mas sim a alienação promovida em torno de uma estética desenhada para promover o turismo, maquiar os problemas econômicos. O mínimo que se pede de um jornalista é analisar os lados de um fato. Recentemente, em uma pendenga por anúncios publicitários, a ULBRA parou de contratar os serviços da RBS. Em decorrência disso (e essa é incrível), o time da ULBRA que disputava o Gauchão 2009 sumiu. Ou melhor: Passou a ser chamado de “Canoas” para que não se veiculasse o termo “ULBRA”. Com quem estamos lidando? Um engodo jornalístico sem tamanho?&lt;br /&gt;                     A RBS foi o primeiro grupo a se afiliar à Rede Globo. Ela conseguiu eleger vereadores (Paulo Santana), deputados (Mendes Ribeiro e Mendes Ribeiro Filho), senadores (Sérgio Zambiazi) e pasmem, governadores, sendo entre eles, dois funcionários da sua rede de jornalismo, os neo-liberais Antônio Britto e Yeda Crusius. Como se vê, não é de graça que a RBS esteja inserida em mostrar o RS das hortênsias no inverno, e das praias do literal norte no verão. Desde fatos tão dissonantes como a invasão da fazenda Anoni, em 1989, até a morte da filha do Vice-governador no inicio de 2008, vitima de um desastre automobilístico, a RBS se profissionalizou em criar, editar, copiar e colar as suas notícias. As vezes, escondendo os fatos, as vezes, maquiando o que lhe soa ruim, destacando o que lhe soa bem. Essa mistura de incompetência, aliada a um jornalismo tendencioso repercute em seus nomes de peso: Lazier Martins e Ana Amélia Lemos. Ver Ana Amélia destacando os feitos dos senhores de terra dos pampas é um desastre. É uma afronta. Um desrespeito à nossa inteligência. É dizer que podemos ser formatados a cada 24 horas. Os desmandos de Britto e a incompetência de Yeda Crusius parecem ter a mesma fonte: O poço de absurdos da Rede Brasil Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 28 de julho de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-1602967805385220295?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/1602967805385220295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=1602967805385220295' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/1602967805385220295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/1602967805385220295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/inverno-em-gramado-experiencia-estetica.html' title='Inverno em gramado: A experiência estética da burguesia burra e do jornalismo maquiador.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2539631549338607071</id><published>2009-08-04T09:27:00.000-07:00</published><updated>2009-08-04T09:29:38.693-07:00</updated><title type='text'>A Carta de Fabiano à Yeda Crusius – Outubro de 2006.</title><content type='html'>Aí está: ao lado de algumas pessoas, previ e alardeei o que seria o RS nos tempos de Yeda. Vendo que a derrota era inevitável, diante das alianças amplas dos tucanos do pampa, e indignado com as mentiras ditas e reditas por Yeda na TV, me prontifiquei a escrever e lhe mandar uma carta/e-mail. Eis alguns (longos) trechos da mesma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora Yeda Crusius;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;               Antes de tudo, gostaria de lhe cumprimentar por concorrer ao governo do Estado do Rio Grande do Sul – sem dúvida, depois de tantos desserviços seus a este Estado, tenho que dar a mão a palmatória e elogiar sua coragem, não só em concorrer, mas em desdizer todos os seus feitos (e defeitos, politicamente falando). Não é qualquer candidato, nem mesmo um candidato que começou esta eleição desacreditado, que sobe vertiginosamente nas pesquisas, que consegue entrar em um debate e não ser (pasmem!) desmoralizado, mesmo estando durante anos em acordo com tudo aquilo que há de pior e mais nefasto na política desse país (PFL, PP, PMDB...).&lt;br /&gt;              Pois bem, a senhora vem à luz do dia e declara ser “um jeito novo de governar”, declara ter “uma nova política” e mais do que isto, fala veementemente em “ter palavra”; (...) O seu “jeito de governar”, pode ser novo em seus parâmetros, mas já é bastante repetitivo na história da economia mundial nas últimas décadas deste século passou: É o neo-liberalismo (só falta a senhora agora, negar que é Neo-Liberal) que Margareth Tatcher teorizou por sobre os países da Commenwealth assim sendo: “Se os países do 3º mundo não podem cuidar e administrar seus recursos, é certo que passem esta administração para nós, do 1º mundo”. Ou melhor: Pinochet, o grande impulsionador do Neo-Liberalismo na América Latina, amigo pessoal da Senhora Margareth Tatcher, também achava que “a máquina estatal precisa ser enxugada”. Ele enxugou a máquina, antes de “pulverizar” seus inimigos, que segundo ele, eram “conduzidos por fundamentos ideológicos”. Aliás, não foi a acusação que a senhora fez ao Senhor Olívio Dutra em recente debate? Serão apenas coincidências? Podem ser consideradas meras coincidências, alguém que se alia ao PP e que repete os trechos do discursos de Pinochet?                                                                                          &lt;br /&gt;                            Pior: Pode ser coincidência que o seu vice fale em privatizar o Banrisul, enquanto a senhora, que apoiou o governo entreguista de Britto, também admitiu “ser a favor da privatização dos Bancos estatais”? Me desculpe, mas estou confuso, candidata! (...) Quem implementou a venda e a quebra do Estado em 4 anos de governo? Quem fez deste país uma balburdia atrelada aos banqueiros internacionais? A senhora sabe quem são os seus aliados??? Claro! Por que como a senhora mesmo já disse “tem boa memória e acima de tudo, tem palavra”. Eu também! Por que lí, vivi, observei o mundo, conversei com as pessoas e morei em SP (portanto sei bem do que o Senhor Geraldo Alckmin é capaz na administração de um Estado). A senhora, Candidata Yeda, está polarizada, aliada ideologicamente: Ao lado dos filhotes da ditadura, dos banqueiros internacionais, da corja de investidores que fez questão de aumentar o contingente de famélicos a habitar nossos viadutos!(...) Eu digo isso, com a autoridade de quem viveu os 4 anos do governo Olívio, aqui, sentindo na pele o “terrorismo jornalístico” do grupo RBS (por coincidência, o seu berço político)  contra a administração da Frente Popular. Aliás!? Onde a senhora estava neste período?&lt;br /&gt;                O seu “Jeito novo de governar” é o mesmo dos 8 anos de mandos e desmandos do governo FHC: A compra da emenda da reeleição, o processo escandaloso de entrega das Estatais a investidores estrangeiros, a repressão furiosa, jamais vista aos militantes do MST, a dolarização da economia, que quebrou em efeito dominó, uma série de indústrias, geradoras de emprego e renda. A sua economia Neo-Liberal gerou os maiores indicies de miséria e fome neste país nos últimos 30 anos. Isto não lhe diz nada??? Pois bem: A senhora é o novo, o modelo “ético” de política e com as alianças “amplas e sem preconceito” que fez, deve ganhar este pleito. Eu, tenho comigo, que este será o pior governo deste Estado em muitos anos, e corremos o risco, de ao fim de 4 anos não termos mais nenhuma estatal, o Estado estar invadido pelas tão famosas PPPs, os campos impregnados de “sementes sintéticas”, e pior do que tudo isso, a nossa população estar mais despolitizada do que nunca, num fenômeno jamais visto, de alienação, comodismo e descrença.&lt;br /&gt;                     Se a senhora ama este Estado como diz tanto, retire sua candidatura. Aliás, não concorra a nenhum cargo representativo “representando” este Estado(...). Sei bem que esta mensagem por e-mail não será lida pela senhora (em decorrência de ser humanamente impossível na decorrência do seu tempo disponível) mas por sua assessoria. Peço que, se tiverem coragem de me contradizer, me respondam! Aliás! Façam dois debates: Um com o senhor Olívio Dutra, outro comigo! (...) Deixo claro que não sou o dono da verdade, assim como o atual governo federal não o é (e nos prova isso quotidianamente), mas acredito ser fundamental para a construção da democracia (exercida de forma pluralista), que o eleitor (seja seu eleitor ou não, como eu), que o pagador de impostos, que o contribuinte de divisas, questione as tantas contradições apresentadas neste pleito.&lt;br /&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;Cordialmente, Fabiano da Costa.&lt;br /&gt;                                                                                     18 de outubro de 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2539631549338607071?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2539631549338607071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2539631549338607071' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2539631549338607071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2539631549338607071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/08/carta-de-fabiano-yeda-crusius-outubro.html' title='A Carta de Fabiano à Yeda Crusius – Outubro de 2006.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2105218813412333481</id><published>2009-07-08T10:57:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T11:02:49.429-07:00</updated><title type='text'>A Civilização Ocidental e cristã.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SlTet69EbVI/AAAAAAAAAGg/YGT23wESrEU/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 221px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SlTet69EbVI/AAAAAAAAAGg/YGT23wESrEU/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356150737351241042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                   No século XVII, após os espanhóis terem acabado com os índios das Américas, Hegel escreveu que o processo de colonização foi sangrento, porém necessário. Segundo ele, alguém tinha de conduzir a difícil tarefa de “levar a civilização e a liberdade cristã” aos primitivos do Novo Mundo. Hoje, com todo o aparato científico da História, Hegel é veemente criticado, até por alguns admiradores. Afinal, o gesto de exportar o modelo ocidental as “Índias” e com isso sacrificar milhões de indivíduos não passou de um descompromisso com a vida dos mesmos – Somente na Ilha de Hispañiola (Cuba), se calculam em 8 milhões de mortes decorrentes da epidemia de gripe de 1558, trazida pelos espanhóis. Vale lembrar que essa epidemia matou 10.000 europeus, ou seja, ela era fatal até aos indivíduos que já a reconheciam e muito mais aos pobres índios. Mas claro: Valeu a intenção de levar a “liberdade cristã” (a de mercado, é claro). &lt;br /&gt;                      Com tantos comentários infelizes e confusos (chegou-se a sugestionar que eu preferiria uma colonização espanhola em vez de portuguesa), tive de recorrer a bela obra do artista plástico Leon Ferrari: “A Civilização ocidental e cristã” (1996). Ela é de fato, a melhor resposta a estupidez (completa) de dar palmas a civilização ocidental, até mesmo por que ela foi edificada sobre uma figura originalmente oriental, Jesus Cristo. Sem Cristo, não existiria o sincretismo Católico, muito menos a exportação do modelo civilizado. Haveria outro modelo, mas não esse. É simples: A idéia de civilização é greco-romana, como diz Buckhardt, sugada das ruínas do antigo Império Romano. A fusão dessa grandiosidade com a cristandade, nos deu o modelo europeu renascentista, sustentado pela burguesia ascendente e pela Igreja (leia-se o chamado “mecenato eclesiástico” de Arnold Hauser). Portanto, defender a ocidentalidade é algo confuso. Não existe ocidente, como se entende, sem o oriente. O Cristianismo e o Judaísmo, pedras fundamentais desta metade louca de mundo, são pensamentos orientais. E boa parte do cristianismo advem do zoroastrismo – também, pasmem, oriental! Como saber disso? Ora, é só ler, antes de sair defendendo algo tão estúpido quanto o chamado “Ocidente”. A pergunta que fica é: O que é Ocidente?&lt;br /&gt;                      Não devemos esquecer: O símbolo do ocidente, é o capitalismo. E não existe por tabela, nada mais atrasado que o capitalismo. A crise econômica que levou milhões a morar em pontes nos últimos dois anos, é a prova disso. Deixar o mercado se regular, sem Estado, é no mínimo, uma sandice. O sistema capitalista é tão atrasado, que os seus maiores defensores correm ao governo nos EUA, solicitando reparações financeiras. A máxima de que o mercado se regula é um embuste. Basta enxergar o que o capitalismo provoca: Grandes contingentes de pessoas sem acesso a educação, saúde, e saneamento. Por isso, os próprios capitalistas já advogam mudanças estruturais, como segurança de crédito, e um sistema de descentralização financeira, levando o capital para países periféricos e os afastando dos trustes econômicos. Isso, há 10 anos atrás, seria impensável e mostra que os próprios capitalistas, estão reconhecendo a insegurança do que criaram. Se isso era a civilização ocidental, logo será encarado por eles mesmos, como barbárie.&lt;br /&gt;                         Outra coisa: Marx era ocidental. Ainda que usasse o “Modo de produção asiático”, foi esse alemão, que melhor criticou o ocidente ao apontar erros estruturais na sua economia, prever crises econômicas sucessivas e o preço alto que isso sugeriria: a socialização generalizada da miséria. Mas isso, é também, problema de leitura. Se defender o ocidente, a civilização, diante do processo histórico, é não dar veracidade ao relato do Frade Bartolome de Las Casas, quando mesmo atado a cristandade contou ao Rei de Espanha, o que era a chegada ao Novo Mundo: “Usam o estupro e toda forma de coação contra os nativos”. Antes de falar qualquer coisa, é bom ler e ter fundamento. Caso contrário, fica explicito o desamor com quem sofreu, o desrespeito contra quem lê e uma falta de ética com as próprias fontes históricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano, 7 de julho de 2009.&lt;br /&gt;Imagem: "A civilização ocidental e cristã" de Leon Ferrari, escultura em plástico, Argentina, 1996.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2105218813412333481?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2105218813412333481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2105218813412333481' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2105218813412333481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2105218813412333481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/07/civilizacao-ocidental-e-crista.html' title='A Civilização Ocidental e cristã.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SlTet69EbVI/AAAAAAAAAGg/YGT23wESrEU/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2970022641713780951</id><published>2009-07-08T10:55:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T10:56:23.697-07:00</updated><title type='text'>Arte e funcionalidade na teoria e na prática da obra.</title><content type='html'>Qualquer arqueólogo dignifica que o montante da Arte romana, é em sua demasia, o restante da Arquitetura. Os romanos também se utilizavam da pintura, mas vale lembrar que os historiadores de Arte reconhecem que o artista era uma profissão inexistente na Roma antiga. Portanto, não tínhamos arte, mas puro artesanato, concebido para enfeitar ou para servir. Não havia significância própria na Arte romana. Nisso, se reconhece em Roma uma característica: A praticidade, a criação para o ato de servir. Por isso, seus edifícios eram diferentes dos gregos. Não havia procura direta pela estética, mas pura procura pelo ato da praticidade. Quis o processo histórico, que a arquitetura de civilizações antigas passasse a ser Arte de imediato. Hoje, nem toda a Arquitetura pode ser reconhecida como tal. Essa arquitetura, a serviço do Estado diz muito sobre a política, a economia, mas tange no desenvolvimento do trabalho do artista e na linha que o separa do artesão.&lt;br /&gt;                       Arthur Danto diz em “O limite da História e o fim da Arte”, que o artista só nasce no renascentismo. Antes disso, a produção ou é encomenda súbita, ou não há o hábito de assinar a obra. Se procurarmos em Arnold Hauser, será uma identificação básica com o medievo, que fruto de Bizâncio, a Igreja proibia a figura humana e se constrangia a produção de Arte. Assim, não se tinha o hábito de assinar a obra. Na Grécia antiga por sua vez, assim como na Mesopotâmia, já existia um conceito de Arte, mas era relegado aos arquitetos e aos escultores, e mesmo assim, os de maior vulto. Grande parte das esculturas gregas não tem autor, e as que tem, mesmo produzidas em equipe de artesãos, são creditadas a seu autor intelectual, Fídias, protegido de Péricles. Daí, até a renascença, há um lapso de 1700 anos. Não morreu a Arte nesse período, mas é evidente que a alegação de Danto, do artista sendo uma criação da renascença, é mais do que palpável. Com o advento da burguesia e da teoria de beleza, enraizada na modernidade, era natural que surgisse o artista, prova do homem livre, que pensa, executa e assina. Não a toa, quando os “modernos” adentraram a América dos Andinos, sua impressão era de que os “primitivos” adoravam demônios, dado que suas divindades eram o antagonismo da beleza européia moderna. &lt;br /&gt;                      Evidentemente, algumas contextualizações são necessárias. A primeira, é de que os artistas da renascença eram contratados pela Igreja. Isso, não os isenta da atividade artesã, mas se reconhece que nesse intento, tinham o direito de planejas as obras, ainda que sugestionadas pelo cliente (a Igreja). Segundo, que se reconhece nesse período, um apuro inédito com a profundidade e a perspectiva. Isso, faz com que a Arte tenha suas características alteradas. Um exemplo, é encontrado em Henrich Wölfflin, “Conceitos fundamentais da História da Arte” quando diz que na Arte pré-renascentista do holandês Van Heick há o elemento de uma perspectiva ousada, mas que não disfarça a impressão de uma profundidade no território, já que a linha do horizonte é mais baixa que nos países do centro europeu. Essa característica, notada somente por teóricos mais apurados, é fundamental para entender esse processo na criação da Arte renascentista. Além do mais, vários de seus representantes eram humanistas, o que os fazia incutir na obra, suas indagações, exemplo de Albrecht Dührer, que procurava na beleza humana, um sentido para a existência e a verdade dos fatos. &lt;br /&gt;                  Dizer que o artesão é um artista é desvalorizar o próprio campo desse debate. O artesão é fundamental para o desenvolvimento da Arte, mas não é um artista. Não se desconhece aqui, a importância do desenvolvimento da atividade manual. O que se dá, é uma conceituação diferente e ímpar ao ideólogo da obra, não por um mérito apenas intelectual, mas por sua busca na química das cores e nos estudos mais avançados da própria perspectiva (no que tange a pintura). Exemplo disso esta em “La idea como Arte” de Gregory Battcock. No artigo “Monumentos para nenhum lugar ou para qualquer lugar”, Dore Ashton cita o artista pop Klaus Oldenburg e sua concepção de escultura moderna para o porto de Nova York: Klaus propôs em teoria, que fosse criado um banco de areia ou similar para que os navios que ali passassem, fossem ficando encalhados. Com o tempo, haveria uma pilha de sucata, envelhecida e que comporia um cenário atípico com a modernidade da cidade e do porto. Quem pode dizer então, que Klaus na seria o artista? A sua idéia seria a composição da obra, a construção do monumento, mas a edificação seria dividida entre a construção dos objetos (navios) e o processo tempo-espaço. Fica claro, aqui, que artista e artesão são distintos, ainda que manualmente possam estabelecer relações similares. Mas isso, é uma outra história, e bem explicada pela Escola Bauhaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 20 de junho de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2970022641713780951?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2970022641713780951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2970022641713780951' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2970022641713780951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2970022641713780951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/07/arte-e-funcionalidade-na-teoria-e-na.html' title='Arte e funcionalidade na teoria e na prática da obra.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5669593868418424582</id><published>2009-07-08T10:53:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T11:14:11.817-07:00</updated><title type='text'>Um país exótico.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SlThE9fXMiI/AAAAAAAAAGo/sM4uF-koHQk/s1600-h/11057araras.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SlThE9fXMiI/AAAAAAAAAGo/sM4uF-koHQk/s320/11057araras.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356153332192195106" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Anos atrás, uma escritora francesa esteve no Brasil (devido a minha ignorância, não lembro seu importante nome) e disse ter ficado maravilhada com o país: Seu exotismo era tão exuberante que juntava papagaios, pessoas sorridentes, índios com lanças e o verde das florestas. Segundo ela, achou aqui também, uma espécie em extinção: Comunistas. Sim, esta senhora disse ter encontrado até Comunistas no Brasil! Isso, em 1999, foi o máximo para mim. Achava eu, que aqui ainda era o refúgio da Esquerda, pois o país é auto-suficiente. O Brasil não precisa importar medicamentos, por que vende matéria prima para fazê-los. Não precisa importar alimentos, por que produz 15% do que o mundo consome. Não precisa comprar água nem energia por que temos cerca de 10% da água potável do planeta. Ufanista? Pode me chamar de Policarpo Quaresma. Prazer em conhecê-lo. &lt;br /&gt;             Em 1999, o Brasil estava a beira de um colapso. Para quem não lembra, a crise econômica que arrebatou os tigres asiáticos e a Rússia entre 99 e 2001, ameaçava ser a crise de 2008. Qualquer economista avisava: Nos próximos 10 anos o Capitalismo quebra. Não quebrou, mas em compensação mostrou que o Capitalismo é inviável, e que os neo-liberais são contra o Estado até a primeira baixa nas bolsas. Em junho daquele inesquecível ano, Leonel Brizola me arrancou lágrimas. Pediu que FHC e sua quadrilha deixassem o país, que nos esquecessem e sumissem para gastar com os gringos, o que levaram com a venda das Estatais. “Senhor Presidente [FHC], nos deixe ao menos viver com dignidade. Renuncie. Vá embora do Brasil”. FHC não renunciou e sucateou o país ao extremo. Nunca tanta gente passou fome nesse país. Nunca, uma teoria econômica, construída por economistas, antropólogos, filósofos e até por um sociólogo deu tão errado. Era o jogo de dominó dos Neo-liberais: Quebrando um, faliam todos. Era a democratização da miséria – mas somente para os mais pobres. Diversos estudos mostram que o poder aquisitivo da burguesia brasileira (diluída na classe média) aumentou consideravelmente, o que lhe permitiu inclusive, renovar a frota nacional de veículos. Por outro lado, as mesmas pesquisas são unânimes: Quem sustentou esse enriquecimento foram os 50% mais pobres do país. Deles, a grande maioria mudou de classe. Deixou de ser pobre, para ser miserável. São Paulo, por exemplo, bateu o recorde de gente morando nas ruas e viadutos. FHC empreendeu um grande projeto de moradia. Qualquer ponte virava casa, rapidinho.&lt;br /&gt;              Sim, somos um país exótico. Esta senhora tem razão. O único país com imensa maioria branca, onde os brancos ocupam mais de 85% das vagas das universidades públicas e mesmo assim, o Governo federal optou por remarcar reservas indígenas, ceder sistemas de cotas para brancos pobres, negros e índios no ensino superior, e ainda, desenvolver o maior programa de alimentação no mundo: O Fome Zero. Depois de FHC, Lula procurou colocar comida no prato da população. Fez os acordos mais esdrúxulos, as uniões mais insólitas, os apertos de mão mais repugnantes, mas qualquer órgão da ONU é unânime em alegar que o número de miseráveis diminuiu enquanto o brasileiro hoje come mais e melhor. O Brasil é o paraíso? Claro que não. Óbvio que não. Mas para quem viveu o período FHC com olho clínico, não há sequer comparação. Claro, a não ser para a Direita, que não liga se alguém morre de fome. Os reacionários de plantão já escolheram Aécio Neves como seu candidato. Em Minas Gerais, os sindicatos ligados à comunicação já denunciam: O homem aperta qualquer jornaleco ou Rádio Comunitária que falar dele. Aécio, portanto, é a democracia que o Brasil precisa.&lt;br /&gt;               Temos ainda papagaios, alguns índios e alguns pés de Pau Brasil. FHC homenageou os portugueses. Segundo o sociólogo da Sorbonne, eles nos trouxeram a civilização. Os índios, como ainda se pensa em muitas salas de aula do ensino superior, eram apenas um entrave para isso. Precisam de liquidificadores, de Internet, e claro, de suco Tang, por que colher frutas dá trabalho, e ser moderno é minimizar o esforço. Nossos acadêmicos brancos e dominantes, sustentados pelos brancos pobres que não entram na Universidade e pelos negros que não serão seus colegas, agora querem acabar com a ignorância dos índios. Democracia é necessária e faz bem. &lt;br /&gt;          Quanto ao país exótico, ele está bem aqui. Dentre os micos-leão dourado e os peixe boi, em meio às piranhas do Rio Amazonas e os jacarés do Pantanal, e até perto das Capivaras do Taim, existem os temíveis comunistas. Podem de fato, estar até entre as esculturas de Aleijadinho, no Carnaval da Sapucaí, e pasmem, no meio do Governo Lula. São uma criação da pobreza brasileira e das contradições de nosso período colonial. São, na verdade, resquícios da insuficiência teórica de nossos liberais e da incompetência de nossos economistas, que nunca inventaram nada. Só mudaram a rota para onde ia o que era saqueado. O Próprio MST é uma herança da miséria gerada num país de proporções continentais, onde ainda existem Governadores Gerais e até sesmarias, que produzem em sistema pré-feudal. Sim, somos exóticos, mais coloridos, mais antropofágicos e temos comunistas. O que nos intriga é que um europeu esteja mais absorto com a sobrevivência da nossa Esquerda, do que com as colônias de pedofilia que eles mesmos, os turistas, subsidiaram. Mas isso não é discutível, por que somos neolíticos, e como consideram os acadêmicos, incapazes de discutir nós mesmos, o nosso futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 22 de março de 2009.&lt;br /&gt;Imagem: Araras brasileiras e comunistas. Autor desconhecido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5669593868418424582?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5669593868418424582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5669593868418424582' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5669593868418424582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5669593868418424582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/07/um-pais-exotico.html' title='Um país exótico.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SlThE9fXMiI/AAAAAAAAAGo/sM4uF-koHQk/s72-c/11057araras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5239526740626302972</id><published>2009-06-19T15:58:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T16:00:41.666-07:00</updated><title type='text'>O Aimará do futuro.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwYjdFjZUI/AAAAAAAAAGY/5vjpTXpA3AA/s1600-h/EvoMoralesGrande.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 176px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwYjdFjZUI/AAAAAAAAAGY/5vjpTXpA3AA/s320/EvoMoralesGrande.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349177454791714114" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                        Evo Morales é o Aimará do futuro. E Isso quem diz, assustada, é a força reacionária de Veja, Câmbio e Rede Globo. Quem sou eu para desdizer essa crítica? Morales é a representação do fim da paciência, do esgotamento do debate em uma época onde o discurso protelou acordos de fome e miséria. Por isso, diferente dos Aimarás pacíficos, massacrados, e por fim, esquecidos, ele é um retrato do futuro, reflexo direto do passado. Não importa o que diga Reinaldo Azevedo, Diogo Mainardi e Olavo de carvalho. Evo Morales não é a personificação do passado, do Estado total e presente, mas sim um Aimará do futuro. Se a direita queria modernizar o Estado, transformando os escravos em servos comportados que vivem em uma suposta cidadania, conseguiu criar o Aimará do futuro. &lt;br /&gt;                       Em 1531, os espanhóis chegaram ao altiplano peruano. O processo decorrente disso, junto ao massacre do México (1519), é chamado sugestivamente por alguns pesquisadores de “holocausto indígena”. Na cultura Asteca, por exemplo, a chegada dos espanhóis foi encarada pelos sacerdotes, como a representação do fim dos tempos. O que em bom dialeto cristão, significa “armagedom”. Num processo que durou poucos anos, milhares de indígenas tombaram em nome da cristandade. No altiplano, foram divididos entre as minas e a prestação de serviço nas fazendas que supriam o mercado consumidor local (junto as haciendas dos espanhóis). Em pouco tempo, passou a valer o que diz Enrique Dussel: Após o massacre dos seres humanos, houve um massacre de sua cultura. No México, Sergei Kruzinsky aponta para o apagamento da Arte Asteca: As formas dos deuses, a estética dos seus mitos foi sendo substituída por uma estética européia, branca, “cristã e civilizada” (como diria Hegel). Os espanhóis deixaram na Bolívia, uma representação de Estado que não existia, pois era o entreposto da metrópole, com os índios carregando os navios e vivendo cabisbaixos aos patrões europeus. Até hoje, a Bolívia fornece gás e cobre, depois de ter sua prata e ouro saqueados em Potosi. Não seria estranho enxergar uma caravela espanhola carregando no Prata, os minérios bolivianos até hoje. É o salgado contraste entre o passado, ainda presente na miséria, e o nascimento do Aimará do futuro.&lt;br /&gt;                  Evo, que causa urticária em Reinaldo Azevedo, é uma extensão disso: plantador de coca nas altitudes bolivianas, conhece de perto o processo neoliberal local. Por isso, identificou na política estadunidense algumas semelhanças da invasão européia. Desfez então, os acordos firmados com as empresas européias e americanas. Fechou as refinarias da Petrobrás, o que fez com que a oposição exigisse de Lula, represarias imediatas, na economia ou na bala, para que Evo voltasse atrás. Em setembro de 2008, Veja declarou: “Evo fragmentou a Bolívia”. Que Bolívia? O país está dividido em 36 nações indígenas, as mesmas que Veja declarava ser um absurdo, ganharem autonomia política. Morales, nosso Aimará do Futuro é, uma ramificação das “veias abertas da América Latina” de Galeano, ou dos homens que agem “por medo da fome” de Ariano Suassuna. As Classes média  e alta bolivianas, que nunca absorveram indígenas, acusam Morales de “cubanizar” o país. E que mal há nisso? O país não teria o menor PIB e nem os piores índices de desenvolvimento econômico e social do continente. Não a toa, Azevedo (em11/9/08) e Mainardi em outros artigos se mostraram assustados com Evo. Ele representa o basta da miséria, numa insurgência natural contra os senhores de terra bolivianos. Enquanto isso, o sonho nostálgico dos safados de Veja, de Cambio e da Globo é o inferno neoliberal , mas que graças a deus, não volta mais.&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 15 de junho de 09.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5239526740626302972?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5239526740626302972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5239526740626302972' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5239526740626302972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5239526740626302972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/06/o-aimara-do-futuro.html' title='O Aimará do futuro.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwYjdFjZUI/AAAAAAAAAGY/5vjpTXpA3AA/s72-c/EvoMoralesGrande.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-1975852437707480753</id><published>2009-06-19T15:51:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T15:56:40.375-07:00</updated><title type='text'>A Nau e as caravelas.</title><content type='html'>Em 1498, os portugueses chegaram a foz do Rio Amazonas. A idéia deles, sempre foi a de expandir o mercado e os entrepostos de comércio da Coroa portuguesa. Não havia mal nenhum em conquistar novos espaços, levando a “cristandade” consigo e explorando o solo ao máximo. Se os entusiastas do progresso da modernidade alegam que sem os portugueses não teríamos o feijão e nem a Cana de açúcar (esse símbolo incontestável da nossa brasilidade), eu por minha vez, digo que teríamos mais alguns milhões de índios, falaríamos outro idioma (entre o espanhol e o Tupi) e estaríamos num outro estágio do nosso capitalismo. Isso por que os portugueses nos engessaram. Não permitiram o desenvolvimento de um mercado consumidor, por que não nos permitiam ter consumidores. A grande massa de escravos não tinha poder aquisitivo. Não tínhamos indústria, comprando os manufaturados primitivos da metrópole, e enviando a matéria prima. Há quem diga, que os lusos desenvolveram o capitalismo arcaico por aqui: Retiravam a matéria prima, devolvendo os produtos altamente taxados, já manufaturados. No campo, em volta das capitanias e das sesmarias, se desenvolveram os mini-feudos, que Décio Freitas adorava questionar. Se o nosso senhor feudal não era livre da Coroa, por outro lado, fazia leis próprias e castigava impunemente os escravos e os seus servos, brancos pobres e de tão livres, desgarrados até pela lei. Eram uma presa, na mão dos senhores, ou da inquisição brasileira. &lt;br /&gt;                         1531: Aportaram os primeiros escravos domésticos. Com os indígenas iniciam a saga do operariado brasileiro. Sem o conceito exportado pelos lusos, não teríamos as empregadas domésticas, que a meu ver, são a maior prova da colonização da Casa Grande. Uma empregada doméstica, na ótica do capital, corresponde a quem deve desenvolver atividades secundárias (braçais) enquanto seu senhor se dedica a atividades intelectuais. Não à toa, em Cuba, foram proibidas por Fidel. Ninguém pode tolerar a idéia de que é sadio sentar a mesa e pagar alguém para um trabalho braçal, degradante, humilhante. O que torna essa função humilhante, não é o trabalho desenvolvido, mas como isso se impõe. É uma pena que a classe média tenha se habituado a isso. Como disse Márcia Goldschimidt (grande referencia intelectual dos programas da tarde), uma empregada tem de se aprimorar em lavar e passar e melhorar o seu trabalho como um todo, e não investir em inglês e informática. Afinal de contas, a essência de nosso desenvolvimento capitalista, é a concorrência, e uma empregada deve estar preparada para atender melhor o seu senhor. &lt;br /&gt;                            Hoje, o Brasil é a nau mais desenvolvida da América Latina. Tem um parque industrial com níveis tecnológicos de primeiro mundo. Por outro lado, mais da metade da população nem sequer conhece as caravelas que traziam os degredados a serem servos de sua alteza, mas sim a realidade do Navio negreiro. Até 2004, 50% dos brasileiros não faziam as três refeições mínimas diárias. Portanto, são o lúmen-proletariado a que se referia Marx, prontos para encararem funções de altíssima capacidade, mas por um salário abaixo do mercado. Nessa massa, estão os nossos metalúrgicos, que ganham 3 vezes menos que os irmãos europeus. É o nosso capitalismo: voraz e sem capital.  Não há nenhum liberal que explique isso. Só o tucano. Ele se baseia em Keynes, sem lembrar que John Keynes pensava no liberalismo como fonte de riqueza geral e com certa descentralização, pois o capital seria repartido, ainda que desigualmente, mas dando o mínimo de conforto ao empregado, gerando poder de consumo à classe média. Entre Keynes e os tucanos, existiu Delfim Netto. Delfim se propôs a construir um modelo híbrido, com estatais sustentadas por empréstimos estrangeiros. Mais estatais a capital estrangeiro e uma economia privada com os banqueiros cobrando juros altíssimos da dívida brasileira. Ele e Roberto Campos desenvolveram isso com maestria. Estudaram anos a finco para planejar algo que até um cego enxerga estar errado. Afinal, investir em dívida social por tabela, no déficit das contas públicas, é até para os estatizantes, um erro grosseiro. O que me faz pensar em tudo isso, é que nossa Nau não tem motores e nem as velas portuguesas, e nem a velocidade dos navios negreiros. Estamos sim, em um veleiro, perdidos em alto mar e sempre a mercê dos tubarões da economia mundial, por uma série de planos furados, projetos falidos e uma repetição de erros históricos. Ou isso, ou batemos num iceberg: A fria em que os tucanos nos meteram por 8 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 2 de junho de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-1975852437707480753?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/1975852437707480753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=1975852437707480753' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/1975852437707480753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/1975852437707480753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/06/nau-e-as-caravelas.html' title='A Nau e as caravelas.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-960133995955248045</id><published>2009-06-19T15:44:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T15:49:07.815-07:00</updated><title type='text'>A Grande mala coreana.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwV04jumOI/AAAAAAAAAGQ/-7jVCDpgDOQ/s1600-h/kim-jong-il.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 244px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwV04jumOI/AAAAAAAAAGQ/-7jVCDpgDOQ/s320/kim-jong-il.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349174455688927458" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                    Kim Jong Il é uma mala. Virão diplomatas dizer ao contrário, mas é uma mala. É o último bastião do Stalinismo, e se orgulha disso. Kim Jong Il sorri. E quando sorri, faz questão que o restante da população também sorria, e com dentes limpos, brancos e firmes, contra o imperialismo. Sua megalomania apavora o planeta. Nos anos 90, durante a grande fome que vitimou milhões de pessoas na Coréia do Norte, com a desculpa de não ser envenenado pelo imperialismo, importou sua comida direto da Europa (!?). Para mostrar a disciplina do povo, os acorda todos os dias as 7 e meia da manhã, com auto-falantes nas esquinas. Controla o telefone e por lei, pode violar toda a correspondência. Esse maníaco (na verdade um híbrido de maniático, com alguém que recebeu o poder sem limites), agora vive de fazer chantagem com os EUA. Quando o Porco espinho da Coroa Norte-coreana quer alguns mísseis, ameaça a menina dos olhos estadunidenses: A Coréia do Sul. Ou estamos vivendo uma grande chantagem universal, ou Kim Jong Il é a personificação da maior tramóia política do novo século.&lt;br /&gt;                    Na terça-feira, dia 9 de junho, as agências de notícias anunciaram que tanto EUA, quanto Rússia e China aumentaram seus arsenais militares. Não se sabe para que guerra se preparam, mas se cogita que com as ameaças constantes de Pyongiang, essas potências bélicas passaram a se armar para um conflito com o maníaco do extremo norte asiático. Mentira. Todo o planeta sabe que a Coréia do Norte não atacaria os EUA, muito menos a China ou a Rússia, seus vizinhos. Kim Jon Il passou a ser a grande desculpa para resolver a crise: Estão aumentando as ofertas de emprego na indústria bélica estadunidense. Na China, a indústria metalúrgica aumentou o ritmo: Submarinos, mísseis, torpedos, helicópteros. No Japão, que teve um decréscimo econômico de 9,5% em 2008, já se cogita um esforço de guerra para frear os terríveis comunistas de Piongyang. Kim Jon Il não é por inteiro uma praga para o Planeta Terra, como se pode ver. Ele faz tanto pela economia mundial, quanto George Bush filho. &lt;br /&gt;                   Em 2005, acessando o site www.vermelho.org (do PC do B) li algo que me embasbacou: No presente escrito, se elogiava a empreitada da Coréia do Norte na “Construção do Socialismo!”. A própria Esquerda tolerar o regime da Coréia do Norte é um absurdo! Aquilo representa tudo o que deu errado na Esquerda nos últimos 50 anos. A própria desconstrução da Esquerda não é só obra do imperialismo Yanquee, mas fruto da sua incompetência em corresponder à práxis marxista. Kim Jong Il não chegou ao poder por uma revolução. Com a morte do pai, Kim Il Sun, guerrilheiro contra a invasão japonesa na segunda guerra e amigo de Stalin, ele ascendeu ao poder em 1984. Desde lá, a oposição interna no próprio PC (Partido Comunista) sofre o efeito estufa: Aquece, incha, e simplesmente desaparece. O maníaco, sentado sobre o seu pequeno arsenal, consegue intimidar a todos: Já meteu o rabo de Bush entre as pernas e não teme nem a Vladimir Putin. (A ONU já cogita uma medida extrema: Mandar o amigo Lídio Lima para fazer os acordos necessários e selar a paz, dando todo o Japão de presente a ele).&lt;br /&gt;                       Isso tudo me lembrou um fato curioso da História: Durante a Guerra fria, a paranóia era tanta que a União Soviética desenvolveu objetos do quotidiano com potencial nuclear. Um deles, uma curiosa série de malas, esquecidas em metrôs e praças, que ao serem abertas causariam explosões atômicas. Cheguei a conclusão, depois de algum tempo, que há uma ligação forte em muitas estarem perdidas até hoje e toda essa crise nuclear, souvenir de uma Guerra fria. Kim Jong Il é uma dessas malas, com tecnologia soviética, potencial atômico, e que causa a náusea típica da política de qualquer império. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 11 de junho de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-960133995955248045?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/960133995955248045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=960133995955248045' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/960133995955248045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/960133995955248045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/06/grande-mala-coreana.html' title='A Grande mala coreana.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwV04jumOI/AAAAAAAAAGQ/-7jVCDpgDOQ/s72-c/kim-jong-il.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-8180463630975665655</id><published>2009-06-19T15:33:00.000-07:00</published><updated>2009-06-19T15:43:51.708-07:00</updated><title type='text'>A Língua do tamanduá na reeleição sem limites.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwUYrEdcbI/AAAAAAAAAGI/ZN46SudTnbA/s1600-h/06-12-08.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 281px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwUYrEdcbI/AAAAAAAAAGI/ZN46SudTnbA/s320/06-12-08.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349172871520154034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                      Em 1997, eu fui um dos que abriu a boca: A emenda da reeleição era tão estapafúrdia que quebrava a estabilidade política do país. Não que ela seja antidemocrática. Se uma gestão é boa, pode ser reeleita quantas vezes a maturidade da democracia suportar. O problema é quando o jogo começa de uma maneira, e as regras são alteradas durante seu exercício. Foi assim em 1997, quando a base aliada de Fernando Henrique Cardoso (PSDB, PMDB, PFL, PL, PTB...) negociou e comprou a emenda da reeleição no congresso. A Esquerda, argumentou que a regras não poderiam ser mudadas na véspera de uma eleição presidencial. No entanto, a emenda foi aprovada no Congresso, o que permitiu a FHC ser reeleito no ano seguinte. Agora, a mesma base que deu a reeleição a FHC, argumenta ser golpe o projeto de o Brasil adotar a Reeleição sem limites, modelo emprestado da Venezuela. Como se vê, são dois pesos e duas medidas. Sempre.&lt;br /&gt;                     E o que fomenta essa discussão? Os altos níveis de popularidade de Lula e a doença da então candidata Dilma Roussef. Na verdade, desde Getúlio Vargas, um presidente não havia conquistado tanta confiança. O crescimento da economia e a grande presença do Estado nos setores sociais são causas dessa popularidade. Entretanto, Lula, não aceita a reeleição sem limites. Aliás, sempre deixou claro: É contra qualquer reeleição, e a favor de um mandato finito de 5 anos. Lula, como se vê, e como provam até mesmo os críticos, não foi picado pela mosca azul. É uma pena que só Diogo Mainardi não comprove isso. Ele acha que Lula trama algo. E se Lula fosse a favor da reeleição, também acharia que Lula estaria tramando.&lt;br /&gt;                       Em meu ver, reeleição sem limites é um perigo. Nem por isso, ela deixa de ser legítima pelo tramite democrático, afinal quem decide nesse processo, são as urnas. O problema é que as regras não podem ser mudadas durante o jogo. Isso efetiva o que foi chamado de “prática de Gilmar”, ou seja: Começamos com uma regra no jogo, e de acordo com o que vai acontecendo no mesmo, as regras podem ser mudadas ou mantidas. A situação venezuelana é diferente: Chavez é um milico perigoso, mas tem apoio total da população, no que tange a políticas sociais firmes, investindo os lucros do petróleo em educação e saúde. Nem por isso, eu acho que a reeleição sem limites de Chavez é menos perigosa. O que há, é que na Venezuela, a discussão acerca da democracia baseada em eleições é recente. Assim como na Bolívia. Lembre-se que quem mais ataca Evo e Chavez hoje, é quem justamente propiciou o momento político dos dois: As multinacionais, os fazendeiros, os agiotas políticos e a corja mantida e suportada pelos interesses estadunidenses na região, que centralizando a renda, polarizaram a miséria. No Brasil, a discussão está mais avançada. É bem verdade, que mesmo assim, quem a propicia, não está nela pela compreensão da democracia como um regime que precisa de reparos e de avanços, mas sim por ver na mesma, interesses específicos. Tanto a campanha de Dilma Roussef como a empreitada Petista de dar uma reeleição sem limites a Lula tem a mesma face: Um projeto de poder por décadas. Se isso é positivo para o país ou não, não é a discussão para esse momento.&lt;br /&gt;                          Lula, por sua vez, não deveria estar assustado com a turba enfurecida na oposição, onde estão José Agripino e ACM Neto, e nem com a já tão comentada candidatura de Aécio Neves, mas sim com os seus aliados na câmara e senado. Quem tem José Sarney, Fernando Collor e Romero Jucá como aliados políticos, deve dormir com os dois olhos abertos e nem mesmo pensar em reeleição, mas sim, cuidar-se ao máximo para concluir seu segundo mandato sem levar uma cama de gato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 9 de junho de 2009.&lt;br /&gt;Fonte da imagem: blog Humor do Novaes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-8180463630975665655?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/8180463630975665655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=8180463630975665655' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8180463630975665655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8180463630975665655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/06/lingua-do-tamandua-na-reeleicao-sem.html' title='A Língua do tamanduá na reeleição sem limites.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SjwUYrEdcbI/AAAAAAAAAGI/ZN46SudTnbA/s72-c/06-12-08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5735762439863488265</id><published>2009-06-02T09:55:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T06:00:48.812-07:00</updated><title type='text'>A política do devaneio em Terra brasilis.</title><content type='html'>Não é muito tarde para começar a escrever. Ainda há tempo para um café, escutando aquele LP do Milton, ainda resta tempo para fazer amor. É uma pena que essas invenções, que essas genialidades, que essa tecnologia demore tanto a me chegar. Eu tenho me sentido embasbacado com esse novo mundo. Não somente pelo imenso número de luzes a brilhar, mas por todo esse discurso que emana nas noites de sexta. Quando sinto tua falta, coloco uma música brasileira ou passo um café. Isso não garante tua volta, mas me aponta sempre, à frente, o que eu sinto durante a saudade: falta de diálogo.&lt;br /&gt;                     Já é um a tradição de terra brasileira: Os cargos públicos de maior envergadura agem sempre como se fossem privados, sob interesses nem sempre claros. É nebuloso o caminho da política, por que a construção de práticas dirigidas à coletividade, é substituída por uma idéia fixa de que alguém eleito legisla sobre si mesmo. Ora, um deputado ou um senador são delegados populares. Deveriam, em tese, votar sempre de acordo com sua base. Ou seja, eles são um voto na contagem, mas devem representar os votos de uma coletividade. Isso, em uma democracia madura e socialista, não deveria ser novidade. Se o sistema dos Soviets falhou, não é a democracia burguesa da representatividade que lhe substituirá com ares de redenção. A solução é o fim da anomalia do sistema bicameral. Assim, os deputados remanescentes, seriam substituídos por delegados (o que em tese já deveriam ser). A volta de Collor ao senado, além de um acidente, transformou-se em desastre com sua ascensão ao Conselho de ética. Como pode presidir a comissão de ética, alguém deposto por corrupção? Collor de Mello, seria em tese, um delegado?&lt;br /&gt;                    No STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa foi a voz da coletividade. Não há canto nesse país, que não reconheça a figura de Gilmar Mendes (como já fora anteriormente postado aqui), como um espécime do coronelismo renovado, com a substituição da Casa Grande pela fazenda do Agro-business. Isso é uma analise histórica, um reconhecimento dessa brasilidade imposta, mas que nos conquistou. Ora, é preciso discutir, debater, propor e aceitar a proposta. Já dizia o poeta “Um país é feito de livros e de homens” (na verdade o contista Monteiro Lobato). Não há o que se discutir. Não vamos construir o socialismo em alguns dias, nem fazer a revolução em alguns meses. Por enquanto, o que nos resta, é lutar pela elasticidade de nossa democracia. Que o Estado cumpra a sua parte, por que ele é naturalmente, formado pelo “nós”. Não existe um ente chamado “Estado”. Não existe um indivíduo que anda por aí, usando o nome Estado da Silva. O problema do Estado (já diria Robbes) é a máquina burocrática, o grande depositário de parasitas e lampreias (boa definição dada pelo amigo Lídio Lima), o corporativismo, o vício de usar a máquina em nome do individual. Não é então ele, o culpado, mas o que fazem dele. &lt;br /&gt;                   Eu sou sim, uma companhia desagradável. Não consigo, por mais que queira, ficar sem exercitar o meu senso crítico. E começo por mim. As minhas angustias transcendem entre o anarquismo e o marxismo. Não pode haver um Estado que simplesmente esmague o indivíduo. O indivíduo é parte do que forma o Estado. As liberdades individuais devem ser garantidas, respeitadas, constitucionalizadas. Devem ser, enfim, vividas. Considerar que a liberdade pode ser ampla e completa sem o anarquismo (essa teoria maravilhosa de gente como Kropotkin) é uma miragem, um engano. Por outro lado, achar que por si só, o anarquismo garante todas as liberdades é um divagar sem fim. A função do Estado, segundo Karl Marx, é legislar, organizar, ser de todos, e deixar de existir assim que o Estado não tiver mais nenhuma função. Isso, em meu ver, não é possível de imediato. A transição para o anarquismo só é possível, após o socialismo. Passar ao comunismo libertário, sem a etapa cientifica é impossível. O Capitalismo não permite que esse estágio seja negável. São divagações, como bem sabes...&lt;br /&gt;               E por falar em divagações, mais cientistas tentam definir a fórmula do amor. A ciência tem um problema, desde a Grécia: Achar que explica, resolve e transforma tudo em equação. Não são meramente os números que regem os Homens. É uma gama de acontecimentos, de reações biológicas e de fatores psico-sociais. O que é o amor, como pergunta, é de uma impossibilidade de haver resposta. Na verdade, o que sabemos, dentro do conhecimento cristão, é que ele não é ciúmes, não é inveja e não age por si próprio. Ou seja, quem ama, pode vir a sofrer, mas não quer incidir este sofrer a outro. O que há nele, de tão estranho, é que a liberdade de um indivíduo passa a ser concedida a outra pessoa. Isso nem sempre predispõe a uma escravidão, a uma prisão, mas uma sentença consentida, por um suposto livre arbítrio. Ninguém, fora da idealização, poderá defini-lo. Não é o tipo de pergunta que nos faz perder o sono. Simplesmente não há resposta. É amor, e tão somente isso. Os cientistas, que já estão na borda da ciência, deveriam compreender que entre outras, duas coisas não nasceram para ser definidas e explicadas: Amor e Arte. Por isso, elas machucam, mas sempre tem seus reincidentes, por que não esgotaram suas probabilidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, quinta, 28 de maio de 09.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5735762439863488265?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5735762439863488265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5735762439863488265' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5735762439863488265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5735762439863488265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/06/politica-do-devaneio-em-terra-brasilis.html' title='A política do devaneio em Terra brasilis.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5810506922000278981</id><published>2009-06-02T09:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T09:55:12.687-07:00</updated><title type='text'>Obama sai do anonimato.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SiVZXJUuhxI/AAAAAAAAAGA/abK_wG6ntVA/s1600-h/Obama+%C3%A9+pop+1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 260px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SiVZXJUuhxI/AAAAAAAAAGA/abK_wG6ntVA/s320/Obama+%C3%A9+pop+1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342774787119679250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;                        Isso é incrível, mas desde que Obama foi eleito, nunca escrevi uma linha sobre ele. Fui um dos poucos a resistir à essa tentação, à esse fenômeno pop, à esse astro reluzente da falida constelação que outrora iluminava a economia mundial. Barack Obama brilha na dimensão dos holofotes, mas como já disse aqui, tem a mesma funcionalidade de um discurso de Delfim Netto: nenhuma. Delfim é um grande economista, escreve e faz articulações ótimas entre historia e economia (como se não o fosse possível faze-lo), mas suas propostas não me atraem: É um Keynesiano piorado, que acha que os números salvam muitos milhões de pessoas, pelo sacrifício de alguns outros milhões. Obama é assim: Pop. Ele acha que se o mundo trabalhar pelo bem dos EUA, em efeito cascata, a própria economia americana poderá reaquecer o crescimento mundial, e por tabela, remover os pobres para a classe média, gerando consumo para os próprios estadunidenses. Complicado? Não para um liberal convicto.&lt;br /&gt;                        Obama não vai resolver os seus problemas. Ele não pode reconstruir o Éden. Os americanos, aliás, só desenvolveram uma coisa em prol da unificação mundial: A Bomba atômica. Em alguns segundos, todos nós, dispersos por etnias, religiões e torcidas de futebol, poderíamos morrer juntos, abraçados, num fulminante ataque nuclear. Em 1988, os EUA já tinham arsenais o bastante para destruir todo o planeta por 47 vezes consecutivas. Quando chegou na presidência dos EUA, Obama descobriu que ele só era, de fato, o presidente. Quem manda nos EUA, e em decorrência nas demais terras do Império (por mais que isso soe clichê) são os donos das fábricas de armas e as petrolíferas. É como voltar ao inicio da modernidade: Os espanhóis e os portugueses não tinham como manter todos os territórios que dominavam. Para isso, faziam um truste de empresas através da coroa holandesa. Assim, era terceirizado o gerenciamento da produção e do comércio nas colônias. Deste mesmo modo, os EUA estão saqueando o Iraque: Mandaram para lá, um lobby de empresas estadunidenses e inglesas, como petrolíferas e empreiteiras. E claro, mercenários e ONG´s. O Rei Barack Obama, por sua vez, só carimba os relatórios.&lt;br /&gt;                        Na década de 1960, surgiu nos EUA, a chamada Pop Art. A Arte “do consumo” era um movimento maravilhoso e debochado, mas com um lado sério. Afinal de contas, ela contestava justamente aquilo que mais nos irrita: O grande edifício da mídia e do consumo, a grande vertente de ícones facilmente consumíveis e de objetos, fabricados, comprados e jogados ao lixo, aos milhões. A Pop Art abriu em definitivo o caminho para a contemporaneidade na Arte. Entre os artistas desse movimento, o genial (e mega consumista) Andy Wahrol, que dizia que no futuro, qualquer um teria seus “15 minutos de fama”. Obama, assim como outro “qualquer um” tem lá esses 15 minutos, ainda que diários. Mas na prática, não é um político, nem alguém que tenha relevância política na conjuntura caótica e belicista americana. É, como dissemos, um Pop. É um fenômeno de vendas, em jornais e revistas, sites e blogs quaisquer. No Youtube e no Google, assim que eleito, seu nome era o mais citado. Chegou a dizer o Kossaco Arnaldo Jabor, fazendo uma analogia com a Coca Cola: “Beba Obama”. &lt;br /&gt;                         Na contramão, Fidel Castro tem emitido comentários explosivos contra Obama. Aliás, Fidel analisa como ninguém os ícones Pop dos nossos dias, apesar da bola fora que deu em alegar que a gripe suína era mais uma armação Yankee. Foi Fidel que desmontou Bill Clinton antes da estagiaria Monica Levinsky; que disse que a Perestroika não daria certo; e que haveria uma polarização anti-USA na América latina após o neoliberalismo, justamente pelo agravamento da miséria. Quem sabe, nós também não transformamos Fidel em um ícone Pop? Como Esquerda, sempre achei a foto de Córdoba estampando Che de uma beleza inigualável. Fidel, é também, um ícone Pop: Ele existe naturalmente, mesmo sem mídia. Em Rio Grande, temos Angelina Gonçalves, mas foi um ícone perigoso para as famílias tradicionais da cidade. Sobre Obama, ele será Pop e terá seus 15 minutos, mas depois, como qualquer Kitsch que se preze, sumirá e seus vestígios serão assuntos para arqueólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, sábado, 30 de maio de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5810506922000278981?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5810506922000278981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5810506922000278981' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5810506922000278981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5810506922000278981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/06/obama-sai-do-anonimato.html' title='Obama sai do anonimato.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SiVZXJUuhxI/AAAAAAAAAGA/abK_wG6ntVA/s72-c/Obama+%C3%A9+pop+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-384120637472183879</id><published>2009-05-09T14:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T14:15:03.783-07:00</updated><title type='text'>Esperanças mil pelo Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SgXyQSRXIMI/AAAAAAAAAF4/gcWDARH8pgo/s1600-h/cartas-thumb.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 247px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SgXyQSRXIMI/AAAAAAAAAF4/gcWDARH8pgo/s320/cartas-thumb.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333935695286706370" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Eu escrevo direto no computador, mas gosto da caneta e do papel. Gosto do rabisco. Deves conhecer as minhas manias. Uma delas é, de fato, o alto de número de frases dispersas pelo caderno. E esse caderno fica repleto de anotações, datas, nomes, números de telefone, endereços, dados desconexos e frases dispersas, adornadas por desenhos e pinturas por todos os cantos. Eu gostaria de ser um ser humano melhor, mais sensível e sensato, mas essa é a qualidade que não queria perder em mim: produzir Arte por todo o tempo disponível e possível. &lt;br /&gt;          Esse país é muito rico. Por muito tempo, troquei cartas e mais cartas e mais cartas com pessoas de todos os cantos. Todas elas me contavam coisas incríveis sobre o Brasil que eu ainda não tinha visitado. Depois, visitei muitos lugares e uma imensidão de lugares ficou faltando. A maioria, sequer vou conhecer. O Brasil é um continente. Talvez de suseranos (há quem diga que houve o sistema Feudal por aqui), talvez de vassalos (há quem diga que está no nosso DNA), talvez de brasileiros mesmo. Na verdade, o Brasil é lindo por não ter identidade. A nossa antropofagia cultural é extremamente sedutora. O que se chama de identidade brasileira é na verdade, um acúmulo de várias facetas. Isso tudo, compilado pela inteligência de Getúlio Vargas. Foi o Estado Novo e a complicada década de 30 que nos deram o recado: Ou vocês se somam e se tornam uma nação ou não serão nada, perdendo os pedaços pelo tempo. Gilberto Freyre já havia dito tudo isso.&lt;br /&gt;            Essa euforia Global de sermos unidos é uma bela arma. Existem dois países e nisso está a grande mão do Governo Lula: O Brasil que come e o Brasil que tem fome. Não há como nega-los. A luta de classes é um sintomático de nossa colonização européia. Os portugueses deixaram bem claro que existiam duas categorias nesse país continental: Uma, construída por eles mesmos; a outra, um misto de negros, índios e brancos pobres. Nisso se desenvolveram nossa agricultura de exportação, nossa fuga de metais, nosso subdesenvolvimento econômico. Com o país repleto de escravos e índios marginalizados, além de brancos pobres famintos, não havia mercado consumidor. Os portugueses trataram de nos manter em estado letárgico na economia. Talvez o nosso marxismo soviético seja fruto de um atraso como um todo. Nossos liberais chegaram muito depois, nossa idéia inicial de democracia quase não veio. Num país tão rico de matéria prima, tão lindo (e eu não me acho ufanista), mas tão pobre e miserável, somente a teoria marxista pode vingar. Capitalismo num país descapitalizado? Precisamos da estatização da economia, do sistema financeiro, das reformas urbana e agrária. Temos de manter a propriedade individual e a privada mínima: Somente pequenos negócios, micro-micro empresas. O restante, negociado pelo Estado. Num país que produz 15% da comida do mundo, deixar que os latifundiários exportem o excedente, enquanto 1/3 da população não faz as três refeições diárias é uma sandice econômica, e um crime ético. A prova de nosso liberalismo burro e de nosso capitalismo entreguista está nesse dado: Enquanto a Vale do Rio Doce é a maior empresa de minérios do mundo e o Itaú Bamerindus está entre os 20 maiores bancos do planeta, nossa descentralização de renda é a 3ª pior, junto a países subdesenvolvidos do continente africano. Contra fatos não há argumentos. &lt;br /&gt;         Já dizia Oswald de Andrade: Há muito sol por aí, por todos os cantos. Que dúvidas restam que podemos decretar nossa independência econômica? Estamos sim, atados ao FMI, ao mercado internacional. Mas isso não é impossível de ser feito. Vai nos dar muito trabalho. A Direita brasileira vai rezar por uma quebradeira total no país. Mas não há outra saída. Nossos usineiros, banqueiros e latifundiários são uma prova do sistema ultrapassado que temos, até para o padrão de desenvolvimento capitalista.  Até os liberais que clamam por uma democracia de liberdades individuais não toleraram o senado dado à Sarney e a Collor. Nenhuma democracia madura pode tolerar que Ernesto Dornelles, Jarbas Passarinho e Delfin Netto ainda sejam eleitos e reeleitos. Não há explicação lógica para a união entre PT e PP no congresso, para os ministérios dados ao PMDB, para a privatização dos aeroportos em SP. Na verdade não há lógica alguma em nada disso. Habermas estaria possuído de raiva com toda essa política enfadonha. Um senado que deixa sua ética ser respondida por um ex-presidente como Fernando Collor, não está nos levando a sério. &lt;br /&gt;           Nós não precisaríamos de nada disso: Jorge Amado, Rubem Valentin, Décio Freitas, Caio Fernando Abreu, Jards Macalé. Temos tudo isso por aqui. Que falta faz a neve? Agüentar a Xuxa promovendo o Helloween é de uma decrepitude sem igual. Agüenta-la como rainha dos baixinhos não tem uma explicação viável. O ministério da Saúde adverte: Xuxa faz mal para o cérebro e para o estômago do seu filho. Ainda bem que coisas como ela, Eliana e Angélica estão mais tempo fora do que no ar. &lt;br /&gt;          Só nos resta escutar o novo disco do TSOL: Nada mais californiano. Nossa doce antropofagia cultural. Quem de nós resiste àquela bateria e aqueles climas crus das noites dos anos 80 e 90? Quem sabe, num dia muito quente, uma Coca. Isso não mata, mas também não deve ser hábito. Qualquer pessoa ponderada pode beber uma Coca vez em quando. Talvez um dia eu te escreva para mandar boas novas e dizer que continua calor por aqui. E aí? Sempre neva e é sempre véspera de Natal? Aqui nós suamos e desfrutamos do buraco na camada de ozônio – Quem sabe, com as ressalvas do Século 21, não é esse o sol que tanto nos falava Oswald de Andrade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 7 de março de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-384120637472183879?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/384120637472183879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=384120637472183879' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/384120637472183879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/384120637472183879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/05/esperancas-mil-pelo-brasil.html' title='Esperanças mil pelo Brasil'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SgXyQSRXIMI/AAAAAAAAAF4/gcWDARH8pgo/s72-c/cartas-thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2640039408791448589</id><published>2009-05-09T14:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T14:10:23.869-07:00</updated><title type='text'>Lula e os brancos de olhos azuis.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SgXxJnSw_MI/AAAAAAAAAFw/6ZuZbdboMkk/s1600-h/sem+t%C3%ADtulo.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SgXxJnSw_MI/AAAAAAAAAFw/6ZuZbdboMkk/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333934481159027906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;         &lt;br /&gt;                    Em meio a crise mundial e ao quebra-quebra dos banqueiros de Wall Street, Lula não se conteve e disse o que nós, latino-americanos “sem dinheiro no banco e sem parentes importantes”, pensam e confabulam na padaria: A crise foi gerada pelos brancos de olhos azuis. Os brancos de olhos azuis genuínos, não se importaram: Estão sossegados, escondendo o que ganharam na especulação financeira. Os nossos “brancos de olhos azuis”, por outro lado, geraram uma cruzada anti-racial. Os da Rede Globo por exemplo, chegaram a ponto de localizar dois funcionários negros entre os grandes bancos norte-americanos. Acusaram Lula de racismo, de preconceito, de tocar num assunto tão pesado, ocupando uma posição tão sensível. Sim, os brancos da Rede Globo que adoram um negro na novela, mas sempre transitando entre o servir cafezinho e ser a amiga conselheira da Vera Fisher se ofenderam. Democracia racial Global.&lt;br /&gt;                   Em Wall Street, os brancos de olhos azuis não se ofenderam, por que para eles isso é a profissão de fé do mercado. Sua crença no Destino Manifesto, calcada em Weber e sua ética protestante no espírito do Capitalismo, são tão redundantes que discutir democracia racial é perda de tempo (e de dinheiro). Os imigrantes ingleses radicados nos EUA nunca pensaram em democracia racial e sim, em manter os negros nas lavouras de algodão, e os índios, abaixo da terra. Em 1861, Abraham Lincoln deixou claro que o desenvolvimento e o progresso dos EUA não estavam, obrigatoriamente, atados a causa abolicionista. O presidente Abe nunca pensou na abolição como justiça, mas sim, como enfraquecimento nevrálgico dos produtores do Sul, já que perdiam sua mão de obra barata. Lincoln é tido por brancos de olhos azuis e por negros dos EUA como um apaziguador, não como militante do abolicionismo.&lt;br /&gt;                    Nenhum de nós nunca encontrou um banqueiro de Wall Street, mas sabe perfeitamente, que nenhum deles é negro, índio, xicano, ou que é uma  mulher negra. Esses conceitos de radicalidade estão muito claros. O moralismo da Rede Globo tenta disfarçar uma obviedade que é o alto teor de preconceito na economia. Por um lado, os países colonizados da África, Ásia e América, com populações de “brancos puros” bastante restritas, se mantêm periféricos e sub-desenvolvidos. Por outro, nos EUA, a população de negros é enorme, mas ocupando cargos subalternos. No Brasil, os brancos pobres, juntamente com indígenas e negros, foram excluídos do desenvolvimento econômico, a ponto dos 5% mais ricos do país (brancos!) deterem consigo, metade da renda nacional. Não há dúvida, de que a afirmação de Lula é verdadeira. Popular, por um lado, científica por outro, mas verdadeira. &lt;br /&gt;                    Não é incomum se enxergar o “normal” como homem branco e heterossexual. É um pouco do American Way of life. Também não é estranho, adotar a visão ingênua de que os anjos são sim, brancos e com cabelos cacheados (fruto do paganismo Greco-romano e do Renascentismo). Tudo isso, é um retrato do racismo cultural que nos move, mesmo que não saibamos e não notemos, e mesmo que as vezes, não tenhamos sequer consciência disso. A beleza dos olhos azuis e verde é encantadora e não há nada demais nisso, mas deve-se questionar por que os símbolos de beleza são sempre europeus. Não há referencial de beleza indígena ou negróide. A própria história da Arte é a história da Arte européia e dos seus juízos de valor. Era dessa forma em 1540, e funciona assim em 2009. Lula, portanto, faz a defesa da sua classe, o que é normal e corriqueiro em situações limítrofes. O próprio Pefelista Cláudio Lembo, ex-governador de São Paulo declarou à Carta Capital, em novembro de 2007: Somos fruto da mesquinhez da nossa elite branca. Seja no Brasil, ou nos EUA, o racismo é evidente. No Brasil, entretanto, a Globo já achou a sua solução: Ficar em silêncio até que o passado se esvaia e esqueçamos de nos olhar no espelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 1º de abril de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2640039408791448589?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2640039408791448589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2640039408791448589' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2640039408791448589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2640039408791448589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/05/lula-e-os-brancos-de-olhos-azuis.html' title='Lula e os brancos de olhos azuis.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SgXxJnSw_MI/AAAAAAAAAFw/6ZuZbdboMkk/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-4920205832460997610</id><published>2009-05-09T14:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T14:06:22.088-07:00</updated><title type='text'>Luis Mauro Vianna numa feira de livros.</title><content type='html'>Eu encontrei o Luis Mauro Vianna numa feira de livros. Eu, com muitos livros na cabeça  e pouco dinheiro para adquiri-los e o Luis Mauro com aquele sorriso tímido e um monte de saídas geniais nas frases. Aliás, é de autoria do Luis Mauro umas das frases mais dramáticas que já li nessa cidade onde sopra o nordeste e as pessoas enlouquecem de repente: Vou morrer e nem sei teu nome. Toda vez que o encontro, sinto vontade de lamentar algumas coisas, por que ele é um talento desperdiçado. Enquanto a grande mídia nos empurra um monte de lixo cultural, porcarias construídas e disseminadas para controlar e punir nossa cabeça burra, o Luis Mauro insiste em viver de cultura. Merece morrer de fome mesmo.&lt;br /&gt;            Provavelmente o Luis Mauro vá ficar no exílio mais um tempo. Não há como voltar. Se voltar, fica como o Everton Cosme ou morre por aí, sem deixar saudades na tela da RBS, como o Poeta pobre. Ou fica num canto qualquer, a imaginar a definição das utopias como o José Paulo Nobre. Não adianta. Aqui, assim que o sol se desentoca, cedinho, seja na Arte ou seja na mídia, a gente aprende que gente não foi feita pra ler, muito menos pra escrever. Gente é feita para ficar quieta, acreditando que o rádio diz a verdade e se não diz, é por que não existe. Eu lamento, Luis. &lt;br /&gt;             Nós estávamos por aqui há algum tempo. Foram caravelas a aportar nessa terra e depois os índios foram tombando em efeito dominó. Ninguém sabe o que aconteceu com os índios e ninguém pergunta. Eu me resumo, a saber, sobre o José que por aqui aportou e trouxe os horrores da Coroa. E fiquei quieto atrás das pedras a ver o terror vindo da Europa. Quando aprendi a falar, logo perdi o emprego. É só uma questão de tempo, até a gente sair da pobreza e ser empurrado para a miséria. Toda vez que uma nova caravela aporta, sei que o novo Senhor de Engenho empossado é igual ao anterior. É melhor ficar em silêncio. Em Rio Grande se cochicha. &lt;br /&gt;              Um dia, escutando a poesia do Luis Mauro, eu acabei chorando. Não tinha como não chorar, afinal nós somos testemunhas de que os senhores são sempre os mesmos. Podem ser vermelhos, ou podem ter sangue azul, mas são senhores, não adianta. Para eles, só se pode falar tendo conhecimento científico. E se tu tens, é melhor ser mudo. Não há nenhuma verdade que não possa ser construída, mudada, modificada ou manobrada pela bruxa da mídia. As vezes, fico pensando que o ser humano foi feito para ser mudo. Os senhores, são na verdade, itens de segurança para manter a paz. Ou nós tornam mudos, ou nos calam na marra. Se isso não funcionar, cortam as mãos. E se tentarmos fugir, ficamos sem os olhos e sem as pernas. O desemprego é uma maneira de nos humilhar publica e de nos calar automaticamente. Ou mais ou menos isso. Depende dos humores do mercado.&lt;br /&gt;   Fabiano da Costa, fevereiro de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-4920205832460997610?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/4920205832460997610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=4920205832460997610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4920205832460997610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4920205832460997610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/05/luis-mauro-vianna-numa-feira-de-livros.html' title='Luis Mauro Vianna numa feira de livros.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-4601378747617710735</id><published>2009-04-07T09:56:00.000-07:00</published><updated>2009-04-08T09:47:23.082-07:00</updated><title type='text'>Foram apenas 15 anos.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SdzVDD3QgoI/AAAAAAAAAFo/jvkwoEm3nwE/s1600-h/cobain.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 257px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SdzVDD3QgoI/AAAAAAAAAFo/jvkwoEm3nwE/s320/cobain.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322363108198482562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil medir o impacto que Kurt Cobain teve sobre a música pop. Na verdade, sobre todo o comportamento dos adolescentes num período muito breve, mas por outro lado, bastante intenso, que foram os (loucos) anos 90. Cobain foi, em tese, um produto lançado pela mídia, que saiu de linha com defeito, mas consumido em longa escala por todo o escalão underground. Para aqueles, que como eu, acompanharam o Nirvana desde o estouro de “Smells like teen spirit” nas FMs (novembro de 1991) e saíram encomendando o LP “Nevermind”, foi fácil enxergar que alguma coisa estava acontecendo. O mundo pop e tudo aquilo que estávamos escutando até então, não seriam mais os mesmos. As bandas que já curtíamos como Jane´s Addiction, TSOL e outras, passariam a ser consumidas pelo mercadão.&lt;br /&gt;                  Kurt Cobain não abriu o mercado para o underground. Na verdade, este trabalho não foi sequer feito por uma banda de Seattle, mas por uma californiana, chamada sugestivamente de “Jane´s Addiction” (Vício de Jane), com o álbum “Nothing´s shocking” (1989). O Nirvana pôde sim, e com muita competência, escancarar essa brecha. Se antes, nós conhecíamos “Change Today” do TSOL, o Nirvana lembrou a milhões de pessoas, que dentre o underground, existiam essas pérolas. A frente da mídia, Cobain personificou um intenso Sid Vicious, que se engorda para se auto-consumir, mas sem o humor sórdido de um Johnny Rotten. Na verdade, Kurt Cobain não dispunha de nenhum humor. Não é por acaso, que seu segundo disco, um marco na história do rock contemporâneo, tem a mórbida semelhança no título (“Nevermind”), com o único disco dos Sex Pistols: Os dois eram fenômenos intensos, lucrativos, porém, como sua própria essência indica, efêmeros. Kurt fez o seu papel. O que se discute é: Precisava ser tão rápido?&lt;br /&gt;                  No dia da morte de Kurt Cobain (8/4/1994), eu fui até a casa do Rafael. Lembro que ficamos sentados esperando escutar algo mais confiante, já que uma série de boatos surgia. Estava com uma camiseta branca amarrotada, surrada e um jeans velho, rasgado no joelho naturalmente, por uso, e não por moda. Além do cabelo comprido e dos brincos, estavam na minha cabeça, uma série de indagações, nas quais, lembro agora, o valor da ascendente URV (Unidade Real de valor) e a de quanto tempo os anos 90 ainda restariam. Pouco depois foi confirmada a morte do “vocalista do Nirvana” e ficamos em silêncio, estupefatos, de como alguém alcançou tudo e colocou esse tudo fora. Falávamos sobre isso. Era tarde de sol fraco e vento. Uma desgraça anunciando o outono.&lt;br /&gt;                   Passados três anos da morte de Kurt Cobain, escrevi um ensaio sobre esse fato num fanzine. Não vou repetir o que já disse à época, ainda que sinta as mesmas coisas. De qualquer forma, hoje, mais maduro, enxergo que algumas pessoas não sabem lidar com as pressões e nem sequer contenham aquilo a que chamam de “atitude”. Kurt, na verdade, a contragosto, foi empurrado por boa parte do caminho. Nós, que comprávamos os discos, as revistas, e vimos o show do Hollywood Rock 1993 (no meu caso, pela TV), já sabíamos que aquilo era grande demais, mesmo para nossa época, mas também, tão rápido quanto. Cobain personificou um espírito de mudança que rondava o mundo e a nós mesmos no inicio dos anos 90: Democracia, liberdades individuais, fim aos namoros normais, e uma série de alterações no comportamento jovem aconteceram nesse período. Para nós, nesse lado da borda do mundo, tudo que importou por um período, foi a queda de Collor (1992) e o sonho de Lula (1994), os fanzines falando de Anarquia e um monte de discos bacanas, que graças a abertura do mercado, nos chegavam. Estávamos tão encantados com tantas coisas, com as camisetas pretas, com as gurias com discursos feministas, com as festas nas casas dos amigos rolando LPs, que por muito, não compreendemos que Kurt Cobain era parte desse espírito, que aliena, mas que por outro lado, se não prolonga, pelo menos dá mais sentido à vida.&lt;br /&gt;                 Hoje, é bastante viável, que as hostes mais conservadoras usem Cobain como um exemplo do que não se deve fazer. Para nós, o vocalista do Nirvana, encarnou por alguns minutos (e lembro bem, da tarde fria de 1992, na vitrine da JH Santos, vendo “Territorial Pissings” no Programa Livre) tudo aquilo que estávamos e sempre estamos a fim de fazer, seja aos 16, seja aos 32. O motivo de tudo isso, é bastante simples: o conservadorismo, a chatice e a moral ainda são as mesmas. As novelas assistidas pelo Clube de mães ainda são as mesmas ou têm as mesmas tramas. As matérias do Jornal Nacional ainda são as mesmas, e os inimigos da boa sociedade brasileira ainda são os mesmos. Para que mudar, se os inimigos fazem questão de serem os mesmos? Não precisamos nesse caso de criatividade, mas sim, de longevidade. Se tivéssemos isso, Kurt Cobain ainda estaria aqui, lamentando o fim da sua juventude, mas curtindo o pouquinho que ela ainda poderia lhe render.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 7 de abril de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-4601378747617710735?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/4601378747617710735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=4601378747617710735' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4601378747617710735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4601378747617710735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/04/foram-apenas-15-anos.html' title='Foram apenas 15 anos.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SdzVDD3QgoI/AAAAAAAAAFo/jvkwoEm3nwE/s72-c/cobain.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-8893408614403438917</id><published>2009-03-18T10:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T11:05:46.611-07:00</updated><title type='text'>Quem tem o poder no interior do Brasil e o que faz com ele.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/ScEyf-oM4yI/AAAAAAAAAFQ/OtHLFD84W5o/s1600-h/26_mvg_pais_gilmarmendes.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/ScEyf-oM4yI/AAAAAAAAAFQ/OtHLFD84W5o/s320/26_mvg_pais_gilmarmendes.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314584560242844450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;    Gilmar Mendes não esconde seu posicionamento político: É direita. Juiz da Alta Côrte, Presidente do STF e latifundiário em MS, defende sua classe de maneira inequívoca. Ele é o símbolo da parcialidade política, do abuso de poder dos nossos 500 anos de submissão. Ainda que não hajam de fato, acusações contra ele, age conforme a sua classe senhorial. Segundo a Pastoral da terra, Gilmar Mendes é o símbolo maior do grileiro de terras que não mede esforços e governa para e com os amigos. “Que deus nos livre de juízes como Gilmar Mendes” dizia a nota oficial de 6 de março da Pastoral da terra. Amém. &lt;br /&gt;    O presidente do STF é o oligarca patético, que sustentado por dinheiro público, passa a não enxergar mais as leis. As troca, enrola, modifca e interpreta conforme a sua própria vontade. Sendo Gilmar Mendes um fazendeiro, podemos pensar se há ou não, privilégios feudais neste país. É de se pensar mesmo.&lt;br /&gt;    No interior de SP, o problema é outro e bem maior, mas ainda ligado ao poderio rural: Em Catanduva, uma rede de pedofilia foi desmontada depois de violentar e explorar sexualmente mais de 20 crianças e aliciar outras dezenas delas. O episódio chocante foi denotado pela prisão de um borracheiro, que sendo preso pelo estupro de um gurizinho, desfiou o restante do grupo, que a se saber é formado pela alta classe da cidade de Catanduva, com advogados, médicos, empresários e usineiros. Único preso, o borracheiro “Zé das pipas” passou a ser defendido pelo advogado mais caro da região, pago por alguns grandes detentores de terra da região. Coincidência, espírito cristão, boa ação? Pior: Os pais das vítimas estão sendo ameaçados de morte, seguidos e intimidados pelos capangas dos fazendeiros da Cana. Isso é de e para vomitar. &lt;br /&gt;      &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/ScEzACHld7I/AAAAAAAAAFY/pWKHg9K2pRs/s1600-h/0,,10956641,00.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/ScEzACHld7I/AAAAAAAAAFY/pWKHg9K2pRs/s320/0,,10956641,00.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314585110935599026" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;     A realidade é bastante clara: Ainda que 80% da população esteja nos centros urbanos, é no campo que se concentra o poder político, e por conseqüência, a maior impunidade deste país. O poder de Foucault, aquele abstrato, mas que está nas entranhas da informação e da comunicação, é bastante sólido na zona rural brasileira. Recentemente, o MST (Movimento dos Sem-terra) em uma ação ousada, matou 4 jagunços numa fazenda nordestina. Ainda que a mídia insista em chamá-los de seguranças, não explicou o que faziam com rifles e revólveres. Os jagunços assassinados são a maior prova do Estado paralelo dos Coronéis. O Estado real, aquele fomentado com impostos, não age contra eles, não estabelece limites e se o tenta, é barrado por deputados e senadores da bancada da terra e da UDR (União democrática ruralista) como Ronaldo Caiado. Ou é freado por gente como Gilmar Mendes. Ou para nos vários acordos que Lula e a cúpula Petista fecharam no Congresso com José Sarney, Romero Jucá e Severino Cavalcanti. Tudo em nome da governabilidade.&lt;br /&gt;     &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/ScEzdHTY9rI/AAAAAAAAAFg/8-LwJvagDdo/s1600-h/sperotto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 218px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/ScEzdHTY9rI/AAAAAAAAAFg/8-LwJvagDdo/s320/sperotto.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314585610543494834" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; No RS, não é diferente: O Ministério Público vetou as escolas em assentamentos do MST, por que as considera ideológicas. Ora, e a educação moralista, hipócrita e conservadora dos valores judaico-cristãos não é ideologizante? Por outro lado, enquanto o MST é proibido de educar nos seus padrões, o Governo do Estado fecha convênios na área de educação com as poderosas da Celulose como a Votorantin. Alguém acredita que essas ações não estão coligadas ideologicamente? Aliás, um dos maiores apoiadores do Governo canalha e opressor de Yeda Crusis é Carlos Sperotto, da FARSUL, maior entidade de classe dos latifundiários locais. O pior é encontrar os defensores dos coronéis na mídia, tidos como pensadores respeitáveis: Olavo de Carvalho, defensor da supressão imediata do MST e o terrível Diogo Mainardi, que não titubeia na ora de legalizar a violência policial contra os sem-terra.  Para Mainardi, o Estado pode falhar na saúde, na educação e na geração de empregos. Mas na hora de impor-se como instituição e mostrar existência, tem de ser pela força (Foucault novamente). Por isso, mostrar sua onipresença à sociedade brasileira é antes de tudo, apontar armas e mirar nos descamisados do MST. Não temam: O Estado existe.&lt;br /&gt;     Vários países capitalistas já aceitaram a obviedade da reforma agrária. Até mesmo por que o latifúndio emerge como o Estado Paralelo, que mina e domina vários setores da sociedade civil. Nas sociedades socialistas ele é impensável. Na Polônia, entretanto, um novo modelo foi tentado: O latifúndio era mantido e o Estado tinha controle sobre sua produção e a distribuição e exportação de excedentes. O PCP (Partido Comunista português) criticou essa orientação, mas reconheceu que era um caminho provisório. No entanto, o latifúndio é algo atrasado. É a reflexão maior da Casa Grande e dos Jucas Badarós da Sociedade brasileira. Dentro dos seus limites, se reflete a lógica dos privilégios feudais: O fazendeiro não responde à lei alguma. Faz sua própria segurança e estabelece ele mesmo, a sua justiça classista. Quem sustenta o trabalho escravo no Norte e Nordeste brasileiros? Quem mantêm a troca de crianças por sacos de comida nas áreas miseráveis deste país? Quem mata líderes seringueiros, sindicalistas e militantes pela reforma agrária? Os latifundiários.&lt;br /&gt;      Não bastasse isso, é deprimente enxergar nas Universidades, os novos servis ao velho regime do latifúndio. Estudantes contra o MST, estudantes dispostos a trabalhar e defender os privilégios dos Coronéis, estudantes que mesmo nada ganhando desses senhores onipotentes, acreditam que o latifúndio é a melhor maneira de barrar e derrubar os inimigos da sociedade brasileira. Por isso, na década de 70 estabeleceu-se o sistema de cotas para filhos de fazendeiros: Havia um número certo de vagas para os mesmos em cursos como Agronomia ou veterinária. Era uma tentativa de manter o latifúndio, o modernizando e tornando mais poderoso no agrobusiness. A educação dos doutores ainda não mudou nesse país. É só dar uma olhada nos novos capachos. &lt;br /&gt;       O Brasil precisa de uma reforma agrária, “na lei ou na marra”. Manter o latifúndio é um crime contra a nossa economia e um emperro contra qualquer projeto de desenvolvimento econômico num país com a potencialidade agrária como o Brasil. Essa reforma precisa ser pensada: No Camboja, em seu nome, foram mortas milhões de pessoas. O Estado supriu a ausência da crueldade dos Terra-tenientes. Em Cuba, ela se tornou exemplar, com o Estado dando a posse da terra aos camponeses, mas controlando a sua atividade econômica. Por fim, é preciso dizer a obviedade, que em qualquer sociedade o latifúndio é tão perigoso para a democracia, quanto a grande propriedade privada. Numa terra onde alguns morrem de fome, enquanto seu país produz 15% da comida do planeta diariamente, fica claro que a reforma agrária dos portugueses com as sesmarias, não deu certo, mas o modelo deixou profundas cicatrizes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, domingo, dia 15 de março de 2009.&lt;br /&gt;Fotos: Gilmar Mendes, Presidente do STF (Supremo tribunal federal), Ronaldo Caiado, deputado federal pelo Democratas e representante da UDR (União democrática ruralista) e Carlos Sperotto, Presidente da FARSUL (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-8893408614403438917?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/8893408614403438917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=8893408614403438917' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8893408614403438917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8893408614403438917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/03/quem-tem-o-poder-no-interior-do-brasil.html' title='Quem tem o poder no interior do Brasil e o que faz com ele.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/ScEyf-oM4yI/AAAAAAAAAFQ/OtHLFD84W5o/s72-c/26_mvg_pais_gilmarmendes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5888539588091964192</id><published>2009-03-18T10:34:00.000-07:00</published><updated>2009-03-18T10:36:04.562-07:00</updated><title type='text'>A beleza e o que ela pode acarretar ideologicamente.</title><content type='html'>O melhor debate é o debate de Arte. É o mais profundo. Nada o supera. Posso parecer ufanista, mas ele abre guias para quaisquer outras conversações. Gera, como nenhum outro é bem verdade, uma guerra de egos, de opiniões, de posições políticas e ideológicas. Quando é bem sustentado, porém, mesmo que não concorde, gera um prazer enorme em sua oralidade. Alguém consegue não gostar de ver Ferreira Gullar, Décio Pignatari ou Caetano Veloso debatendo Arte?&lt;br /&gt;    O Problema é a idéia da beleza. O aceitável é sempre a valorização do objeto que nos parece menos feio. E o que seria beleza? Para os gregos, povo atado à prática dos esportes e do culto à boa alimentação, era se ter curvas perfeitas. Esse ideal, no período da helenização de Roma deu formas definitivas aos deuses da guerra e do Império. Fortemente influenciados pela estética grega, os romanos empreendiam uma campanha de aculturação dos povos dominados. A Língua, a cultura e a aceitação de sua cultura eram sinônimo de beleza. Prova disso, é que como sustenta Ernest Renan em “Origens do Cristianismo”, Jesus Cristo não falava o grego por ser de uma classe baixa na Judéia. A beleza da língua e da cultura helenística não estava acessível aos da classe mais baixa. &lt;br /&gt;    Então, como defender o belo? No seu estudo sobre a História das Artes Visuais, “Conceitos fundamentais da História da Arte” Henrich Wölfflin (1915) foi categórico em definir uma primeira etapa entre os lineares e os pictórios. Os lineares surgiram por colocar a linha na construção do objeto, o que mostrava claramente o desenho e a pureza das formas. Os pictórios, especialmente representados por Rembrandt, fizeram a pintura representar a construção das mesmas. A linha não desapareceu, mas se tornou invisível. O objeto real, facilmente assimilado pelo ideal de perfeição fora substituído pela impressão que temos de ver as formas, os movimentos, e nos estudos de cor e sombra, abrir uma porta para o que seriam os impressionistas. Como subverteram a linha, os pictórios inicialmente não foram bem vistos. E hoje? Alguém se atreveria a falar de Rubens? &lt;br /&gt;    Foi no Curso de Artes da FURG, que entre os alunos, encontrei o maior ranço de preconceito e conservadorismo “a favor do belo”. Uma traição, de fato, contra a espontaneidade da Arte. Uma horda de conservadores, chegava no curso e na universidade para sustentar o vigente. E pior: Não eram os conservadores como Dali, em busca dos valores greco-romanos e da renascença, mas sim, modelos frustradas, funkeiras desempregadas, pseudo-halterofilistas em busca de alguém para adorar seus músculos. Essa coisa vazia, esse hedonismo  sem razão, quase suprimiu toda e qualquer liberdade. Hoje, ao ver a atual discussão entre colegas de curso, reconheço que elas são bem mais produtivas, mais carregadas e fundamentadas (ainda que a grande massa do Curso, seja formada por pessoas que não discutam e nem sequer gostem de Arte). Porém por mais que se tenham boas articulações dialéticas e se copiem textos e mais textos da internet, o preconceito ainda é o mesmo: Beleza é aquilo feito por um grande mestre clássico, enquanto o novo, é subversão. Para legalizar a sua opinião pela internet (por que não debatem no Curso), os neo-gregos deixam de ser atenienses e passam a ser espartanos: A beleza é legalizada pela força, pela onipotência e pela falta de respeito. Isso me faz lembrar algo que esses mesmos “proto-historiadores” de Arte (que “estudam bastante”) não conhecem: A beleza pela conceituação nazista. Em 1938, para divulgar o fim da feiúra na Arte (e isso me lembra a funkeira-mor do Curso, que disse não tolerar “gente feia”), Hitler organizou a Exposição Universal que elevava os pintores do realismo alemão e depreciava gente como Edward Münch, Egon Schiele e Cézanne. Os trabalhos de Picasso, por exemplo, eram apresentados ao lado de fotos de deficientes físicos e mentais, com a seguinte frase: “Arte degenerada, por judeus e comunistas”. Aliás, Dali, o maior defensor da beleza da Arte como item fundamental em sua manutenção elitista, dizia que a feiúra da mesma era fruto de modernosos ou comunistas-stalinistas (ainda que o respeite, isso mostra desconhecimento histórico, já que quem fomentou o realismo na URSS, foi justamente Stalin). Faça-se justiça: É preferível os proto-historiadores conservadores, que gostem de Arte, dos que as funkeiras atrás de um diploma. Aliás, não há sequer comparação entre essas pessoas. Me desculpem as proto-historiadoras.&lt;br /&gt;     Esse exemplo é bastante pungente: Não que essas pessoas legalizem isso ou sejam alucinadas pela forma grega de mundo, mas passam a enxergar beleza somente na sua estética. Um estudante de Arte(s), um pensador ou pesquisador, ou como eu, um produtor de Arte, não pode estar sujeito à essas armadilhas. Elas refletem uma intolerância ideológica bastante forte no século XX, quando a estética passou a ser decisiva como elemento reacionário, justamente contra a modernidade tanto na produção de Arte, como na idealização de mundo. Ninguém poderia diminuir a importância de um Tiepollo, de um Bosch, de um Dührer, mas achar que a construção de beleza é somente o que nos faz bem aos olhos, assim como achar que só pode ser tratado com respeito alguém que pense e aja como nós, é algo infundado para a sociedade democrática. Eu, de minha parte, acho mais beleza em Egon Schiele que em Pollock (talvez ainda atado ao figurativo?), mas não acho um fã de Pollock ou Turner, ou de Mondrian ou Antônio Bendeira uma pessoas sem conhecimento de causa, ignorante ou alienada. Isso é um sentimento, e que passa por todo um processo de experiências estéticas, vivências e construção do mnemônico. Vale pensar nisso antes de atingir as pessoas com tanta virulência e prepotência. &lt;br /&gt;      Por fim, vale a ressalva curiosa de quem defende a vanguarda, sem fazer parte dela. Ora, é típico da Arte estar contra o reacionário e ao lado do novo, do revolucionário (Já diriam Gregory Bathcock e Herbert Read). Defender posições conservadoras, direitistas, moralistas (contra os homossexuais por exemplo), não assinar comentários (por medo e por não sustentar o debate), desvalorizar a produção de Arte e a pesquisa numa linha dissonante da sua, é antes de tudo, uma ode ao passado que a Arte quer esquecer: A Arte da elite (belíssima aos olhos, mas inócua à sociedade), defendida por gente que defende o rei e baba pelo príncipe, mas que na corte, não chega nem a bobo.&lt;br /&gt;      Fabiano, 15/3/2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5888539588091964192?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5888539588091964192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5888539588091964192' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5888539588091964192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5888539588091964192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/03/beleza-e-o-que-ela-pode-acarretar.html' title='A beleza e o que ela pode acarretar ideologicamente.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-68152550720302541</id><published>2009-02-18T07:58:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T08:03:17.148-08:00</updated><title type='text'>O espetáculo da Direita riograndina e a sua reafirmação (acreditem) ideológica.</title><content type='html'>Entre os dias 9 e 10 de fevereiro, a Câmara de Vereadores de Rio Grande vivenciou alguns de seus mais pungentes embates. De um lado, a Esquerda, com os 4 vereadores da Frente Popular, e mais os setores progressistas (leia-se o PDT), do outro, os 8 vereadores que compõe a base aliada do executivo municipal, sustentada na Câmara, por PMDB (4 vereadores), PPS (2), PTB (1) e PSDB (1). No cerne da questão, mais um tema correlacionado ao tão polêmico transporte coletivo. Baseado no projeto de lei fundamentado pelo ex-vereador Jair Rizzo (atual membro do executivo e filiado ao PSB), entrou em votação uma nova medida no inicio de fevereiro, que obrigaria toda a frota de coletivos do município a rodar com cortinas. Segundo Rizzo (que mesmo defendendo o atual executivo, em seu mandato passado, sempre foi um progressista na melhor condição da palavra), o uso da cortina preveniria o câncer de pele nos usuários e proporcionaria mais conforto aos mesmos. Vale lembrar, que o uso de cortinas nos coletivos municipais é recomendação de dermatologistas, dado o alerta de que o município está em uma área crítica em meio ao rombo da camada de ozônio.&lt;br /&gt;Assim que a proposta caiu na Câmara, os setores de Direita e seus aliados, logo mobilizaram uma votação maciça para que o projeto não fosse aprovado. Essa mesma base foi a que apoiou incondicionalmente o aumento do preço da tarifa do transporte, e  vem sendo chamada há mais de uma década de “bancada da Noiva do Mar” (a maior empresa do município que concentra consigo mais de 90% das linhas). Até aí, nada nos surpreenderia. O que chocou a todos, foi a saraivada de motivos para não aprovar o uso de cortinas nos coletivos: Segundo o vereador Thiaguinho, do PMDB (que se deixa ser o representante da juventude riograndina), sua negação seria por motivos de segurança, já que o número de assaltos aos ônibus tenderia a aumentar (Entendo eu que os assaltantes tirariam todas as cortinas, ou durante o dia, pediriam que as mesmas fossem fechadas para melhor privacidade no seu ato marginal). Já Wilson Batista, o “Kanelão” (PMDB) e Giovani (PTB), se revezaram na preocupação da saúde pública, já que “a população riograndina se limparia nas cortinas e poderíamos ter epidemias”. Diante dessas afirmações, o projeto foi reprovado. Para terminar, pior que as sessões costumeiras de silêncio da Vereadora e Primeira Dama Luciane Compiani (que se afasta dos debates na maior parte das sessões)o reinado já aparentou rachaduras. Indignado com algumas afirmações do Jornal Agora, que teriam sido proferidas pelo ex-vereador Jair Rizzo, Thiaguinho chamou o colega de governo de “mentiroso e responsável por inverdades”. Já Kanelão, que com Renato Albuquerque (PMDB) compõe a base mais reacionária da bancada, alegou que o atual secretário “não teve competência para aprovar esse projeto antes e não seria agora que o faria”. Ainda completou com a seguinte frase: “Votei contra na primeira vez e vou votar contra novamente”. Não, segundo os vereadores, não existe a tal bancada da Noiva do Mar. Mesmo que os vereadores Renato Albuquerque e Giovani admitam que o transporte coletivo deva ser sim alvo de debates, os dois traçam alianças em defesa do atual modelo. Albuquerque, inimigo declarado da Frente Popular, chegou a alegar que “a colocação das cortinas na frota urbana daria motivos para o aumento do preço da tarifa”. Lembrete: A empresa Cotista já emprega as cortinas em seus veículos e o aumento mais recente, foi na véspera de fim-de-ano, quando, como noticiamos, a passagem chegou a R$ 2,05.&lt;br /&gt;A investida da Direita riograndina não é algo de se estranhar. Sempre atuante quando se trata de manter o sistema de transportes atual, seus membros tem um histórico invejável contra os movimentos sociais e contra a sociedade civil organizada. Alguns, foram da antiga ARENA, outros trilharam o caminho mais fácil, de figuras de festinhas e colunas sociais para a Câmara. No fim, todos se entendem, já que não têm respeito algum pelas suas próprias bases, sendo eleitos por um enorme número de pessoas das periferias, onde o PMDB e a base aliada são invencíveis. Ao menos, as discussões na Câmara tem nos dado um retrato disso. No dia 16/2, o embate entre a Direita e a Esquerda fora tão desmedido, que Júlio Martins (PC do B) lembrou o passado Arenista de Renato Albuquerque, enquanto o mesmo recorria à História para alegar que o Orçamento participativo não foi uma construção Petista (e realmente não foi). No dia 16 também foi discutido o Projeto do Vereador Thiaguinho, que institucionalizará o ensino da História da Cidade do Rio Grande como parte do currículo municipal. O que é uma boa idéia, pode conter um problema: A Velha maneira de contar a História municipal com seus mitos e heróis, homens de brilhantismo natural e guiados pela bravura dos portugueses. Um aperitivo da literatura positivista. É bom que se pense nisso: História para educar e formar cidadãos, ou história para turista ler? Enquanto isso no ínterim da Câmara, podemos dizer que Renato Albuquerque ao menos definiu a base aliada, o que de fato, deixa o embate mais atraente. Na legislatura passada, sem ele, o PMDB não se assumia de Direita em hipótese alguma. O que faltou nos últimos 4 anos, agora, sobra pelas janelas: O debate polarizado, bastante claro e que tem posições bem distintas. Para os que odeiam a Esquerda e tentam construir uma caça “aos comunas” na cidade, eis um prato cheio e uma mão amiga nessa empreitada difícil: A base aliada da nossa Câmara, de Direita e bem resolvida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-68152550720302541?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/68152550720302541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=68152550720302541' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/68152550720302541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/68152550720302541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/02/o-espetaculo-da-direita-riograndina-e.html' title='O espetáculo da Direita riograndina e a sua reafirmação (acreditem) ideológica.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-6636196528304525392</id><published>2009-02-18T07:48:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T15:01:07.399-08:00</updated><title type='text'>História: O que foi o Tucanato?</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SZwvwGOcpdI/AAAAAAAAAFA/mzcjxPHmVqA/s1600-h/mendigos.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 279px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SZwvwGOcpdI/AAAAAAAAAFA/mzcjxPHmVqA/s320/mendigos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304166964487038418" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Dicionário: Regime altamente hierarquizado, constituído pela dissonância entre teoria e prática e que ao reprimir os descontentes, utilizou-se das mais diversas formas, como matar através da fome. Seus membros estavam divididos em dois grupos principais: Os tucanos, com discurso democrático, mas fortemente respaldados pelos meios de repressão policial e os aliados, financiados externamente pelo capital estadunidense e internamente pelos coronéis e usineiros do Norte e Nordeste brasileiros. Também empreenderam uma grande venda dos bens do Estado, na tentativa de acabar com o mesmo e financiar a vinda de um maior número de multi-nacionais.&lt;br /&gt;História: O Regime de Tucanato foi constituído entre 1994 e 2002. Alguns historiadores &lt;br /&gt;entretanto, consideram seu antecessor direto, o Marajá Fernando Collor do Vice-Reino das Alagoas, a partir de 1990. Este Marajá passou a desonerar o Estado e para isso vendeu parte dos bens do mesmo. Também loteou alguns bens públicos para o uso-fruto dos amigos. Quando deposto, em 1992, seu vice, Itamar O Controverso, contratou vários Tucanos (vide Tucanos) para modernizar a economia. Nesse momento, surge a figura de Fernando Henrique Cardoso, sociólogo que estudou na Metrópole e implementou na Colônia a política Neo-liberal: Saquear os bens públicos, os vendendo aos mega investidores europeus e estadunidenses, amigos da Alta Corte, a um preço muito abaixo do mercado.&lt;br /&gt;Assumindo oficialmente em 1995, o já entronizado Rei Fernando Henrique passou a fazer alianças e expandir sua força sobre todo o Império. Para isso, modificou as regras de aposentadoria, fazendo com que os idosos trabalhassem até a chamada “invalidez” para o sistema. Após esse tempo, os idosos, chamados “velhos” pelos amigos do Rei ganhavam ração a base de pão e água e não podiam dispor de atendimento médico. Algumas revoltas foram ensaiadas. Orientado pelos Condes da Nobreza por um lado e pelos velhos Coronéis, brigadeiros e Almirantes entreguistas por outro, fez cair a mão pesada sobre o povo: Em 1997, em Carajás fez vista grossa quando seus aliados políticos massacraram trabalhadores sem terra, famintos e doentes.  Neste mesmo ano, suspeita-se, ordenou que os deputados da Assembléia burguesa recebessem um pagamento por serviços prestados contra o povo e a favor do Reino. Assim, foi aprovado que o Rei poderia ser reeleito se o quisesse. Alguns arqueólogos acharam evidencias de que isso se tornaria uma prática constante daí em diante que culminaria no conhecido “Mensalão”. Adulados e sustentados, os deputados vetaram CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) e aprovaram um programa de privatizações, que atraiu comerciantes, mercadores e especuladores de todo o mundo. O Rei vendeu de tudo, de telefônicas a ferrovias, passando por empresas de saneamento. Também tentou vender as Universidades e hospitais, mas um levante o impediu. Um dos seus Condes, Serra O Fala Mansa, ficou famoso pelo tratamento dado aos mendigos de São Paulo, quando ao procurarem abrigo em prédios abandonados, foram reprimidos com violência por sua Polícia política. Foi esse Conde que tentou se tornar rei, mas perdeu as eleições em 2002. Alguns de seus aliados tinham fixa suja: Elizeu Padilha, Ministro dos transportes, deixou o Reino investigado pelo sumiço de milhões de moedas do Império. Também passou a vender estradas alucinadamente, assinando contratos que não obrigavam os donos de pedágio a duplicar as pistas encampadas. O Coronel Antônio Carlos Magalhães, conhecido por sua truculência e por mandar silenciar os desafetos do Reino, orgulhava-se de estar ao lado de todos os Reis e fomentando discórdias. Proibiu o voto secreto na Câmara dos Deputados. O Ministro da Educação, Paulo Renato tentou vender as Universidades e trocá-las por empréstimos do FMI (Fundo Monetário Internacional). O Conde Paulo Maluf e seu serviçal, Celso Pitta foram flagrados mandando dinheiro para a Metrópole. O Rei perdeu dois fortes aliados: O deputado Luiz Eduardo Magalhães e o Ministro das Comunicações Sérgio Motta. Suas mortes abalaram o governo num momento em que as vendas estavam grandes e até a maior Estatal lucrativa, a Vale do Rio Doce era dada de presente aos turistas da Metrópole. Em 2000, o Rei comemorou os 500 anos de Colonização ininterruptos. Trouxe os descendentes dos assassinos de indígenas e comerciantes de escravos e deu-lhes um farto banquete. Ajoelhado perante a Metrópole, aproveitou para dar de presente empresas das mais diversas e matar o povo de fome. Caiu em 2002, após 8 anos de fracasso econômico, centenas de denuncias de corrupção e favorecimento de amigos e de ter dilapidado bens públicos. Após isso, voltou para seu lugar na Metrópole, onde é amado pelos colonizadores. Algumas de suas práticas, infelizmente, foram seguidas a risca pelos operários que tomaram o poder após sua queda.&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, sobreviveu ao Tucanato entre 1994 e 2002, é graduando em História pela FURG e formado em Artes Visuais pela mesma instituição.&lt;br /&gt;Foto: Jornal Vale Paraibano, 1997 (jornal.valeparaibano.com.br)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-6636196528304525392?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/6636196528304525392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=6636196528304525392' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6636196528304525392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6636196528304525392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/02/historia-o-que-foi-o-tucanato.html' title='História: O que foi o Tucanato?'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SZwvwGOcpdI/AAAAAAAAAFA/mzcjxPHmVqA/s72-c/mendigos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-8613440299667377848</id><published>2009-02-18T07:38:00.000-08:00</published><updated>2009-02-18T07:47:42.331-08:00</updated><title type='text'>Financiamento público de Campanha eleitoral: Dilma saiu na frente.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SZwtcrs4OeI/AAAAAAAAAE4/blADApn5598/s1600-h/lula-dilma-rio292.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 292px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SZwtcrs4OeI/AAAAAAAAAE4/blADApn5598/s320/lula-dilma-rio292.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304164431926147554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A discussão é grande: O financiamento das Campanhas eleitorais deve ser público ou não? A bancada da Esquerda na Câmara federal, em sua maioria, sustenta que isso seria a melhor maneira de frear a distância que existe entre as campanhas milionárias e as mais simples, dos partidos pequenos. Eu, de minha parte, acho que o dinheiro público não deve ser usado em campanhas eleitorais. Existem demandas mais interessantes e urgentes na sociedade. Também não nego que isso propicia o quadro atual: O PSDB e o DEM com seus milhões fornecidos pelo empresariado, enquanto os partidos nanicos não conseguem sustentar o transporte de seus candidatos. Por outro lado, evidentemente como alega a própria Direita, ter um financiamento público não afasta a possibilidade de um caixa 2 a completar a Campanha. Isso quer dizer que o financiamento público seria legalizado, mas o privado não. Me dói concordar com os tucanos, mas isso me parece lógico. Não é uma disputa entre certos e errados, mas constatações lógicas. O PSDB não quer o teto na Campanha, e eu não quero dinheiro público jogado fora. Chegamos enfim a um denominador comum.&lt;br /&gt;Por outro lado, a discussão pode ter suas ponderações: Financiamento público somente para partidos pequenos não é uma má idéia. Financiamento público por outro lado, com teto de despesas e acompanhemento da Fazenda também não. O problema é que, como já foi dito, isso pesa sobre o bolso do contribuinte. Dinheiro público tem de ser investido em educação, saúde, e qualidade de vida, o que desemboca em desenvolvimento econômico e segurança pública. Além disso, essa discussão é atrasada. Em 2008, César Buzatto, chefe da Casa Civil do Governo do RS, afirmou categoricamente em gravação feita pelo Vice-Governador Paulo Feijó, que as Estatais gaúchas financiavam campanhas do PSDB  e da sua base aliada na Assembléia legislativa. Obras públicas por todos os cantos, usadas a exaustão durante as eleições municipais em todo o país, são sustentadas com fundos públicos. E mais do que isso: Usar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) como sustentáculo da Campanha de Dilma Roussef à presidência também é financiamento público. Alguém aí não enxergou isso? Dilma, chefe da Casa Civil do Governo Lula, bastante lúcida politicamente e mulher de História respeitável, têm sido ovacionada como candidata na inauguração de grandes obras. Por mais que eu defenda o Governo Lula em vários aspectos e simpatize com a austeridade de Dilma Roussef, não posso concordar com isso. Essa é a visibilidade que não poderíamos angariar. O Ministério Público deveria proibir inaugurações com esse contexto, em todo o país, em quaisquer situações ou períodos. A Câmara dos Deputados, por outro lado, deveria aprovar um projeto proibindo inaugurações com solenidades públicas. Isso evidentemente, jamais passaria no Congresso. Mas seria o correto. Os deputados e senadores deveriam não discutir se o financiamento público deve ou não ser legalizado, mas como ele escapa na atual legislação e sim, como deve ser coibido.&lt;br /&gt;Fabiano da Costa. 18 de Fevereiro de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-8613440299667377848?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/8613440299667377848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=8613440299667377848' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8613440299667377848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8613440299667377848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/02/financiamento-publico-de-campanha.html' title='Financiamento público de Campanha eleitoral: Dilma saiu na frente.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SZwtcrs4OeI/AAAAAAAAAE4/blADApn5598/s72-c/lula-dilma-rio292.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-959718180525360830</id><published>2009-01-28T12:31:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T06:32:29.001-08:00</updated><title type='text'>50 anos da tomada de poder em Cuba: Mito e História imutáveis.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SYBrkVTfCdI/AAAAAAAAAEw/67dOZHwSAcU/s1600-h/416267.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 208px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SYBrkVTfCdI/AAAAAAAAAEw/67dOZHwSAcU/s320/416267.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296351433726036434" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês de janeiro, comemoram-se os 50 anos da tomada de poder pelos revolucionários em Cuba, o que como fato histórico, passaria a influenciar daí toda a cadeia política da América latina. Desde a posse do Movimento 26 de julho como órgão gestor no governo cubano, pode-se afirmar com certeza científica que a vida de milhões de pessoas foi modificada e para melhor. Não são apenas o enorme carisma de Fidel (o “Fido” como é carinhosamente chamado) ou as medidas sócio-protecionistas sobre a população, mas todo um emaranho de questões políticas e filosóficas.&lt;br /&gt;          Como já se sabe, a vitória do Movimento 26 de Julho (M 26-7) não foi somente por seus méritos. O ditador Fulgêncio Batista vinha nutrindo a antipatia generalizada dos liberais do Partido Ortodoxo, dos Comunistas, do Governo americano e da população cubana, oprimida e constantemente sabedora de enormes escândalos de corrupção. Podemos afirmar com certeza, que a queda do mesmo em 31 de dezembro de 1958, foi fruto de um somatório de descontentamentos. Os EUA apesar de terem amplo domínio político sobre Cuba e a usarem como estratégica base naval, estavam insatisfeitos com o desperdício de seus investimentos econômicos; Os liberais e os comunistas reclamavam maior abertura política; Já o povo, desejava não somente um pouco de democracia e crescimento econômico, mas maiores investimentos nas áreas de saúde e educação, parcamente oferecidas pelo governo cubano. O quadro era inevitável: Batista cairia em alguma ou outra hora.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SYBqvQYzr9I/AAAAAAAAAEo/jSZ8fCsHEgA/s1600-h/Che_Fidel_snak.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 263px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SYBqvQYzr9I/AAAAAAAAAEo/jSZ8fCsHEgA/s320/Che_Fidel_snak.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296350521873117138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;            Depois de golpes fracassados pela própria direita e pela ala jovem do Partido Ortodoxo (ao qual Fidel era ligado), em 1959, o M 26-7 desceu Sierra Maestra e tomou Havana. Saudados pelos populares, o governo revolucionário empossou o jurista liberal Alfredo Dórticos como presidente e deu a Fidel Castro o cargo de Primeiro-Ministro. No mesmo ano inicia uma reforma agrária, no qual (para quem ainda não sabe) a primeira extensão de terra a ser dividida era a fazenda da família de Fidel Castro. Dentro do próprio governo revolucionário, duas vertentes passam a se delinear: De um lado, os comunistas, capitaneados por Ernesto Che Guevara e por Raul Castro; Por outro, uma ala liberal, representada por Huber Mattos e que chegou a contar com Fidel anos antes. O primeiro grupo ganhou respaldo por dois pontos: O primeiro, por apresentar uma proposta efetiva de distribuição de renda, bastante diferente do modelo anterior, dependente da economia estadunidense; o segundo, por ser respaldado justamente pela oposição sistemática de Washington, que como se sabe, sustentou a carnificina de Batista. Em 1961, após a invasão fracassada dos EUA na Baía dos Porcos, o caminho estava traçado e Cuba se definiu como uma República socialista. Como pode se ver, o M 26-7 era um movimento liberal e democrático, mas não comunista como era a acusação do governo de Washington. O governo revolucionário logo enfrentou duas provas de fogo: Na Primeira, um maquiavélico plano da Igreja Católica que seqüestrou milhares de crianças e as levou para os EUA, com medo que no futuro os jovens fossem dominados pelo “Comunismo” – neste grupo estava Ana Mendieta, que no futuro voltaria à ilha como consagrada artista plástica; Na segunda, uma seqüência de atentados terroristas que vitimaram centenas de pessoas, todos eles organizados e cometidos pela CIA (E desses terroristas ninguém fala???).&lt;br /&gt;            Ainda que Cuba tenha cometido muitos equívocos em sua etapa de “descolonização”, é importante frisar que Fidel Castro, Guevara e o grupo de Camilo Cienfuegos realizaram reformas pedidas pela própria população cubana: Ensaiou uma reforma urbana, onde houve a abolição de aluguéis dando a casa a quem morava nela e sua escritura ao Estado Cubano; Retirou os bens da Igreja católica e constituiu um Estado laico, com liberdade de culto, dando assim maior respaldo ao sincretismo da Santeria; Puniu todos os envolvidos em crimes de cárcere, tortura e violência sexual no antigo regime, dando poder de justiça a tribunais populares, inclusive com as vítimas de Fulgêncio Batista; Organizou uma extensa reforma agrária, dando a posse da terra aos camponeses e dividindo os latifúndios em lotes; Expropriou todas as empresas norte-americanas, nacionalizando seus bens e reorganizando os postos de trabalho com melhores salários e jornada reduzida; Pois bem, ninguém pode acusar Cuba de não ter correspondido aos interesses de seu povo.&lt;br /&gt;         Há quem diga que o maior erro de Cuba foi ter se tornado um satélite caribenho da União soviética, mas isso deu sobrevivência e quem sabe, um charme maior à ilha. Permitiu a industrialização rápida de um país agrário, vendendo o açúcar acima dos preços do mercado internacional e trocando sua produção agrícola por petróleo. A união Soviética (a despeito de seus equívocos, crimes e contradições) obteve a segurança de que Cuba também não seria atacada pelos EUA em plena Guerra fria. Assim, Havana partiu para exportar sua Revolução: Chegou ao Continente africano, onde, para quem não sabe, financiou movimentos contra o Apartheid. Os movimentos de guerrilha latinos, organizados durante as piores ditaduras financiadas por Washington, recebiam armas e treinamento em Havana. E para quem não gosta de política, três expressivas leis firmadas em Cuba e apoiadas por Fidel: Uma, proibindo crimes contra animais e não permitindo touradas, colocando essa demonstração como um ato de “barbárie”; Outra, a de que, mesmo em tempos difíceis de embargo econômico, todas as crianças e idosos tenham direito a um litro de leite gratuito por dia; O reconhecimento ao oficio de artista, que é financiado pelo Estado e trabalha uma carga horária como artesão na produção de bens culturais ao país. Não, não é o paraíso: É Cuba!&lt;br /&gt;           Evidentemente, qualquer pessoa equilibrada deve fazer um julgamento imparcial: Cuba cometeu erros. E não foram poucos: Criou uma dependência imensa no campo econômico, o que lhe faz perder o chão com o fim da URSS em 1991. Confundiu segurança nacional com a supressão da oposição, o que fez com que Huber Mattos ficasse trancafiado por tanto tempo. Não deu abertura às críticas dentro do próprio PC Cubano, o que de fato engessou a política na figura única de Fidel Castro. Mas se enxergarmos os acertos (confirmados por minhas inúmeras leituras acerca de Cuba e por várias pessoas que me fizeram estes relatos após voltarem de lá), como a garantia da alimentação frente ao embargo econômico, e a obtenção dos melhores indicies mundiais na saúde e na educação, não deixamos de simpatizar, admirar e até mesmo amar Cuba. E como dir-se-ia, diante de tudo isso, “revogam-se todas as disposições em contrário”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-959718180525360830?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/959718180525360830/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=959718180525360830' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/959718180525360830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/959718180525360830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/01/50-anos-da-tomada-de-poder-em-cuba-mito.html' title='50 anos da tomada de poder em Cuba: Mito e História imutáveis.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SYBrkVTfCdI/AAAAAAAAAEw/67dOZHwSAcU/s72-c/416267.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-695808148829672747</id><published>2009-01-28T06:21:00.000-08:00</published><updated>2009-01-28T06:23:13.397-08:00</updated><title type='text'>O Estado de mendicância</title><content type='html'>A recente declaração da tenista Sharar Peer, na terça passada, dia 6 de janeiro, de que nada teria a ver com o conflito em Gaza, onde desde o dia 27 de dezembro, as Forças de Defesa (?) de Israel exercem um massacre sobre o povo palestino, gerou certa indignação pelo mundo afora. Na posição de figura pública  e exemplo de um esporte onde o Fairplay é parte integrante de sua tradição, Peer deixou ecoar aquilo que é usual entre as “pessoas comuns”, mas proibido para quem tem os holofotes acima da cabeça. Tentando se retratar, Sharar Peer conseguiu piorar sua declaração, dizendo que este conflito lhe tem preocupado realmente, tendo sido seu irmão convocado as pressas para reforçar as tropas de infantaria israelenses.  &lt;br /&gt;          A tenista afinal de contas é uma pessoa comum: Quando diz ter orgulho de Israel, cai na perigosa armadilha que adverte Oscar Wilde, onde “o patriotismo é a virtude dos fracos”, já que cega e nos joga para o nacionalismo exarcebado (patriotismo e nacionalismo são diferentes, é claro). Considera ela, que jogar tênis nada tem a ver com política. Podemos colocá-la como uma perfeita alienada diante do conceito Marxista, pois não tem noção do valor que gera seu trabalho. Sharar Peer é uma pessoa comum: Viciada em sí mesma, não consegue ver tanta tragédia quanto nós, mesmo estando somente à 30 quilômetros dos conflitos. Segundo ela mesma, a Guerra começou com a convocação de seu irmão. Antes disso, as centenas de pessoas mortas na Faixa de Gaza não existiam. Sharar é a própria pobreza de espírito, ou a mendicância da alma.&lt;br /&gt;           Criticar a posição de Sharar Peer, é também questionar o senso comum numa ótica Gramsciniana. Como pode alguém estar tão atada ao senso comum que deixa de escutar as bombas? Talvez ela pense como Olavo de Carvalho, Arnaldo Jabor e Diogo Mainardi: O mundo começa quando a gota cai no seu umbigo. Ou talvez ela nem saiba que tem umbigo. Sharar talvez nem saiba que existe a direita. Ela é, afinal de contas, a própria direita. Até mesmo por que a direita não tem ideologia, é formada pela ausência da mesma. Peer não figura. Ela não existe, não pensa, e age de forma a ser um cão adestrado. Quando alega não aceitar o boicote no quais alguns esportistas israelenses aderiram, não representando seu país no exterior, ela é sincera, verdadeira, tomada pelos impulsos da camada no qual faz parte. Se analisarmos a Palestina, fica claro que os conceitos marxistas superam não só a luta de classes como a entendemos, mas sim a própria identidade de povos distintos. Na Palestina as classes média e alta são formadas predominantemente por judeus, sendo o proletariado, com maior nível de analfabetismo, os árabes e os judeus árabes. Portanto, a miséria é tão direcionada quanto a centralização de renda. &lt;br /&gt;            Enquanto alguns defensores da democracia e da liberdade berram seus preconceitos mais arraigados, promovendo uma ridícula caça as bruxas e aos comunistas (Afinal, a ameaça de uma intentona como a de 35 está sempre presente), promovendo uma campanha de ódio infantil aos grupos de Esquerda (que agora são todos, terroristas como ordena a cartilha estadunidense), deveriam ter coragem para criticar a ação de Israel, dar nomes aos assassinos e defender os grupos civis da ação terrorista daquele país. Isso seria muito mais nobre do que calar diante disso tudo, agindo como Sharar Peer e sendo como Sharar Peer. Como alguém que promove uma caça aos comunistas “terroristas” em pleno 2009 (descabida de qualquer conhecimento histórico e teórico), se acovarda e se cala diante dos crimes de Israel, que ataca escolas da ONU, comboios de ajuda humanitária e alega estar preparado para ações mais violentas do que as que já foram promovidas? A vida é válida para qualquer grupo. Esse sim é o silêncio obsequioso, aquele que deforma o caráter de quem deixou de escrever e de quem não teve a chance de ler mais sobre o que realmente está acontecendo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-695808148829672747?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/695808148829672747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=695808148829672747' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/695808148829672747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/695808148829672747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/01/o-estado-de-mendicancia.html' title='O Estado de mendicância'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-8226418578348875703</id><published>2009-01-06T12:13:00.000-08:00</published><updated>2009-01-06T12:16:10.028-08:00</updated><title type='text'>Presente de despedida</title><content type='html'>Ao sair do cargo de prefeito, no último dia de mandato (30/12, já que no dia 31 não haveria expediente na prefeitura), Janir Branco, antes de passar o bastão ao primo (o eleito Fábio Branco) concedeu aumento na tarifa urbana do transporte coletivo. O que já era absurdo (R$ 1,90), agora beira o inacreditável: R$ 2,05. Ninguém sabe a equação para o calculo, mas é bom frisar que em dezembro de 2007, quando a tarifa já era de R$1,75, o promotor público alegou que havia erro (ou até mesmo fraude) no calculo e por conseqüência, aumento descabido no preço cobrado. De lá para cá, ninguém foi questionado, não houve uma CPI (que deveria ser proposta e aprovada na câmara, diante da afirmação do ministério público) e o paraíso do transporte coletivo se perpetua, com ônibus cheios, reajustes acima da inflação, oferta de horários dissonante da demanda e principalmente, silêncio total das autoridades que deveriam zelar pela população. Vale lembrar ainda que foi sob a gestão do (mesmo) Prefeito Janir Branco e do (mesmo) Secretario de transportes Enoc Guimarães, que o DATC (Departamento Autárquico dos Transportes Coletivos) foi fechado para o transporte urbano, cedendo o serviço para as empresas privadas, e logo após, em licitação, sendo os referidos trajetos, para a maior empresa do município, que detém quase 90% das linhas. Bem disse um amigo: Estamos em Sucupira. E viva os desmandos de Odorico e família Paraguaçu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista de desmandos do transporte coletivo em Rio Grande (para quem gosta de história):&lt;br /&gt;Julho de 1994: Entra em vigor o plano Real. A tarifa equivale a R$ 0,18, mas é reajustada para equiparar perdas do período de inflação: R$ 0,30.&lt;br /&gt;1996: A tarifa chega a R$ 0,50, com reajuste de 25% do preço inicial, quando a inflação do período não somou sequer 3% em um ano.&lt;br /&gt;1999: Primeiro sinal de histeria: A tarifa chega aos R$ 0,75. Motivos: Crises na Coréia, na Rússia, aumentos dos combustíveis, etc, etc, etc...&lt;br /&gt;2004: A tarifa chega aos assustadores R$ 1,35. Entre os motivos alegados: o de que a  manutenção dos carros, numa cidade com paralelepípedos é por demais custosa. &lt;br /&gt;2005: A tarifa bate o teto em R$ 1,50. Porém a cidade já está toda asfaltada. Agora o problema é o reajuste dos combustíveis. &lt;br /&gt;2007: O Promotor público alega haver fraude no cálculo do preço da tarifa. O preço de R$ 1,75, segundo ele, seria abusivo e o cálculo errado, dava maior porcentagem de lucro às empresas. Pouco tempo depois, a passagem urbana passa a custar R$ 1,90. Ninguém é indiciado.&lt;br /&gt;2008: A tarifa chega a R$ 2,05 (!!!), com advertência prévia de apenas 24 horas, e sem comunicação da secretaria e das empresas aos usuários, principalmente os que estão lotando os ônibus para o Cassino na estação de veraneio, e o que não permite que ninguém adquira os passes antes do aumento. Motivos: Entre eles está o aumento do salários dos funcionários (ou seja, as empresas não devem arcar com as despesas de seus funcionários e com o aumento justo, mas sim a população).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-8226418578348875703?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/8226418578348875703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=8226418578348875703' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8226418578348875703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8226418578348875703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2009/01/presente-de-despedida.html' title='Presente de despedida'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5866441765320486422</id><published>2008-12-29T06:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-29T06:39:14.390-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História.'/><title type='text'>As coisas como elas são (ou nunca deveriam ter sido).</title><content type='html'>As vezes eu penso em dedicar uma música para cada pessoa em especial. Amigos, grandes amores, pessoas que me chamam a atenção, pessoas que tenho uma grande saudade. Na maioria das vezes, não dedico nada a ninguém, mas em outras, guardo comigo aquelas cantaroladas básicas para me lembrar de como foram bons os tempos passados. E não falo nada sobre isso para a pessoa. É uma boa maneira de fingir estar sendo vazio por todo o tempo.&lt;br /&gt;        Eu fui estudar Arte por que não vi outro caminho na minha vida. Ou eu fazia Artes, ou fazia História. Acabei indo cursar os dois, por que sem um dos dois, me sentiria frustrado (não que fazer os dois não me permita sentir frustração). Quando desenho ou pinto, penso em História, mas se estou lendo sobre História, preciso de uma pausa para um café e um bloco de desenhos (quem me conhece, sabe que isso é um vício que tenho). Não sou político, por que penso como artista todo o tempo. E como artista, eu deveria pensar menos sobre ciência, mas isso é uma incongruência minha. “Não exijam coerência de mim, pois sou um artista” dizia o Glauber Rocha. &lt;br /&gt;         Quando estou na política, não sou político. Ecoa-me o pensamento do Weber (sim, um liberal!), que dizia que o cientista procura a verdade, enquanto o político não está preocupado com isso. O político ultrapassa limites, não está preocupado com nada que não seja a perpetuação de seu pensamento sobra a facção inimiga. Talvez por isso, liberais e marxistas, como um todo, tenham perdido o rumo. Os liberais na defesa da democracia e dos valores individuais, os Marxistas, na intransigente defesa da vida e dos direitos dos oprimidos. Como Esquerdista, ainda acho que Marx é fundamental para entender o mundo, mas não posso negar que Weber conseguiu expressar bem o sentido da política como a conhecemos. Infelizmente. &lt;br /&gt;            Não acredito em verdade absoluta. Verdade inquestionável não existe. Essa fórmula é uma luva para a mão do totalitarismo, da burocracia e do corporativismo. Pode existir verdade de acordo com o acontecimento dos fatos, mas ela não pode ser inquestionável. Pessoas que não podem ser questionadas, são em sua maioria, protótipos de grandes ditadores. A diferença entre o Primeiro e o segundo grupo é justamente, a falta de uma máquina de guerra e do aparelho de um Estado opressor. A função do Estado é zelar por todos, dar a melhor educação, a melhor saúde, as condições básicas de vida, e depois, desaparecer. Esse conceito anarquista, e também marxista, é muito belo. Há espaço para todos. O problema reside em aceitar a diferença. Só somos iguais quando aceitamos a diferença de cada indivíduo, por mais que isso seja difícil.&lt;br /&gt;            É bom assinar tudo o que se escreve. Por dever e por direito. Só assumindo um pensamento passamos a ter identidade. Não sei bem como, podemos garantir identidade dentro de um espaço onde a mídia nos forma e deforma constantemente. Mas se há algo que possa ser uma premissa de liberdade é a livre expressão da idéia. A maioria das pessoas que fala sobre isso, infelizmente, não sabe o que é liberdade. Está nos chavões, nas mesmas e repetidas frases. Ou descamba para a libertinagem, que é o abuso e a destruição da própria liberdade. Durante muitos anos eu pensei sobre os limites da liberdade e tentei teorizar essa sensação, até que me foi Engels, ao dizer que a liberdade precisa ser entendida, pensada, teorizada como um todo, para ser vivida em sua plenitude, que teorizou cientificamente o que eu pensava. È mais ou menos isso. Ou isso. Nenhuma palavra, pode por fim, refletir a liberdade. Ela é ampla. &lt;br /&gt;             Não me importo com o que achem, mas deus existe. Talvez eu não possa o ver, mas possa senti-lo as vezes. É uma descoberta recente na minha vida, mas que aumentou a minha curiosidade cientifica, já que isso foge à ciência, e a ciência precisa se ampliar para entender o todo. Não me importo que uma pessoa ache isso uma mentira. Quando falei às pessoas que tinha visto um disco voador, estava bem consciente do que elas iam dizer. Um disco voador, a bem da verdade, é bem mais cientifico que a existência de deus, mas vale o exemplo. Ser um ufologista (sim, não um ufólogo, muito menos um ufólatra), não interfere na minha concepção marxista, na minha visão artística das coisas, nem mesmo na minha audição dos LPs do Alceu Valença (usando uma camiseta do Metallica).&lt;br /&gt;          As pessoas deveriam ter o direito de ter 5 vidas por semana. Seria mais justo, já que o tempo é interminável, sempre existiu e sempre vai existir, e a gente só tem, quando muito, 80 anos de vida (com muita sorte, é claro). A qualidade daria sentido à vida, já que quantitativamente ela é deficitária. Eu poderia optar por diversas coisas, ou por uma somente, quando estivesse cansado. Mas também poderia optar por começar tudo de novo quando me achasse perdido. Eu seria escritor, artista plástico, historiador, radialista, advogado, guerrilheiro comunista e barbudo, dono de um bar, morador de uma papelaria, freqüentador dos melhores cafés, e sei lá mais o que. E também, mesmo detestando a Igreja Católica, um daqueles “padres comunistas” (como diz o Lídio), com barba, cabelo comprido e metido nas lutas contra os latifundiários. Mas isso por um dia. O resto do tempo, eu ia querer ser outras coisas. E mesmo assim, na hora de morrer, meu lado artista ia dizer que faltou coisa. “Poderia ter feito mais”. Uma das cenas mais tristes que já vi, é a de Dalli (um gênio da pintura), em 1989, antes da morte, lamentando o fim de tudo, e com um tubo de soro no nariz dizendo que o mundo precisava dos gênios. É triste ver que algo está acabando. Talvez a gente só perceba quando está na 2ª metade, ou seja, a final. Antes disso, tudo é inicio e a gente se dá o direito de perder todo o tempo que acha que tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano, 24 de dezembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5866441765320486422?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5866441765320486422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5866441765320486422' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5866441765320486422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5866441765320486422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/12/as-coisas-como-elas-so-ou-nunca.html' title='As coisas como elas são (ou nunca deveriam ter sido).'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-4705405998445755318</id><published>2008-12-08T07:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-08T07:57:20.170-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FARC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Janer Cristaldo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colômbia.'/><title type='text'>Resposta (ainda que tardia) à Janer Cristaldo.</title><content type='html'>O texto do jornalista Janer Cristaldo, publicado em 2002, e republicado recentemente no blog Philos porque quilo (www.philosporquequilo.blogspot.com) , é um atentado ao direito à informação. Extremamente tendencioso e por sua vez, carregado de preconceitos, o autor mescla propaganda política à uma sessão de desinformação e jornalismo viciado. É bem verdade, que ele tem seu direito inquestionável de se expressar, como também respeito o direito total do amigo Lídio Lima a corroborar com sua visão, mas achei producente fazer algumas observações necessárias ao caráter do escrito e de sua contextualização histórica. É de se perceber, que Cristaldo, autor de textos onde mostra equilíbrio nos julgamentos mais dificeis, se mostre tão parcial em seu julgamento como jornalista. E o melhor: Esta é a segunda resposta, já que a primeira, escrita durante uma hora foi deletada pelo Word num ato nada democrático! &lt;br /&gt;          Cristaldo trata do terrorismo como uma meta política e como uma causa da resistência e não como uma conseqüência natural da opressão. Não estranhamente, ele coloca no mesmo barco, as FARC-EP, Grupos islâmicos e João Amazonas, num incrível ato de descompasso histórico e desconhecimento da conjuntura mundial. Buenas: É preciso entender, entretanto, em que contexto Janer Cristaldo se dispôs a escrever “As FARC e o silêncio obsequioso”, e o que acontecia naquele período de 2002. Naquele ano, sob pressão de Washington, o Governo colombiano rompeu os acordos de paz firmados com as FARC-EP (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército Popular), que permitiam a existência da chamada “Zona desmilitarizada”. Portanto, até aquele momento, as FARC não eram um grupo marginal ou ilegal. Elas, assim como o ELN (Exército de Libertação Nacional), detinham 48% do território colombiano e haviam estruturado uma meta de Estado Paralelo, onde a economia, assim como a justiça, tentavam seguir preceitos comunistas. Quando dos atentados do 11 de setembro de 2001, o Governo de Washington, passou a desenvolver um plano anti-terror, onde aproveitou a histeria mundial para justificar a retomada de sua política intervencionista na América Latina (se alguém ainda lembra, os EUA alegaram que o Eixo do Mal estava situado também na fronteira entre Brasil e Paraguai!). A Histeria mundial acerca do termo “terrorismo” estava a tal ponto, que o autor aproveita para fazer uma comparação, no mínimo, duvidável:              &lt;br /&gt;       &lt;span style="font-style:italic;"&gt;     Tentando chegar a uma definição aceita universalmente sobre o que seja terror, a ONU até hoje não chegou a nenhuma. Ao tentar uma definição, esbarra numa parede, os países muçulmanos. Se estes países não concordam sobre o que seja terrorismo, chegaram a um consenso sobre o que não é terrorismo: qualquer coisa que se inclua na luta palestina. Trocando em miúdos: um palestino que se enrola em bombas e se explode em meio a civis, velhos, mulheres e crianças, não pode ser definido como terrorista. Porque os árabes não querem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            Cristaldo, coloca como terrorista, um palestino que amarra uma bomba ao corpo e explode entre civis. Não é, evidentemente, normal faze-lo, mas o que é terror para o autor, já que não cita em momento algum, os bombardeios aéreos de Israel sobre a Palestina? Janer Cristaldo, esquece-se de alegar que os atentados, emitidos em uma nova onda desde a Segunda Intifada de 2000, estavam ligados a repressão severa imposta por Israel, que a se saber, é armado pelo EUA, apoiado pela ONU e pertence ao seleto grupo de Países como “Potência Nuclear”. O que pode parecer mais aterrorizante: Manifestantes com paus e pedras e que agredidos passam a usar bombas, ou uma potência nuclear que alveja orfanatos, creches e asilos? Claro que Cristaldo não fez essa pesagem. Também chama a atenção por que o autor cita os árabes: O impacto dos ocorridos na faixa de Gaza, não são em nada semelhantes às práticas das FARC. Ora, as FARC não são um grupo urbano, não se utilizam de atentados à bombas contra alvos civis e mesmo suas práticas mais duvidosas, como o seqüestro, tem como justificativa, os atos de desmando do Governo colombiano, que em nome da Luta contra o terror (O que a Colômbia tem a ver com isso???), passou a prender e manter sob guarda qualquer cidadão ligado ou suspeito de ligação às FARC. Ou seja: Além de quebrar os acordos para a manutenção da paz e que deram origem as “Zonas desmilitarizadas”, o Governo de Bogotá passou a perseguir qualquer cidadão, suspeito de ligação com as FARC ou com grupos terroristas islâmicos (Repito: O que a Colômbia tem a ver com isso???). Cristaldo, ainda assim, insiste em comparar os grupos colombianos e islâmicos, sendo que estão em situação geográfica, política e histórica totalmente dissonantes.&lt;br /&gt;           Para piorar, não faltava muito. O autor do texto, exibe o que para ele, seriam ligações entre as FARC e os grupos terroristas, com o PT, que naquele momento estava prestes a eleger Lula como presidente. Vale lembrar que o maior grupo armado colombiano dos anos 80 fora o M-19 (que em 1989 se tornou um partido político) e à época também não foram poucos os que tentavam liga-lo à Esquerda brasileira. Leia-se a pérola de Cristaldo à seguir:&lt;br /&gt;           &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Não bastassem as boas relações do governo gaúcho com a narcoguerrilha colombiana, em março passado, líderes petistas de Ribeirão Preto, ligados ao prefeito Antônio Palocci Filho, coordenador do programa de governo de Luiz Inácio Lula da Silva, anunciaram um comitê pró-Farc no município. Entre as funções do Comitê de Solidariedade ao Povo Colombiano e aos Movimentos de Libertação Nacional estariam colher assinaturas pró-guerrilha e defender as posições do grupo no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            Evidentemente, qualquer pessoa faz a correlação de fatos que quiser, e como quiser quando tem seus próprios interesses em manter uma “verdade política”. As relações políticas do então Governador do RS, Olívio Dutra, com as FARC, citadas por Cristaldo, eram bem claras: Um membro da Guerrilha esteve no RS para divulgar o que estava acontecendo em seu país, desde a implementação do “Plano Colômbia”, iniciada em 1997. Recebido como qualquer outro membro de delegação política, a mídia levou a exaustão tal fato. Em nenhum momento, Olívio Dutra, Miguel Rossetto (vive-governador na época) ou o Governo Gaúcho declararam apoio oficial às FARC, se limitando à pedir por paz no país vizinho. Da mesma forma que Olívio Dutra recebia um mensageiro das FARC-EP, o Governo de Fernando Henrique Cardoso hospedava membros dos Governos colombiano e norte-americano, e isso, em um clima de Guerra Civil instaurado na Colômbia. &lt;br /&gt;             Sobre os Comitês de Solidariedade ao Povo Colombiano e aos Movimentos de Libertação, eles não foram organizados pelo Partido dos Trabalhadores, ainda que fosse clara a intenção de Cristaldo de, em meio a uma eleição para Presidente, conectar às FARC ao PT. Eu mesmo, fiz parte de um Comitê de apoio às comunidades Zapatistas, entre 1996 e 1999. No ano de 1997, com o advento do Plano Colômbia, esse comitê passou a divulgar também, material da Crise colombiana. Em nenhum momento, nos três anos que recebi, editei, publiquei e repassei material desses comitês, vi qualquer alusão ao terrorismo. Nas correspondências emitidas por estas pessoas e ao qual eu divulguei para mais de 250 correspondentes, havia sempre um pedido: Que o Governo brasileiro, na pessoa de Fernando Henrique Cardoso, emitisse na ONU, um pedido de trégua tanto no México quanto na Colômbia, entendendo a licenciosidade desses governos para com os Grupos paramilitares que atormentavam as populações civis. &lt;br /&gt;         Pior do que tudo isso, é assistir como o autor se posiciona ao lado da política estadunidense (algo que ele próprio questiona), tentando definir quem são os terroristas e quem são os mocinhos, quem está com o bem, e quem está com o mal. Janer Cristaldo coloca as FARC-EP numa posição superestimada, ora como grupo terrorista de nível mundial, ora como uma espécie de instituição burocrática do crime organizado na Colômbia; Nem uma, nem outra: As FARC-EP não tem qualquer intervenção fora da Colômbia. Vale lembrar, o que Cristaldo faz questão de esquecer: Nas zonas ocupadas pelos “Narcoguerrilheiros”, o consumo de drogas foi zerado com a ocupação das FARC, sendo que os números cresceram novamente com a inserção do Exército. Não há alguma contradição aí??? Outra coisa: Por que Cristaldo esquece de citar entre os terroristas as forças paramilitares? Esses grupos atacam guerrilheiros, camponeses, usuários de drogas, militares do exército regular, pessoas comuns suspeitas de colaborar com as FARC. Enfim, eles sim geram o terror, e são tolerados pelo Governo de Bogotá, que está (e estava quando da escrita do texto), mais preocupado em velar os mortos do World Trade Center na luta anti-terror norte-americana, do que dar uma vida digna e mais confortável a seus cidadãos. É o máximo que a submissão pode chegar. Mas chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano da Costa, 6 de dezembro de 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-4705405998445755318?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/4705405998445755318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=4705405998445755318' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4705405998445755318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4705405998445755318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/12/resposta-ainda-que-tardia-janer.html' title='Resposta (ainda que tardia) à Janer Cristaldo.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-4256594747583582563</id><published>2008-10-20T08:02:00.000-07:00</published><updated>2008-10-20T08:50:51.067-07:00</updated><title type='text'>Uma outra nau de insensatos?</title><content type='html'>(fotos do debate ocorrido no Campus Carreiros da FURG em 1° de outubro, com duas ausências: Carlinhos Pescador (PSOL, e Fábio Branco (PMDB), que só compareceu a 1 debate dentre os 5 promovidos durante a campanha. Na mesa: Candidatos Dirceu Lopes, da Frente Popular, Rubens Goldenberg, dos Democratas e Professor Philomena, do PV).&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyjQehyOKI/AAAAAAAAAEI/SxojwuuUxWQ/s1600-h/SUNP0238.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyjQehyOKI/AAAAAAAAAEI/SxojwuuUxWQ/s320/SUNP0238.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259257968329898146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyjIhpyGSI/AAAAAAAAAEA/lVnzETzL2vY/s1600-h/SUNP0240.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyjIhpyGSI/AAAAAAAAAEA/lVnzETzL2vY/s320/SUNP0240.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259257831729797410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyi-Yg4L4I/AAAAAAAAAD4/aD8PNEtAqzc/s1600-h/SUNP0245.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://4.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyi-Yg4L4I/AAAAAAAAAD4/aD8PNEtAqzc/s320/SUNP0245.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259257657477836674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyi0dknN8I/AAAAAAAAADw/fCZfrUR_wsc/s1600-h/SUNP0247.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyi0dknN8I/AAAAAAAAADw/fCZfrUR_wsc/s320/SUNP0247.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5259257487036987330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado das eleições em Rio Grande, mesmo fruto de um processo “democrático” (sim entre aspas!), nos aponta para algumas especulações: Por uma perspectiva, é uma prova cabal do ostracismo político da cidade e da região sul do Estado, considerada por alguns, “o sertão gaúcho” (diante da miserabilidade da região mais pobre do RS). Por outra, é sabido que em qualquer província, o termo “progresso”, repetido exaustivas vezes pode parecer, por um momento, algo contundente, revelador de um novo momento (econômico); mesmo assim, geralmente as pessoas tendem a votar em quem traz os investimentos, e não em quem diz que “vai continuar tocando os mesmos”. Noutra perspectiva, o resultado agradou os dois lados: De um, os PeMeDebistas, comemorando a prolongação de seus já (longos) 12 anos de mandato, calcados numa dinastia que tem grande enlace popular; por outro, os Petistas, acreditando que a soma de 46.000 votos é o desgaste da Família Branco e por sua vez, o terreno frutífero para fomentar uma nova força para 2012, já que terá, na Frente Popular, 4 vereadores para o próximo mandato. &lt;br /&gt;           Os jornais da região não pouparam: O título de capa do “Jornal Agora” de Rio Grande, no dia 6 de outubro, disse tudo: “Deu branco!”. Sim, passaremos estes quatro anos em branco. No branco mesmo, que é a ausência de cores, de formas, de qualquer atividade. Já o diário Popular, de Pelotas, transpareceu serenamente que o resultado, aponta para um aparente desgaste do modelo apresentado pela mesma família no poder, diante do crescimento da oposição. Na Zero Hora e no Correio do Povo, ambos de Porto Alegre, as notas se resumiram a alegar mais uma vitória da (famigerada) Família Branco. Para nós, o resultado pode ser interpretado como um provincianismo maior do que imaginávamos na população local: Nem mesmo a vinda do Presidente Lula, há poucos dias do pleito, anunciando mais uma plataforma de petróleo, para “decorar” nosso Pólo naval, deu resultado. A “grande virada”, alardeada por alguns (como eu!) até horas antes do pleito não deu resultado, e se levarmos em conta que Rio Grande tem tão somente 137.534 eleitores (num universo de mais de 200.000 habitantes), para 5 candidatos, a diferença obtida por Fábio Branco, de 14.000 votos, fora enorme.&lt;br /&gt;            Diante do resultado, e levando em conta que o candidato vencedor só foi a um dos cinco debates promovidos (fotos do debate de 1º de outubro nesta postagem), e considerando que em 12 anos, seu grupo político não desenvolveu nada sustentável para a economia da região, tendo até 2005, essa cidade um dos maiores índices de desemprego do Estado, já podemos contextualizar algumas soluções imediatas: Uma delas é pedir asilo político em algum país distante (as vezes, me pego imaginando que quando a Esquerda ganhar as eleições em Rio Grande, poderemos ir ao Aeroporto e a Rodoviária reencontrar os “anistiados”, abraça-los fraternalmente numa tardinha e esperar que esse inverno não tenha volta). Fora isso, a vontade é mesmo, de fugir, de sumir e continuar crendo que um dia essa dinastia saia do poder. Não se pode tolerar a idéia de que o povo acreditou plenamente na história de que Fábio Branco, fora prefeito e durante seu mandato fomentou a construção do Pólo naval, que só entrou em atividade durante o mandato do Presidente Lula, e não no seu, por uma coincidência. Alguém consegue conceber a idéia de que o ex-Prefeito de Rio Grande, teve força diplomática para trazer as plataformas que seriam construídas em Cingapura? Se alguém acreditou nisso (e a grande parte do eleitorado votou por outros motivos, como a política do "asfalto para todos"), realmente, não estamos mais com um problema de provincianismo cultural, mas sim, com um de saúde pública: Bócio endêmico, e em estágio avançado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-4256594747583582563?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/4256594747583582563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=4256594747583582563' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4256594747583582563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4256594747583582563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/10/uma-outra-nal-de-insensatos.html' title='Uma outra nau de insensatos?'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SPyjQehyOKI/AAAAAAAAAEI/SxojwuuUxWQ/s72-c/SUNP0238.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5223894672495987903</id><published>2008-10-05T15:55:00.000-07:00</published><updated>2008-10-05T16:08:27.180-07:00</updated><title type='text'>Agradecimentos!!!</title><content type='html'>Antes de qualquer outra postagem, antes de qualquer suspiro, antes de qualquer sugestão de leitura, antes de tomar mais uma água e tentar retomar o fôlego, antes mesmo de apagar as luzes, recolher a bandeira e ir pra casa, na noitinha, chorar na beira do relento: Parabéns povo do Rio Grande, por sua sabia escolha política. Parabéns, povo do Rio Grande, por democraticamente, ter nos condenado a mais quatro anos de nada. (Desabafo das 20:07 de 5 de Outubro).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5223894672495987903?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5223894672495987903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5223894672495987903' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5223894672495987903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5223894672495987903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/10/agradecimentos.html' title='Agradecimentos!!!'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2480256514151783309</id><published>2008-09-29T11:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-29T11:54:45.184-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SOEkYh1lgTI/AAAAAAAAACc/ssKWHK8swEk/s1600-h/debate.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SOEkYh1lgTI/AAAAAAAAACc/ssKWHK8swEk/s320/debate.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251518644309295410" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;ATENÇÃO: Confirmado debate dos candidatos à prefeito de Rio Grande, nesta quarta, dia 1° de outubro, às 18h 30 min, no CIDEC-SUL, Campus Carreiros da FURG. A Organização é dos Estudantes do Curso de História, com apoio estrutural do CAHIS (Centro Acadêmico do Curso de História Angelina Gonçalves) para uma atividade de extensão de sua Semana Acadêmica. O evento foi deferido pela Excelentissima Juíza da 163ª Zona eleitoral no dia 24 de setembro, conforme encaminhamento feito no dia 23 de setembro deste ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2480256514151783309?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2480256514151783309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2480256514151783309' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2480256514151783309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2480256514151783309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/09/ateno-confirmado-debate-dos-candidatos.html' title=''/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SOEkYh1lgTI/AAAAAAAAACc/ssKWHK8swEk/s72-c/debate.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-4669785135949680841</id><published>2008-07-24T12:15:00.001-07:00</published><updated>2008-07-24T12:39:29.000-07:00</updated><title type='text'>As coisas e os seus devidos lugares...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SIjXkEOldyI/AAAAAAAAACE/Q7drZWK07Ls/s1600-h/002.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SIjXkEOldyI/AAAAAAAAACE/Q7drZWK07Ls/s320/002.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226664382173640482" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SIjWswpn9FI/AAAAAAAAAB8/jGGmX2n23GU/s1600-h/001.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SIjWswpn9FI/AAAAAAAAAB8/jGGmX2n23GU/s320/001.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226663432025535570" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos meus defeitos mais famosos é a preguiça em desenhar. Pegar a caneta, achar o papel mais adequado, a luz mais propícia; tudo isso me transmite a preguiça divina, contestada pelos pecados capitais, mas mais prazeroza que qualquer outra preguiça (principalmente enquanto se assiste uma aula e o rabisco vai na borda do caderno). Para quem insiste que Arte e política, e estética e funcionalidade não podem andar juntas, seguem alguns rabiscos mais antigos (dezembro de 2005, com técnicas de aquarela e guache não diluido) e um pouquinho da História que não se pode apagar. &lt;br /&gt;Fabiano, 24/7/08.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-4669785135949680841?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/4669785135949680841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=4669785135949680841' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4669785135949680841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/4669785135949680841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/07/as-coisas-e-os-seus-devidos-lugares.html' title='As coisas e os seus devidos lugares...'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SIjXkEOldyI/AAAAAAAAACE/Q7drZWK07Ls/s72-c/002.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-8072423993265751009</id><published>2008-07-23T07:41:00.000-07:00</published><updated>2008-07-23T11:35:59.346-07:00</updated><title type='text'>Cala a boca, Jabor!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SIdEfxzji7I/AAAAAAAAAB0/P4Bp7nU66KY/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; 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 &lt;o:shapedefaults ext="edit" spidmax="1026"&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;Não é mais novidade que Arnaldo Jabor é atualmente, o grande ideólogo da “Burguesia democrática” brasileira. Um Neo-liberal daqueles insuportáveis, que quer ver o Estado sucateado e a iniciativa privada dando as cartas na economia. Assim como Diogo Mainardi, se constrói como grande figura em momentos de crise, emergindo como um homem que faz críticas oportunas em momentos certos. São esses, os homens que dão mais medo: Eles são a salvação da lavoura, mesmo quando não tem proposta alguma em tentar derrubar as propostas alheias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;O problema de Arnaldo Jabor é quando quer ser golpista; Enquanto se prendia ao cinema e contestava os valores da classe média por meio de suas obras (vide o ótimo “Toda nudez será castigada”), Jabor se mostrava um homem em equilíbrio constante, por ser o centro perfeito: Nem direita, mas muito menos Esquerda. Saudades daquele Jabor que corroborava com a Esquerda: A Classe média consumista é bem mais patética quando quer viver sob o teto dos valores judaico-cristãos!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;Quando Arnaldo Jabor diz que “os brasileiros sãos burros”, que “o governo é bolchevista” e que vai nos fazer falta “uma grande mulher como Ruth Cardozo”, depois de nos vomitar que a América Latina não pode mais tolerar os “Narco-guerrilheiros e terroristas do último bastião da Esquerda” das FARC, podemos ficar tranqüilos: Ele está rolando o mesmo vinil, engasgando com a mesma faixa da Direita tucana e Pefelista e de seu amigo Diogo Mainardi. O que não se pode agüentar é ele jogando merda no ventilador e dizendo que “está fazendo a sua parte”. Segundo nosso nobre herói (que deve se achar um Macunaíma que aos olhos alheios dos amigos quer ser Dom Quixote), “nunca houve um governo tão corrupto na nossa História”. Mas entenda-se: Jabor não viveu aqui nos últimos 500 anos. Se Jabor cuidasse da sua memória, lembraria que o governo anterior a Lula, teve a maioria de seus ministros implicados em denúncias de corrupção, improbidade administrativa, desvios de verba; lembraria que a emenda da reeleição foi negociada com os partidos da base aliada num escândalo que já em 1997 recebeu o sugestivo (mas nunca tardio) apelido de “mensalão”; que muitas das privatizações que ele lembra com saudades são contestadas na justiça por terem causado danos financeiros ao Estado brasileiro; que o Governo de FHC causou a maior quebradeira do país enquanto saudava as dívidas dos bancos privados; que “a grande mulher que vai nos fazer falta”, Dona Ruth Cardozo, “caridosa para com os humildes” foi implicada em graves denúncias de corrupção e apoiou FHC e seus asseclas no desmonte do patrimônio público, dando de mão beijada para os investidores estrangeiros, uma série de empresas estatais que davam lucro e pertenciam ao povo brasileiro. É esse governo, corrupto, sórdido, mesquinho e entreguista que Jabor quer de volta. Um Governo que comemorou os 500 anos da invasão portuguesa e do massacre dos indígenas aqui residentes, com um banquete oferecido aos europeus! Por isso, não é de se estranhar que o Governo Lula seja “o mais corrupto da História”. Lula, apesar de suas contradições, equívocos e tiros n´água tem avançado nas questões sociais e empreendido um programa de inserção do capital estatal na economia. Conta também com o apoio de inúmeros movimentos sociais e abre o dialogo com o MST e a Via Campesina. Para Jabor, isso é o fim. É um infarto na democracia que ele defende.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Não devemos ver Arnaldo Jabor como um simples comentarista. Ele é, na verdade, porta-voz de uma causa: dos que não tem causa alguma a não ser desfrutar da vida enquanto milhões de pessoas passam fome. Por isso, por esse desapego, diz o que quer; acredita ele que a democracia é feita de bons vinhos, boas festas e noites entre os intelectuais, enquanto grande parte da população está sujeita ao crivo da “República dos sociólogos”. Arnaldo Jabor ridiculariza a “Luta de classes” como um extravio do passado, uma relíquia enfadonha que só sobreviveu na América Latina por que somos "sub-desenvolvidos", mas&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;é uma prova viva da mesma, estando na defesa intransigente dos direitos da sua própria classe. Quando alguém esbarra nos seus direitos, é dever desse (pseudo) Dom Quixote pitoresco partir para o ataque: Contra o MST, as FARC, contra Lula, contra quem roubou uma maçã por que não agüentava mais de fome; Jabor é um Cossaco que não tem mais Czar para defender e agora atira em qualquer sombra que se mova ao rondar o Kremlin; É uma carruagem do velho regime que insiste em rodar pelas mesmas ruas sonhando com os holofotes de antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;Ainda que defendamos o direito inalienável de expressão, o direito inabalável do pensamento e da crítica como base para uma democracia verdadeira, entendemos que há uma coisa que a Imprensa deve sempre lembrar, que é a ética jornalística de analisar os fatos de forma imparcial e de acordo com a verdade dos acontecimentos. Arnaldo Jabor, assim como Lazier Martins e Diogo Mainardi, está se lixando para isso. Em decorrencia, não nos pode fugir à cabeça a seguinte frase ao vê-lo com aquele sorriso sarcástico e tucano: Cala a boca, Jabor!!!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;               &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;                                                             &lt;/span&gt;Fabiano, segunda, 21 de julho de 2008.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-8072423993265751009?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/8072423993265751009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=8072423993265751009' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8072423993265751009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/8072423993265751009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/07/cala-boca-jabor.html' title='Cala a boca, Jabor!'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SIdEfxzji7I/AAAAAAAAAB0/P4Bp7nU66KY/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-5869026395597429137</id><published>2008-05-25T17:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-06T12:59:26.318-07:00</updated><title type='text'>O processo civilizatório da família Marinho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SDoN5OGk65I/AAAAAAAAABI/W6Zg3MRfBLM/s1600-h/0,,75054,00.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 172px; height: 124px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SDoN5OGk65I/AAAAAAAAABI/W6Zg3MRfBLM/s320/0,,75054,00.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204487596069415826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Volta e meia é só assistir à telinha que não é diferente: A Rede Globo escolhe um vilão de plantão e desvia todas as atenções para ele. Como não poderia deixar de ser, nas semanas seguintes, um número inigualável de matérias, denúncias e editoriais em sues telejornais vai ao ar. Isso faz com que qualquer inimigo oficial ou semi-oficial da Globo, se torne paralelamente inimigo do país inteiro e dos valores conservadores e direitistas que a Globo tanto propaga. Qualquer um de nós que estiver contra os interesses dessa política e dos (dês)valores que ela carrega, é inimigo ideológico da paranóia global.&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;       As vítimas usuais são os índios que afrontaram o engenheiro da Eletrobrás na terça feira, dia 20 de maio. Desde lá, os indígenas, que estão contra os interesses econômicos que situam sobre sua área uma nova hidrelétrica, tem sido massacrados constantemente na tele-dramaturgia jornalística dos Marinho: Numa hora são tratados como reincidentes, criminosos que estão a solta como símbolo da impunidade do sistema judiciário; noutra, são inimigos do progresso, adventistas da causa sectária de se colocar contra o avanço econômico. Mais a frente, a Globo tenta provar de tudo, inclusive de serem índios ingênuos, comprados por espelhos e pentes e comandados por “padres comunistas”, ligados as pastorais indígena e da terra.&lt;br /&gt;    A Globo é irresponsável e inconseqüente com a vida desses indígenas: Sua missão de “Nova conversão” pode desencadear uma reação contra estes índios, inclusive contra os que, numa medida corajosa do Governo Federal, receberam de volta, terras da União. Como os ânimos andam ensandecidos diante das disputas de terra entre brancos e índios, temos a frente uma possibilidade real de massacre, desta vez, legalizada pela mídia e implícita na mensagem “legalista” da Rede Globo. Os índios “agressores” e “impunes” não tem qualquer chance, munidos de facões, flechas e coragem, contra os fuzis dos jagunços ou da Polícia federal. Não são capazes de reagir a um ataque armado das hordas reacionárias dos usineiros, latifundiários ou oligarcas. Enquanto escrevo isso, mais um jornal da Globo, é aberto com imagens que apontam a agressão de indígenas contra o funcionário da Eletrobrás (e isso não é uma figura de linguagem, por que a TV está realmente acesa). Até mesmo a população de brancos pobres (criada e cultivada desde a colônia) começa a considerar a possibilidade de estar sendo subtraída pelos indígenas. A Rede Globo, portanto, patrocina uma inversão de valores, mais do que infla a luta de classes com forte teor racista e preconceituoso.&lt;br /&gt;É fundamental considerar que estes indígenas estão há 20 anos com uma real ameaça “hidrelétrica” em seu território. Ainda que o Governo federal esteja aberto ao dialogo, sua postura é guiada pelas necessidades econômicas e energéticas. Já os indígenas estão cansados do debate e da dialética. São massacrados desde a invasão portuguesa e casualmente sobrevivendo, passavam a ser escravos dos colonos e novos cristãos que aqui aportavam. Num momento que a América Latina reage ao Imperialismo norte-americano e seus valores decorrentes, estes índios passam a lutar nos valores dos brancos, também, contra a exploração econômica. Estes indígenas não são consumidores em demasia de energia, nem mesmo consumidores casuais de bens industrializados, portanto não reconhecem a necessidade de uma nova hidrelétrica. Precisamos parar de empurrar valores brancos aos indígenas. Respeitar sua cultura é antes de tudo, não transferir responsabilidades. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Fabiano da Costa. 23/5/2008&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-5869026395597429137?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/5869026395597429137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=5869026395597429137' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5869026395597429137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/5869026395597429137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/05/incomienda-da-famlia-marinho-volta-e.html' title='O processo civilizatório da família Marinho'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SDoN5OGk65I/AAAAAAAAABI/W6Zg3MRfBLM/s72-c/0,,75054,00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-917413834523814491</id><published>2008-05-25T17:39:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T18:14:43.129-07:00</updated><title type='text'>Maio de 68 a maio de 2008: Movimento estudantil, lutas sociais e "Casa, comida e Vale-transporte".</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SDoJoeGk61I/AAAAAAAAAAo/PVrUssyiBxU/s1600-h/images.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 313px; height: 113px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SDoJoeGk61I/AAAAAAAAAAo/PVrUssyiBxU/s320/images.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204482910260095826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Maio de &lt;st1:metricconverter productid="68 a" st="on"&gt;68 a&lt;/st1:metricconverter&gt; maio de 2008: Movimento estudantil, lutas sociais e “Casa, comida e Vale-transporte".&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;                &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Maio de 68 foi um mês marcado por manifestações estudantis na França. Os universitários lutavam contra o autoritarismo, a burocracia, entre outras coisas, na Universidade de Nanterre, Paris. Após a morte de Gilles Tautin, estudante, e dos operários de Peugeot, Pierre Beylot e Henri Blanchet mortos pelas companhias republicanas de segurança (CRS), grupos políticos, operários e até mesmo, apolíticos uniram-se a causa dos universitários franceses. Essa união do movimento estudantil com outros setores da sociedade, deu-se em outras cidades também: México, que culminou no massacre de Tlatebolco; Berlim, com protestos contra a guerra do Vietnã; Na Itália, a Universidade de Roma foi fechada após demonstraçõesbrutais da polícia, e foi nesse país que a Classe operária forneceu maior reforço aos estudantes.&lt;br /&gt;Nesse período, aliás, por causa desse período em especial, proliferaram-se grupos armados, como as Brigadas Vermelhas, na Itália, e o Baader-Meinhof na Alemanha.&lt;br /&gt;Nos EUA, a Guerra do Vietnã tornou toda a década de 60 um “Caldeirão”: Negros, mulheres e homossexuais lutaram pelos seus direitos civis e o Movimento estudantil estava inserido nessas lutas, o que ajudou na obtenção de algumas conquistas.&lt;br /&gt;A proibição de uma peça de teatro em Varsóvia, gerou manifestações de estudantes que abrangeram Cracóvia, Lódz e outras cidades.&lt;br /&gt;Quarenta anos atrás, estudantes inseriram-se nas lutas sociais, e o movimento organizado por eles, cumpriu parte de seu dever: Lutar peal sociedade civil e apoiar grupos, entidades ou qualquer pessoa que lute pelos direitos de qualquer ser humano, e não limitar-se a “Luta estudantil”.&lt;br /&gt;Chegando finalmente ao fatídico maio de 2008: O que falar do Movimento estudantil na FURG (Fundação Universidade Federal do Rio Grande) em 2008? Hoje, os estudantes estão cada vez mais em “estado de fuga” do Movimento estudantil e/ou social. A Pseudo-luta é mais simples. Na FURG, num Centro Acadêmico (Leiam bem, Centro acadêmico, que pressupõe democracia), não se luta por melhores professores, por melhor estrutura do Curso, ou por qualquer outra obrigação de um C.A. (Evidentemente não estou generalizando, mas o exemplo é válido e é corriqueira em várias universidades). Num Centro acadêmico, seus próprios componentes lutam pelo direito de expressão, de falar, expor suas opiniões frente a um pensamento único e que supera a discussão democrática (Parece que Stalin retornou com várias faces). O ano de 2008 é eleitoral, e o que o dito movimento estudantil está fazendo? Tomando café e dando ordens ao rebanho de ovelhas manchadas de Vermelho? As lutas são individuais. Quem será “sustentado pela FURG”, quem terá o nome no topo da “Cadeia alimentar”, quem fala mais alto e bate mais forte o pé?&lt;br /&gt;Essas são as lutas do Movimento estudantil riograndino.&lt;br /&gt;A maioria dos estudantes brasileiros que participaram dos 100.000 (muitos, hoje, membros da FUEC – Frente Unida dos Estudantes do Calabouço – Rio ´68) acreditam atualmente que seus protestos poderiam, ou ter derrubado o regime militar, ou adiantar seu fim. Porém, o Maio de 68, não havia chegado ao Brasil. Talvez alguns DA´s e CA´s, que se dizem defensores do Movimento estudantil, lutassem não só por suas cadeiras confortáveis e computadores com internet, mas também pela democracia, pela igualdade racial, social e sexual, pelos seus direitos que são constantemente vetados pelo poder público, enfim, se lutassem em nome da Sociedade como um todo, houvesse possibilidade real de mudança.&lt;br /&gt;“Eu quero é casa, comida e Vale-transporte!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Por Isabel Vargas, graduanda em História pela FURG.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-917413834523814491?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/917413834523814491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=917413834523814491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/917413834523814491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/917413834523814491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/05/maio-de-68-maio-de-2008-movimento.html' title='Maio de 68 a maio de 2008: Movimento estudantil, lutas sociais e &quot;Casa, comida e Vale-transporte&quot;.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SDoJoeGk61I/AAAAAAAAAAo/PVrUssyiBxU/s72-c/images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-977645920319895683</id><published>2008-04-25T09:54:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T12:33:04.827-07:00</updated><title type='text'>O auto de fé de Bush</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SBIQvITGgDI/AAAAAAAAAAU/4TAMcxFJjjI/s1600-h/george-w-bush-pope-benedict-behind-shrub.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SBIP-4TGgCI/AAAAAAAAAAM/NYcyyeZm2mc/s1600-h/george-w-bush-pope-benedict-behind-shrub.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193230893250412578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SBIP-4TGgCI/AAAAAAAAAAM/NYcyyeZm2mc/s320/george-w-bush-pope-benedict-behind-shrub.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O encontro, recente, entre George W. Bush e o Papa Bento XVI provocou uma série de constrangimentos. Enquanto Bento XVI tenta mostrar ao mundo que pode ser um artífice da paz, Bush intensifica a onda terrorista em seu final de mandato. Como já dissemos, Bush vive a era do pragmatismo da política americana – onde vale tudo e pode mais, quem chora menos. Num cenário desses, entre um maníaco armado até os dentes e um demagogo na sua peregrinação pela fé, se tornam inimagináveis as conseqüências.&lt;br /&gt;Pressionado pelos setores progressistas da Igreja e pela União Européia, Bento XVI criticou abertamente a posição que Will Bush adotou oficialmente, ao defender o uso da tortura e dos métodos “nada ortodoxos” da CIA e do FBI em seus interrogatórios. Para Bush, estes métodos são a garantia da segurança americana, já que a simulação de afogamentos e os choques elétricos obtêm toneladas de confissões acerca de possíveis atos terroristas. Bento XVI ainda frisou que o povo americano deverá votar “pela paz”, ao procurar, nas próximas eleições, uma alternativa que denote a busca pela solução dos sangrentos conflitos no Iraque e no Afeganistão.&lt;br /&gt;Não é de hoje que Bento XVI passou a defender a paz: Acusado de colaboracionista do Nazismo quando jovem e aliado das correntes mais a Direita do Catolicismo Romano (Opus Dei, por exemplo), o Papa tem se posicionado de forma ambígua: Ou atira nos radicais Islâmicos ou no poderio Imperialista dos Estados Unidos, que já supera a influencia do Vaticano na Europa. Para tal, já fez um mea-culpa público da Inquisição, ao se desculpar pela mesma e todos e seus absurdos, inclusive pelo terror espalhado pela Milícia de Cristo, comandada por Santo Agostinho, em 1219. Bento XVI também sinalizou com o que todos já sabíamos: A fogueira desenfreada para as feiticeiras, desencadeada a partir de 1500 com autorização de Roma, e que vitimou centenas de mulheres, foi um erro, e grave. Portanto, Bento XVI, ao fazer sua sessão de revisionismo, atacou a truculência estadunidense e “empurrou” as batatas quentes da história. Talvez não queira ser lembrado pela omissão como Pio XII.&lt;br /&gt;Bush, em 2001, declarou que a “Guerra contra o terror”, era uma “Guerra de deus”. Isso deu aos fundamentalistas islâmicos, a prova irrefutável de que a Guerra religiosa existe e não foi iniciada por eles. Bush também afirmou que defende “os valores civilizados do Ocidente”, ao chamar, indiretamente, o mundo islâmico de bárbaro e se colocar como um Diocleciano moderno. O que Bush tem feito na sua guerra “particular” (“Tudo é vaidade” diria o Rei Saul se ainda vivo) é impensável: As denúncias de estupros a crianças, de maus tratos a idosos e do uso da mais desenfreada covardia no Oriente médio são, por agora, incalculáveis na conta dos números da ONU. O que mais nos assusta, é que em breve, um Papa ou um presidente americano, irão a público pedir desculpas ao mundo, por esta tragédia de proporções descabidas, o que chocará a muitos, mas infelizmente, não surpreenderá a mais ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fabiano, 24/4/08.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-977645920319895683?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/977645920319895683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=977645920319895683' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/977645920319895683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/977645920319895683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/04/o-auto-de-f-de-bush.html' title='O auto de fé de Bush'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_7KL0zT29GR0/SBIP-4TGgCI/AAAAAAAAAAM/NYcyyeZm2mc/s72-c/george-w-bush-pope-benedict-behind-shrub.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-7893740481502752227</id><published>2008-04-25T09:50:00.000-07:00</published><updated>2008-04-25T13:04:31.296-07:00</updated><title type='text'>Movimento Estudantil: Pela democracia da Mongólia!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Mongólia ficou conhecida por ser um dos países mais fechados do mundo. O ocidente pouco sabia do que lá acontecia: Sobre o militarismo exacerbado, sobre a forte e influência do governo de Pequim, sobre a estrutura quase feudal do interior do país. A Mongólia foi o segundo país do mundo a decretar a revolução do proletariado. Mesmo contra a indicação de Lênin, que apontava a Espanha como a segunda nação a derrubar a burguesia ou a monarquia e a dar o poder aos trabalhadores, em 1922, o país decretou o Socialismo. Foram os russos brancos, aliados anteriormente a Kerensky que lá apoiaram a revolução. Passados os anos, houve uma aliança com os Bolcheviques e mais a frente, uma dependência militar e econômica com a China. É de se pensar: O que este país árido, frio e montanhoso tem em comum com o Movimento estudantil?&lt;br /&gt;Quando se elegem membros para diretórios e centros acadêmicos, pressupõe-se a idéia de que este é um ato democrático. Os membros dessas entidades, ainda que sejam diretórios (eleitos por chapa) ou Centros (aclamados e assembléias), são delegados de uma classe. A eles fora delegada a função de representar os demais estudantes, assim como os sindicalistas representam os trabalhadores e em tese, os deputados deveriam representar seus eleitores. O Centro ou diretório acadêmico não é, seja qual for sua espécie de eleição, uma gestão de executivo. É na verdade, um mandato de legislação. Isso se torna mais claro ao falarmos dos Centros acadêmicos: Eles não devem “governar”, mas sim representar as propostas a si delegadas. Devem ser “democracias plenas”, abertas e participativas.&lt;br /&gt;Quanto ao fator local (e me refiro a FURG – Fundação Universidade Federal do Rio Grande), deveria ser lembrado em todos os cursos, que os membros eleitos por assembléia não possuem decisões totalmente autônomas: A assembléia, seja qual for seu quorum (em 2ª chamada), deve apontar essas medidas. Tolerar a “porta fechada” ou o “vencer pelo grito”, além do aparelhismo e do fisiologismo político, aponta para um regime como o citado acima: A plena “democracia da Mongólia”. Sem citar, é claro, que a própria Mongólia obteve em sua ditadura, uma série de avanços sociais, que aqui, não cabem ser discutidos. A função do centro acadêmico não é ser uma sociedade fechada, onde os membros bradam que sua legalidade foi dada “pelo voto”. O voto, meus camaradas, elege bons, ruins e péssimos representantes. Os alunos devem cobrar, pressionar, participar do Centro acadêmico de uma universidade, mas devem também ser ouvidos, tratados com respeito e principalmente, reconhecimento e dignidade. Ou isso, ou vamos lutar por uma democracia mais evoluída, que acredite, era a da própria Mongólia!&lt;br /&gt;Vale lembrar que as democracias plenas são exercidas pelos participantes de votação e assembléia: Tanto os que apontam, como os delegados a uma função são participantes eqüitativos de um projeto político. Os erros, os excessos, ou as omissões (que são comuns no corporativismo, onde um grupo simplesmente toma a frente e vota sempre junto, pela mesma causa, ocupando uma posição de liderança) não conferem com a plena democracia. Além do mais, estão todos os delegados, sujeitos a exoneração, se for entendido que a sua representação nada mais é, do que um desejo próprio de poder e vaidade. E disso, o Movimento estudantil de todas as universidades está cheio. O da FURG, em alguns cursos, até mesmo transborda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fabiano, 25/4/08.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-7893740481502752227?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/7893740481502752227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=7893740481502752227' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/7893740481502752227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/7893740481502752227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/04/movimento-estudantil-pela-democracia-da.html' title='Movimento Estudantil: Pela democracia da Mongólia!'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-6665680374539801503</id><published>2008-03-10T04:38:00.000-07:00</published><updated>2008-03-10T04:41:51.088-07:00</updated><title type='text'>George W. Bush e a questão da tortura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando, há alguns séculos, a tortura passou a ser banida (pelo menos oficialmente) da Europa, entendeu-se que um novo parâmetro se iniciava na humanidade: Que a prática repugnante das sevícias, das torturas físicas e mentais e qualquer tipo de sofrimento infligido a qualquer pessoa fosse, no futuro, uma lembrança banal de um tempo que não deveria voltar. Nesse mês de março de 2007, porém, Bush “O maníaco”, deu mais uma prova de sua insanidade e do perigo que corremos, a ponto de termos um psicótico como maior responsável pelo maior arsenal nuclear do planeta. Ele simplesmente legalizou a tortura nos EUA.&lt;br /&gt;Até então, tramitava no congresso americano, um projeto de lei veiculado pelos Democratas que coibia as ações de tortura, usadas constantemente nos interrogatórios da CIA e do FBI. Na sexta, dia 9 último, George W Bush vetou o projeto argumentando que as práticas de interrogatório usados pela CIA e FBI são fundamentais para a segurança americana e “vem dando resultados”. É bom frisar: Além de resultados, são eficazes somente para a segurança norte-americana. Entre as práticas que Bush considera intocáveis, estão o choque elétrico, o isolamento total e a simulação de afogamento, todos estes denunciados a exaustão por inúmeras associações de direitos civis.&lt;br /&gt;George W Bush dá mais uma prova de sua insanidade e total desequilíbrio emocional. Não por sua crueldade (mostrada a esmo, diante de Guantânamo, e das invasões covardes do Afeganistão e do Iraque), mas pela frágil articulação política frente a população, já que em meses, haverá outro pleito presidencial e ao que consta, os Republicanos estão muito atrás, da preferência de votos manifestada a oposição dos Democratas (conforme outro texto neste mesmo blog).&lt;br /&gt;W Bush dá mais um gás em seu fim de governo: Depois de proibir o casamento homossexual, coibir os direitos das minorias, patrocinar um retrocesso nas políticas públicas estadunidenses, retomar uma série de ataques a soberania das nações “periféricas” e provocar dois sérios conflitos em menos de dois anos, ao qual nenhum dos dois ainda acabou, o presidente norte-americano passa a deixar um testamento político (uma série de seqüelas impostas no âmbito interno da política dos EUA), onde haverá uma retomada de todo o tipo de campanha das hordas reacionárias, direitistas e conservadoras. Apoiado por pessoas tão especiais como Arnold Schazeneger (Governador da Califórnia) , Fukuyama (que ainda hoje brada “o fim da história”) e o pai (e ex-presidente) George Bush, Bush filho dá sinais claros de desequilíbrio, e mais do que isso, insanidade. É prudente que o mundo se prepare para os últimos momentos de Bush no governo, por que até outubro, suas ações serão imprevisíveis e cada vez, piores.&lt;br /&gt;Fabiano, 9/3/2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-6665680374539801503?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/6665680374539801503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=6665680374539801503' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6665680374539801503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6665680374539801503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/03/george-w-bush-e-questo-da-tortura.html' title='George W. Bush e a questão da tortura'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2793831628902445247</id><published>2008-02-20T09:31:00.000-08:00</published><updated>2008-02-20T09:39:40.754-08:00</updated><title type='text'>Kid Foguete no matadouro: Mais da mesma estética norte-americana.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As recentes imagens expostas na grande mídia, mostrando a tortura e os maus-tratos a animais em frigoríficos e matadouros estadunidenses, geraram perplexidade. Na época do politicamente correto e do avanço da “democracia americana”, a grande mídia sabe mostrar onde desemboca o que Bush chegou a denominar de “mundo civilizado”. Para tal, o conto de Charles Bucowisky, “Kid foguete no matadouro”, é tão ácido e causticante como também uma bela denúncia da “Indústria da carne”, acusada substancialmente de viciar seus consumidores e impulsionar uma epidemia de obesidade nos EUA.&lt;br /&gt;Na verdade, as imagens contidas em vídeos distribuídos por associações de defesa animal, não trazem nada de novo. Uma série de documentários, reportagens e depoimentos dignos de filmes de terror, já salientaram o sacrifício a que os animais tem sido submetidos em nome da indústria da alimentação. Além disso, o consumo de carne é um dos vilões da epidemia de obesidade que atormenta os EUA e outras nações do chamado “Primeiro mundo”. Acredita-se que 30% dos americanos já estejam sofrendo de algum grau de obesidade, o que tem onerado o sistema de saúde do país e feito com que o Governo tenha implementado políticas de redução de calóricos já nas escolas. Os movimentos de defesa da vida animal já se mobilizaram, a ponto de redes de supermercado já terem anunciado o recolhimento de 70 mil toneladas de carne animal (o que parece um gesto mais representativo do que realmente funcional).&lt;br /&gt;A implementação de novas políticas alimentares, entretanto, enfrenta a resistência de grandes conglomerados econômicos. Algumas das maiores empresas americanas estão no ramo da alimentação (se é que podemos chamar os burguers de alimentação). Estas empresas, com faturamento na ordem dos bilhões de dólares só perdem para as empresas de capital baseado na indústria petrolífera ou armamentista. A febre do “Fast food” norte-americano se alastrou especialmente nos anos da política neo-liberal, o que permitiu a “globalização de costumes” e a importação do modelo de alimentação das grandes cadeias americanas (leia-se Bob´s, Burguer King e especialmente Mc Donald´s). Acredita-se que a obesidade esteja se tornando uma epidemia até mesmo em países com uma mesa regulada, onde os vegetais são bem-vindos, como o Brasil. Não por coincidência, o consumo de carne vermelha dobrou na década de 90 na mesa dos brasileiros, e outros tipos de carne passaram a ser base da alimentação, como o frango. Prudente lembrar que a carne de frango é carregada de hormônios de crescimento e alguns países europeus colocaram, em relação a isso, reticências na compra do produto durante algum tempo. Em detrimento a isso, o consumo de feijão e arroz caiu vertiginosamente, dando lugar a lanches, massas e gorduras trans e saturadas.&lt;br /&gt;Nas décadas de 80 e 90, ambientalistas e biólogos apontaram para um fenômeno assustador: As florestas tropicais, em demasia na América Central estavam sendo dizimadas por empresas no ramo de alimentação. A causa principal seria a derrubada de mata verde para a produção de pastos. As indústrias tentaram justificar o fenômeno com o aumento do consumo de carne, e o respectivo crescimento dos rebanhos para atender a demanda do mercado. Para exemplificar a situação e o desregule de tal mercado, o Brasil tem 180 milhões de habitantes e mais de 200 milhões de cabeças de gado. Um bovino de médio porte consome até sete vezes mais água que um humano adulto. No que é gasto na produção de um quilo de carne bovina, poderiam ser gerados até 15 kg de vegetais. Além de saciar a fome de países inteiros, geraria uma massa de empregos diretos e indiretos e distribuiria emprego e renda. O sistema de saúde não teria de enfrentar o número de 500.000 casos de doenças coronárias, maior parte deles, causados pela associação perigosa de sedentarismo, tabagismo e consumo de altas taxas de colesterol. O “negócio da carne” é tão lucrativo e tem crescido tanto no Brasil, que em junho de 2007, o Friboi, de Goiás, anunciou a compra da Swift, 3ª maior cadeia de frigoríficos dos EUA. Evidentemente, tocar na “cultura da carne” é mexer em milhões de dólares.&lt;br /&gt;Quando se fala em cultura, é prudente observar que essa situação não pode ser modificada em dias e sim, em anos. Uma das melhores propostas para o assunto é a lavoura da subsistência e a agricultura familiar. O consumo de carne nestes espaços tende a ser limitado, mas apontaria um decréscimo importante, modificando a economia dos pequenos municípios. Em seguida, campanhas de racionalização do consumo. Ou seja, diminui-lo, mas não encerrá-lo. O programa de merenda escolar deveria estar inserido nesta proposta. Estudos apontam que inicialmente, a queda no consumo aumentaria provisoriamente o número de rebanhos, para compensar a queda no preço, mas em menos de uma década, esse número deveria estar estabilizado e em decréscimo, dado a pouca receptividade no mercado. Como paliativo, as organizações ambientalistas dos EUA e da Europa tem exigido medidas radicais de seus governos, como a criação de políticas para que as grandes empresas da alimentação adotem regras-padrão para o “abate mais humano e menos cruel” dos animais. Podemos sugerir mais: Que as empresas do ramo, e especial do Brasil, sejam proibidas de usar a figura de animais felizes e sorridentes em suas propagandas, já que isso é uma política de atenuação e aproximação com o público infantil, grande alvo de suas campanhas publicitárias. Outra: Que provando a higiene e total segurança do produto oferecido, como salientam as donas do mercado, sejam veiculados vídeos contendo os abates dos animais. Temos certeza de que uma sessão destes vídeos faria o consumo despencar no dia seguinte. É bom frisar: Uma sessão apenas!&lt;br /&gt;A discussão é bastante delicada: O mercado da pecuária movimenta bilhões de dólares somente no Brasil. Além disso, podemos considerar a forte influência política e cultural na formação da economia brasileira e a geração de empregos. Por isso, um estudo minucioso aponta para efeitos de racionalização de consumo e paliativos na construção de outras formas de emprego e renda. A diversificação das culturas agrárias é um exemplo: Alterar bruscamente um cultura alimentar pode introduzir a monocultura como saída emergencial de vários produtores. Portanto, essa uma discussão bastante delicada. O que tem de ser pesado não é só o politicamente correto, mas que tipo de projeto de Esquerda estamos tentando criar. No projeto que desejamos, a vida é objetivo principal, seja de homens ou animais. A dignidade da mesma, é, portanto, alvo de nossa discussão. Não estamos propondo acabar com a pesca numa cidade litorânea como Rio Grande, mas sim racionalizar o consumo e diversificar a economia, gerando renda de forma sustentável e segura para o próprio meio. A única certeza que temos é que manter a produção e o consumo de carne nos níveis atingidos atualmente, é alicerce de uma indústria extremamente lucrativa e socialmente irresponsável e que por sua vez, apresenta perigo não só a vida animal, mas a própria raça humana. Temos de pensar o mundo de forma universal e completa, numa ética ambiental que nos permita acabar com a fome, alimentando com qualidade e gerando milhares de empregos. E isso, a “Indústria da carne”, com certeza, não pode fazer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fabiano, 19 de fevereiro de 2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2793831628902445247?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2793831628902445247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2793831628902445247' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2793831628902445247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2793831628902445247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/02/kid-foguete-no-matadouro-mais-da-mesma.html' title='Kid Foguete no matadouro: Mais da mesma estética norte-americana.'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-6737682136795591222</id><published>2008-02-14T09:46:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T09:50:26.382-08:00</updated><title type='text'>Galerias corriqueiras e urbanizadas de uma nova Arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;           Não é muito dificil entender, por que uma das grandes preocupações da arte contemporânea é fazer um resgate humano do indivíduo. A brutalização fugiu ao conceito de “massa” e atingiu a classe média. Em meio ao caos instaurado na civilização deste hemisfério, pendente entre o consumo infindável e a correta politização do novo discurso Ocidental, vale sempre tentar entender todas as pontas desta estrela (de)cadente. Assim, nada mais pode nos surpreender: A Arte saiu das galerias e finalmente chegou às ruas – infelizmente não por um fator da democratização do acesso a própria Arte, mas por uma necessidade de sobrevivência da raça humana. Ou isso, ou os que tem o poder do extermínio em massa, vão implementar a política da erradicação das minorias – podemos chamar isto, por um certo ângulo, de “ditadura da maioria” e este é seu aspecto mais conhecido: Sua tentativa de se manter homogênea.  &lt;br /&gt;    Em pleno 2006, com mp3s e mp4s a desfilar por aí, a coisa que mais assusta as pessoas é a insegurança; Não a insegurança das centenas de milhares de pessoas que trafegam pelos EUA com ships implantados por debaixo da pele, nem a insegurança das dezenas de satélites que diariamente nos vigiam e seguem, mas a insegurança da própria insegurança; Ficar sem o celular por alguns momentos pode significar o fim para alguns. Na última bienal de SP, Marcelo Cidade, desenvolveu uma obra interativa: Ficou munido de um bloqueador de chamadas na mochila e andou por dentre os transeuntes que visitavam o Ibirapuera. O resultado pode ser considerado uma espécie de “caos organizado”: Ninguém entrou em pânico, mas houve desconforto generalizado, disseminação do medo constante do que fazer sem o aparelhinho que se faz parecer necessário. Enquanto isso, no térreo Laura Lima colocou sua “boutique” com roupas de plástico. Poderíamos ter criado uma discussão que se prolonga através da (anti)obra de Cidade: Para que as coisas servem? Para que são criados os utensílios? Quem manda em quem afinal?&lt;br /&gt;    Buenas: Se podemos fazer um gancho com a obra de Marcelo Cidade diante da funcionalidade real das criações humanas, podemos fazê-lo também com a criação de Laura Lima em um aspecto ampliado. As roupas de plático de Lima não tem modelitos rígidos; As pessoas não tem de se adaptar à elas. A função das roupas não é fazer com que os corpos se adaptem à elas, mas sim, criar maneiras de que possam se adaptar aos corpos. A verdadeira democracia ampliada: Todos podem vestir roupas que se alongam, ou que se tornam constritas. Mais do que isso: A roupa de plástico é utilizável, bastante econômica, mas também descartável. Ela pode ser descartada.&lt;br /&gt;     Eis então que surge a discussão da funcionalidade. A Arte trava essa discussão desde que resolveu por os pés fora das galerias. Para tal, o Design e a arquitetura ganharam novas dimensões: Democratizaram sua linguagem sem se tornar populares a  ponto de perderem referencias estéticas e eruditas. Não adianta desenvolvermos novas vigas de aço, para novos edifícios, com novos padrões arquitetônicos se isso não chegará a ninguém. Ainda que aqui a discussão de “Classes” ou da “luta” que se refere as mesmas seja pertinente, não vamos abrir o link. O que interessa, é que esta construção tenha padrões estéticos, no mínimo, aceitáveis. A procura da beleza não se distancia da busca famigerada pela funcionalidade extremada de tudo que é produzido. Assim, podemos criar objetos que nos proporcionam “prazer estético”, mas também que sirvam para desenvolver algum trabalho no quotidiano, ou vice-versa (o que é mais aceitável dizer). O exemplo disso, está na criação de Brasília. Enquanto Lúcio Costa conseguiu a façanha de criar uma paisagem Urbana “Saudável”, com parques e amplas vias de acesso, Nyemeier, Comunista convicto, planejou uma série de edifícios e construções que se tornam democráticas não somente pela facilidade ao qual se chega a elas por rampas e enormes portões, mas pelo desenho arrojado que pode encantar multidões, e assim se tornar objeto de prazer aos que ali vivem. Esta é a funcionalidade real do que criamos: Que nos gere prazer. Não um prazer hediondo, ou um simples momento hedonista, mas um prazer que se refere ao bem-estar para se construir algo e edificar uma nova mentalidade (e não estamos tratando da Arte Construtivista, ainda que o Link esteja aberto). O Instituto Bauhaus propôs a edificação através da Arte com democracia através da Arte: assim, amplas janelas, vitrôs e portas eram usados em doses nada homeopáticas nas construções alemãs deste período da década de 1930, proporcionando casas arejadas, claras e abertas onde pessoas não precisassem esconder suas convicções e idéias. Mais do que isso, antes mesmo da conduta revisionista que temos diante do processo histórico a tratar do artesanato e da chamada Arte Popular (conceito que vem se modernizando e efetuando como Escola para que possamos entender artistas sem formação que não sejam Naifs, nem simples artesãos), Walter Gropius já propunha que artesãos e artistas trabalhassem juntos num modelo de produção amplo e acessível. É a Arte que nega a Arte aristocrática. Não nega a galeria, pois a galeria é um fator agrupante, que serve ao intuito da convivência e de se tornar funcional quando agrupa e não seleciona, mas abre espaço para que a Arte seja realmente democrática, aberta, e claro, funcional.&lt;br /&gt;    Assim, quando a Bienal de SP, em sua 27ª edição tomou a decisão de ser mais politicamente correta do que estética em si, ela retomou um lado controverso da Arte; A Arte panfletária se tornou um peso; Um óleo reutilizado na gordura saturada, mas de fato, o que se notou é que a Arte sem compromisso algum é bem pior: Ninguém mais agüenta o risco de se ter uma arte vazia, comercial, que atenda somente aos interesses de novos mecenas, que a seu propósitos, por serem grandes empresários não queiram mesmo discutir questões sociais. Ninguém também agüentaria uma arte comandada pelo “Partidão”. Os Grandes artistas do nosso século, mesmo os mais engajados não agüentaram o regime de “Centralismo democrático” implementado pelo Partido Comunista Tradicional. Picasso, o homem que tentou teorizar através da arte a Guerra Civil espanhola, e seus horrores em “Guernica”, acabou por se afastar deste controle. Talvez tenha sido a Pop Art a mais suscetível a obter este tipo de êxito: Ela não era politizada “de fato”, mas discutiu questões extremamente inseridas no contexto político (consumo, meio ambiente, personalismo), sem se tornar politicamente correta, e sem deixar de ser extremamente atraente ao grande público (daí a própria denominação que recebera). Ela se tornara democrática porque inserira seus expectadores em temáticas extremamente corriqueiras: Os ícones pop, o consumo em demasia de certos produtos que são quase signos, os móveis e eletrodomésticos quase que “Kitchs”. Não há quem não tenha visto algo que a pop Art não tenha discutido. Como diria Andy Wahrol, “todos serão famosos por pelo menos 15 minutos no futuro”.&lt;br /&gt;     Assim, em 2006, a Arte toma o rumo que a mantem viva e acessível. Se por um lado, o medo de Oscar wilde era “tornar a arte popular”, por outro, sua proposta era  “tornar artista o público”. Se formos ver as três grandes teorias de compreensão da Arte (Imitativa, expressionista e forma significante) notaremos que hoje podemos formar uma teia de significados, ainda que na Arte ela só se signifique ela mesma, e se permita a emitir conceitos; A Arte popular (termo já citado) remonta o prosaico, o mobiliário da formação humana antes da compreensão da estética; A teoria expressionista mostra que realmente o artista enseja em passar algo, a transmitir algo, codificar a transmitir mensagens em série para que o público possa consumir essa teia de conceituações que ele forma subjetivamente; Por fim, a Teoria de Forma Significante abre um leque ao qual o artista é livre: Tão livre que não precisa tentar transmitir mais nada. A função da transmissão, ou da recepção das mensagens emitidas é de responsabilidade do expectador (público). Assim, isso dependerá da sua sensibilidade para com o objeto estético. Ainda assim, esta teoria nos permite uma observação já feita anteriormente por críticos especialistas em Arte: Se uma pessoa não sente nada ao ver uma obra, segundo esta teoria ela é insensível. Mas o termo “Insensível” é por demais determinista; O mesmo “insensível” para com a Arte pode tratar de animais doentes, se emocionar para com a pobreza e a miséria, amar de forma pura e inocente uma outra pessoa; Melhor: Pode não compreender as obras expostas em uma galeria, mas pode manter um grande interesse em visitar galerias e procurar entender tais obras que ele não entende, pois de fato não povoam seu imaginário. Assim, dizer que todo artista quer transmitir algo (teoria expressionista) é bastante utópico, porém deixar de analisar uma obra, pois tal analise é definitivamente subjetiva, é lavar as mãos e destituir o potencial educativo da própria arte. A Arte que se tem hoje é multi-facial: Nós temos ainda grandes artistas de teor clássico guiando grandes mostras (Arquivos imensos de Cézanne, Picasso, Matisse, Miro, Dalli, Frida Kallo), mas temos grandes mestres vivos girando e estudando o mundo (Leon Ferrari, Saraceno), e um grande número de artistas que trabalham com linguagens modernas, atuais, de fácil acesso (Minerva Cuevas, Guy Tillim, Dan Grahan), além de grandes nomes do circuito contemporâneo (Doris Salcedo, Ron Mueck, Debora butterfield, Christo, Anish Kapoor, Richard Serra), que tratam de questões dos mais diversos temas, mas sendo extremamente acessíveis ao grande público. Nós não temos mais Berni, nem Orozco, nem Rivera, mas temos uma arte que ainda é social, de caráter político, humanista e que permite um canal ao que se tratava no inicio deste texto: Evitar a brutalização; resgatar os que já estão em caminho de total obliteração. A Arte passa a ter uma responsabilidade colossal: Ela vai às ruas, se insere no quotidiano, e passa a fazer parte de um novo tipo de repertório imagético; Assim, devemos lembrar das obras imensas, colocadas por Richard Serra em meio a cidades extremamente populosas; Em meio a correria, ao dia-a-dia, a falta de perspectivas, a ausência de uma sensibilidade mais exacerbada, surgem obras de arte; Elas denotam expressões novas no meio, negam o espaço antigo, ao mesmo tempo que não o destroem – o realçam! Assim, trabalhos como os desenvolvidos pelo Concretista Amílcar de Castro na década de 1950, poderiam se tornar peças corriqueiras da labuta diária das populações. Expostos em viadutos, fixados em praças, confeccionados para centros de trânsito intenso, eles envolvem a paisagem, chamam para si destaque, conseguem desenvolver algum tipo de sensibilização. Uma atividade, indireta, de Arte-sensibilização. Já que não podemos levar milhões de pessoas a consultórios para atividades Arte-terápicas ao estilo Lygia Clark, podemos antes de tudo, tocá-las no eixo do dia, na cárdia do quotidiano. Para tal, chegou-se a um momento único, e bastante importante, onde a Arte se viu obrigada a partir para a discussão dos fatos diários. Para muitos, o que se tem hoje não é Arte. Mas devemos fazer uma abordagem simplista e obvia: Os grandes artistas que compõe o período de maior relevância para a História das Artes Visuais, calcaram-se em obras que por um aspecto ou outro, designavam particularidades deste período: Bruegel, em seus quadros, retratava costumes e conflitos do Século XVII que compunham a vida dos Europeus; Courbet e Daumier, ambos franceses do Século XIX, cristalizaram na pintura realista um quadro de miséria dos homens que estavam a margem de uma sociedade que saira das monarquias, mas passara ao domínio dos valores burgueses; A Cubana Ana Mendieta, em pleno Século XX travou uma batalha em nome dos massacres cometidos por sobre os indígenas de sua terra, quando da chegada dos espanhóis ao Continente, fazendo um translado para a realidade do período atual: Massacre de mulheres, homossexuais, tentativa de extermínio das minorias; Não parece, então obvio, que a Arte atual tenha sim que firmar projetos com o seu tempo, de acordo com a sua realidade temporal? Não devemos, então, estranhar o uso de mídias eletrônicas, de vídeo-instalações, de paisagens que denotam favelas e “estoques de gente”, nem instalações com fotos de lesões corporais e violência gratuíta. Este é o nosso tempo! Ligue a TV, leia a última página do jornal, acesse a Internet, visite os subúrbios, use os banheiros públicos, passeie pelos logradouros das zonas de prostituição. Está tudo aí. Seria estranho, de fato, não esteticamente falando, mas cronologicamente discutindo, termos uma série de obras explorando os períodos mágicos do Barroco brasileiro (Português, Joanino, Rococó), enquanto nas favelas existe uma guerra civil não declarada, um poder paralelo onipresente, um senso de ética e compromisso social que a “ponderação” da sociedade democrática não garantiu com suas instituições. Assim, parece mais do que obvio que Maverick de Ogum tenha ganho o status de Artista popular: Ele está no Centro do furacão, sendo poupado dos destroços no momento, mas bastante ferido pela miséria e pelo consumo que o transformaram em catador de lixo, e respectivamente, em artista: Sua carrocinha (instalação por sobre seu objeto de trabalho) é um amontoado de “coisas descartáveis”, que perderam o valor dentro do que se considera “funcionalidade”: Bonecas velhas, celulares aposentados com tecnologia obsoleta, relógios de pulso com vistosas pulseiras que escorrem pelo braço... Se estamos vivendo um período de “convulsão social” e “mudança histórica”, é obvio que tenhamos que deixar isto na nossa história. O estudante de Artes Visuais, o professor de Artes Visuais, o crítico e o admirados das Artes em geral, tem obrigação redobrada de entender isto: Passamos por um período de transição histórica, crise ética, reavaliação de valores, de consumo em demasia e degradação ambiental cavalgante. Se a Arte não empunhar a bandeira da discussão, pouco se espera que outra área o fará. Esta é a função social da Arte.&lt;br /&gt;                                                                                                                           Fabiano – Março de 2007.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-6737682136795591222?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/6737682136795591222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=6737682136795591222' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6737682136795591222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/6737682136795591222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/02/galerias-corriqueiras-e-urbanizadas-de.html' title='Galerias corriqueiras e urbanizadas de uma nova Arte'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3321470916103285297.post-2731258628784857640</id><published>2008-02-09T10:13:00.000-08:00</published><updated>2008-02-09T10:17:30.161-08:00</updated><title type='text'>Democracia censitária, mídia e eleições: Soda Pop americana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Democracia censitária, mídia e eleições: Soda Pop americana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Com a aproximação das eleições nos EUA, era inevitável que a mídia estadunidense não calcasse muitos de seus comentários, prognósticos e previsões políticas, os relacionando a crise energética mundial, ao aquecimento global e, principalmente, a manutenção das atividades militares no Afeganistão e no Iraque. Como era de se esperar, a grande preocupação é com a recessão econômica e com a obtenção de novas fontes energéticas, a fim de que os EUA não afundem numa crise econômica parecida com a de 1929. Pode-se sugestionar que esta previsão é por demais catastrófica, mas 8 em 10 economistas apontam que esta é a primeira grande crise “do fim deste capitalismo” (ou seja, o sistema vigente prosseguirá, mas com alterações significativas).&lt;br /&gt;      Podemos afirmar que os EUA enfrentam um problema circunstancial, derivado da intensificação econômica dos anos 90. Com o advento do consumo, da polarização econômica e das políticas neo-liberais, que fizeram expandir a circulação de dólares e dos investimentos norte-americanos, europeus e japoneses pelo mundo, os EUA passaram a produzir mais, consumir mais e necessitar aumentar quantitativamente seus mercados consumidores, a fim de sustentar seu crescimento. Já na década passada, muitos economistas, críticos políticos e ambientalistas apontavam para o que estamos vivendo: As fontes energéticas estão em pleno desgaste (principalmente as de combustível fóssil), a água começa a faltar em diversos continentes e as políticas neo-liberais entregaram economias sensíveis ao julgamento de empresas do “primeiro mundo”. Afirma-se agora, que para mantermos o atual capitalismo, o nível de consumo necessitará aumentar em oito vezes até 2020. Como sabemos, não temos mais fontes energéticas para sustentar esse crescimento.&lt;br /&gt;      Diante de tantos infortúnios, Bush filho já acenou com pequenas mudanças: Implementará o uso de Biocombústiveis, retirará até o fim desse ano 20.000 soldados do Iraque e já autorizou que os EUA cumpram parte de um tratado mundial de redução de gases nocivos a atmosfera. Esses “avanços” são tímidos, mas já mostram que os EUA tem sentido uma pressão bastante forte, em principal da União Européia e precisam concentrar esforços para não perder mercados. Além disso, a China, principal adversária no mercado mundial (e militarmente, a única força a lhe fazer frente) tem evoluído economicamente e se desgastado politicamente pelo uso de termelétricas na geração de 70% de sua energia. Isso fez com que a União européia e até o (antigo) grupo dos “Países não alinhados” suscitassem críticas virulentas a Pequim. Os EUA, em contrapartida abandonaram a arrogância de Kyoto, em 95, quando não assinaram um tratado de não proliferação de gases poluentes (discutido desde a ECO 92, no Rio) e aceitaram os termos dispostos. Não é preciso dizer que sua imagem internacional, desgastada em demasia pela gestão Will Bush, foi sensivelmente maquiada.&lt;br /&gt;      Os presidenciáveis a Casa Branca fizeram o mesmo: Colocaram a questão ambiental na agenda diária e passaram a desenvolver pré-projetos de incentivo e implementação aos bio-combústiveis. O que surgiu como uma ótima alternativa já suscita críticas: Diferente do Brasil, donde ele é retirado de plantas não-comestíveis (a mamona, por exemplo) e a utilização do álcool é usual há quase 30 anos, nos EUA o biocombustivel é derivado do milho. Para tal, o país tem dado incentivos e subsídios a quem o plantar para veste uso, o que prejudica os produtores que visam o mercado interno da alimentação (o milho é freqüente na mesa dos americanos) e a exportação do grão. Alguns países do Terceiro Mundo, tem visto no biocombústivel uma forma de erguer suas economias e no futuro, alçar a posição que hoje é dos países da OPEP (Produtores de Petróleo e manos interessados em combustíveis não-fósseis). El Salvador, é um deles, mas ainda preocupa o quanto isso afetará o abastecimento de comida, principalmente nos mercados internos.  Para piorar, muitas multinacionais têm plantado os biocombustiveis na África. O que inicialmente daria empregos e renda, gerou mono-cultura e um decréscimo nas lavouras que visavam o mercado da alimentação. Isso tem gerado indignação de ambientalistas europeus e americanos, apesar de parecer (mais uma vez) um caminho sem volta. Em sua defesa, as empresas alegam que a tônica destes empreendimentos é gerar emprego, renda, empregar lavouras em territórios mais amplos e alçar uma política de combustíveis menos poluentes e renováveis. Acredite quem quiser.&lt;br /&gt;    Enquanto isso, John McCaine, pelos Republicanos (conservadores) e Hillary Clinton e Barack Obama, pelos democratas (liberais), passaram a usar a retórica ambientalista em seus discursos. Ao mesmo tempo que a campanha de 2008 já bateu recordes de doação e investimento, boa parte das mesmas, oriunda da indústria petrolífera, se aumenta o tom ambientalista lançado por Al Gore (que, enquanto foi vice de Clinton, nada implementou e “engoliu” a posição americana diante do Protocolo de Kyoto). O quanto isso será verdadeiro é uma segunda preocupação. A primeira de fato, é quando essas políticas estarão em prática. McCaine é tido como “um liberal” dentro da ala mais conservadora dos Republicanos, mas não destoa da visão de Bush, de que os danos do aquecimento global, anunciados pela ONU em fevereiro de 2007, são mais alarmistas que verdade. Já Hillary e Obama tem políticas para as minorias, mas para isso, precisam gerar empregos. Então, vão ter de aquecer a economia, e os EUA, não tem um plano econômico na utilização de combustíveis menos poluentes, pelo menos a pequeno prazo.&lt;br /&gt;      Diante dessa crise, a China continua a crescer (bem) acima da média mundial, se utilizando de termelétricas. A União Européia e os próprios EUA, passaram a fazer severas críticas ao sustento da economia chinesa. Em resposta, o Governo de Pequim tem construído hidrelétricas e passou a se interessar pelo biocombustivel, mas o uso do carvão mineral ainda pode perdurar por décadas. Calcada numa mão-de-obra barata e disciplinada, a China tem oferecido boas condições para que as multinacionais por lá se instalem. Isso também faz com que haja uma pequena fuga de capitais, antes ondulantes entre os EUA e o Japão, e que agora, se aproveitam das facilidades encontradas por lá, ou na Índia. E como já se afirmou, não há uma política de crescimento sustentável nesses países.&lt;br /&gt;     A situação é bastante complexa. Nesse ano, as eleições norte-americanas darão o tom da política adotada nos próximos anos. Para a economia dos EUA, jogada numa recessão grave, catapultada pelos gastos militares de George Will Bush (o “maníaco”), a saída tem ser rápida e eficiente, dando resultados ainda em 2008. Para os ambientalistas, essa é uma mostra de que o diálogo pode estar se encerrando e começando a “era do pragmatismo” da política estadunidense. Os otimistas são tímidos. Não arriscam palpites. Para os pessimistas, mais assustados, o relatório da ONU acerca dos danos ao meio-ambiente, corre o risco de estar desatualizado e sendo substituído por um agrupamento de crimes ambientais, piores e irreversíveis, e que nem mesmo o Superman, sinônimo da eficiência ocidental americana poderá atenuar.&lt;br /&gt;                                                                                                    Fabiano da Costa – 7/2/2008.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3321470916103285297-2731258628784857640?l=barricadars.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://barricadars.blogspot.com/feeds/2731258628784857640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3321470916103285297&amp;postID=2731258628784857640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2731258628784857640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3321470916103285297/posts/default/2731258628784857640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://barricadars.blogspot.com/2008/02/democracia-censitria-mdia-e-eleies-soda.html' title='Democracia censitária, mídia e eleições: Soda Pop americana'/><author><name>Fabiano - Barricada Vermelha</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16635792083775650012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='26' src='http://bp0.blogger.com/_7KL0zT29GR0/SEAt8uGk68I/AAAAAAAAABc/fD9nhC_q-Ec/S220/angelus2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
